17/04/2017 às 19h52min - Atualizada em 17/04/2017 às 19h52min

Setor de serviços recua 3,3% em Minas Gerais

Retração no acumulado dos últimos 12 meses no Estado chega a 4%, aponta pesquisa do IBGE

Ana Amélia Hamdan – Diário do Comércio

O setor de serviços em Minas Gerais apresentou queda de 3,3% em fevereiro em relação a igual mês do ano passado e retração de 0,5% na comparação com janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo foi de 4%. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na quinta-feira.

Segundo o analista de pesquisa do IBGE, Roberto Saldanha, houve avanços em alguns setores, mas os resultados ainda não foram suficientes para compensar as perdas sofridas no ano passado. “É necessário levar em conta que temos dois anos de retração da economia. Há alguns resultados positivos, mas a retomada é paulatina”, disse.

Saldanha também reforça que a recuperação dos serviços está atrelada ao aumento da atividade industrial, que é a maior demandante do setor.
 
Em Minas, três das atividades pesquisadas mostraram avanço em fevereiro com relação a igual mês do ano passado. Foram elas: serviços prestados às famílias (24,2%), outros serviços (18,6%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (1,8%).

Segundo Saldanha, mesmo com a taxa de desemprego alta e queda na renda, a estabilização dos preços está levando as famílias a retomarem serviços como alimentação fora de casa, das academias e de lavanderia.
 
Os segmentos que apresentaram índices negativos, em Minas, no comparativo fevereiro 2017/fevereiro 2016, foram: informação e comunicação (-7,7%); transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-6,6%).
 
No acumulado dos 12 meses, em Minas, só o segmento outros serviços apresentou índice positivo (2,6%). Serviços de informação e comunicação ficaram estáveis. Os que apresentaram resultados negativos foram: serviços prestados à família (-5,7%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-6,1%); transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-7%).
 
Nacional – O quadro de retração no setor de serviços se repete nacionalmente em duas bases comparativas. No País, em fevereiro, na comparação com igual mês do ano passado, a redução foi de 5,1%. Nos últimos 12 meses, houve queda de 5%. Já em fevereiro, com relação a janeiro, deu-se uma pequena recuperação de 0,7%.
 
Na base comparativa de fevereiro em relação a janeiro, Minas ocupa o 15º lugar entre as 27 unidades da Federação. Nesse período, as maiores variações positivas de volume foram registradas em Rondônia (9,1%), Mato Grosso (8,5%) e Acre (2,5%). As maiores quedas foram observadas no Ceará (-9,8%), no Espírito Santo (-5,3%) e em Pernambuco (-5,2%).

Na variação mensal (fevereiro 2017/fevereiro 2016), quatro estados apresentaram variações positivas, sendo que a maior foi no Piauí (10%). Em seguida, vêm Mato Grosso (3%), Acre (0,5%) e Paraná (0,1%). Minas ocupa a oitava posição.
 
No resultado acumulado em 12 meses, todas as unidades da Federação apresentaram resultados negativos, sendo que o menos acentuado (-1,5%) foi o do Piauí e o mais expressivo (-14,9%), do Amapá.
 
Por atividade, em relação a janeiro de 2017, apresentaram crescimento, no País, os segmentos serviços prestados às famílias (0,6%); transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,5%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,2%). Os recuos foram registrados em serviços de informação e comunicação (-1,5%) e outro serviços (-0,5%). O agregado especial das atividades turísticas teve alta de 0,2%.
 

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