17/01/2017 às 07h16min - Atualizada em 17/01/2017 às 07h16min

A Lava Jato vai diminuir a corrupção, mas não acabar com ela dizem 51,6% dos leitores

De acordo com o resultado da enquete, apenas 6,6% dos votantes acreditam que a Operação Lava Jato vai acabar com a corrupção política.

O Jornal Leopoldinense Online promoveu enquete entre seus leitores indagando: Você acredita que a Operação Lava Jato pode acabar com a corrupção política? A maioria dos 212 leitores que votaram na enquete optaram pela resposta: Vai diminuir a corrupção, mas não acabar, com 56,1%; em segundo lugar a resposta escolhida por 30,2% dos leitores foi: Não. Em terceiro lugar,com 7,1%, ficou a resposta: Vai tudo terminar em pizza. Apenas 6,6% votaram na opção: Sim. Veja o infográfico:

De acordo com o site do Ministério Público Federal, a operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que o volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior estatal do país, esteja na casa de bilhões de reais. Soma-se a isso a expressão econômica e política dos suspeitos de participar do esquema de corrupção que envolve a companhia.

No primeiro momento da investigação, desenvolvido a partir de março de 2014, perante a Justiça Federal em Curitiba, foram investigadas e processadas organizações criminosas lideradas por doleiros, que são operadores do mercado paralelo de câmbio. Depois, o Ministério Público Federal com a atuação da Polícia Federal, recolheu provas de um imenso esquema criminoso de corrupção envolvendo a Petrobras.

Nesse esquema, grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por meio de operadores financeiros do esquema, incluindo doleiros investigados na primeira etapa.

Os operadores financeiros ou intermediários eram responsáveis não só por intermediar o pagamento da propina, mas especialmente por entregar a propina disfarçada de dinheiro limpo aos beneficiários. Em um primeiro momento, o dinheiro ia das empreiteiras até o operador financeiro. Isso acontecia em espécie, por movimentação no exterior e por meio de contratos simulados com empresas de fachada. Num segundo momento, o dinheiro ia do operador financeiro até o beneficiário em espécie, por transferência no exterior ou mediante pagamento de bens.

Outra linha da investigação – correspondente à sua verticalização – começou em março de 2015, quando o Procurador-Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal  petições para a abertura de inquéritos criminais destinados a apurar fatos atribuídos a inúmeras pessoas, das quais muitas são titulares de foro por prerrogativa de função (“foro privilegiado”). São pessoas que integram ou estão relacionadas a partidos políticos responsáveis por indicar e manter os diretores da Petrobras. Elas foram citadas em colaborações premiadas feitas na 1ª instância mediante delegação do Procurador-Geral. A primeira instância investiga os agentes políticos por improbidade, na área cível, e na área criminal aqueles sem prerrogativa de foro.

Mais recentemente, a delação de diretores e funcionários da Odebrecht abalou as estruturas de Brasília e atingiu a muitos dirigentes e membros de Partidos Políticos, muito deles até então posando de inocentes. Descobriu-se também que a corrupção não estava apenas no âmbito da Petrobrás, mas também na construção de diversificadas obras públicas como estádios de futebol, expansão de metrôs, ferrovias, construção de navios e até submarinos.
Charge enviada pelo leitor Gilvan Gama Barbosa 

Fonte de consulta: site do Ministério Público Federal
 

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