29/12/2016 às 19h14min - Atualizada em 29/12/2016 às 19h14min

Happy New Year !!! – Ocaso do pusilânime ano de 2016.

“Gente muito pequena acha que já é grande e o único modo dela crescer é diminuindo outras pessoas.
Gente muito grande sabe que é pequena e, por isso, tem muito espaço para crescer.”
(Mário Sérgio Cortella)
 
Parece ressoar uníssona no Brasil a vontade de deixar para trás os lamentáveis episódios de crise; sejam elas morais, políticas, econômicas, jurídicas, sociais  etc – evidenciados neste ano que termina.

De modo geral, uma lição é contumaz: as crises não afastam os amigos, apenas os selecionam.

Na esteira do filósofo Thomas Samuel Kuhn:  O significado das crises consiste exatamente no fato de que indicam que é chegada a ocasião para renovar os instrumentos.

Sob a ótica do mercado, no afã de alcançar metas e otimizar resultados o profissional que se destaca no cenário desfavorável é aquele capaz de inspirar-se para uma eficiente arquitetura organizacional superando com êxito as inquietações de carreira e limitações da vida pessoal.

Seja na aspiração de recolocação futura, seja na valorização do currículo para maior clareza no plano de carreira, as habilidades analíticas são cada vez mais imprescindíveis ao sentido de qualquer plano profissional.

A ‘Geração Y’ (convencionalmente os nascidos entre 1977 e 2000), com sua salutar ambição e inquietude característica, confirma como principal fator de motivação as oportunidades de crescimento e oferta de novos projetos e desafios, afastando, sobremaneira, a acurada subserviência e conformismo da imperecível gratidão dissimulada como elemento de dominação.

Vale dizer, ainda, que o cenário pós-moderno é tormentoso para a indigência virtual, na medida em que o ambiente de trabalho inteligente, exigindo competências digitais avançadas, vem se recondicionando constantemente aos anseios da tecnologia da informação atrelada reestruturação dos custos e produtividade nas empresas.

  Não se pode esquecer que um profissional exponencial deve estar preparado para mudanças de rumo repentinas e frustrações, bem como dominar a capacidade para ressignificar o agir, avaliando criticamente suas próprias habilidades e competências, além do investimento de conteúdo e autoaprendizado.

Evidentemente, nem de longe, é uma tarefa confortável. Contudo, não se pode fechar os olhos para esta insofismável realidade estratégica.

Aparentemente comesinhas, algumas destas orientações ganham relevante contorno para êxito profissional contemporâneo, posto que as contratações revelam-se mais criteriosas, buscando os profissionais de alto desempenho.

Há que se estabelecer, ademais, o equilíbrio entre a autoconfiança em excesso – que impede o profissional de ouvir as pessoas e reconhecer suas limitações – e a humildade em demasia – fator de timidez e incapacidade de demonstrar suas potencialidades –.
Em síntese, na esperança de que o ano vindouro reúna eventos e circunstâncias para os resultados positivos, os Líderes não devem ignorar a gestão da diversidade, na medida em que figura como pressuposto capital para vinculação da equipe, guardando intrínseca relação ao monitoramento da meritocracia com planos e benefícios diferenciados de salários e recompensas, abarcando satisfatório gerenciamento da reputação da empresa como empregadora (Employer Branding) e, sobretudo, valorização da trajetória profissional.  
 
Edmundo Gouvêa Freitas é Professor dos Cursos de Direito (FDV-RJ \ UNIFAMINAS-MG) e Administração (CESVA\FAA-RJ), Coordenador do Centro de Resolução Adequada de Conflitos (NPJ \ FDV-RJ), Autor de livros e artigos científicos na seara processual, Advogado e Consultor Jurídico.

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