18/12/2015 às 10h19min - Atualizada em 18/12/2015 às 10h19min

Leopoldina participa de planejamento para receber tocha olímpica dos Jogos Rio 2016

Reunião entre ministro do Esporte, governador e representantes de 35 cidades aconteceu nesta sexta-feira (18) em Belo Horizonte

O prefeito José Roberto ao lado da Tocha Olímpica
A comitiva de gestores públicos federais que organiza a passagem da tocha olímpica pelo Brasil desembarcou nesta sexta-feira (18), em Belo Horizonte (MG).  O objetivo é planejar, com o governo de Minas Gerais e as prefeituras, os detalhes sobre ações de segurança e logística durante a passagem do símbolo olímpico por 35 cidades mineiras, entre elas Leopoldina.
 
A reunião aconteceu no Palácio Tiradentes, a partir das 9h. A equipe do governo foi encabeçada pelo ministro do esporte, George Hilton, e pelo subchefe de Assuntos Federativos da Presidência da República, Olavo Noleto.  O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, prefeitos e gestores da área de esporte e cultura também estiveram presentes. Leopoldina esteve representada pela Secretária de Esportes, Jussara Tomaz e por seu assessor Wendel Nogueira.
 
Dirigentes esportivos, representantes de entidades e clubes - além de atletas mineiros - irão garantir o espírito olímpico na reunião.  Alguns dos atletas serão certificados pelos 10 anos de participação no programa Bolsa Atleta, do governo federal. A iniciativa garante condições mínimas para os atletas olímpicos e paralímpicos se dedicarem com exclusividade ao treinamento e competições locais.  Em 2015, o Bolsa Atleta repassou R$ 7,1 milhões para 490 atletas mineiros.

Para refrescar a memória
Leopoldina está entre as cidades mineiras que revezarão a tocha olímpica
O prefeito José Roberto convidou o ex-jogador do Botafogo e da Seleção Olímpica Brasileira, Othon Valentim Filho, para cumprir o percurso leopoldinense.
Luiz Otávio Meneghite 

O prefeito José Roberto de Oliveira foi convidado pelo Presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman e participou de cerimônia, no auditório da Fundação Habitacional do Exército, em Brasília, no dia 3 de julho, quando  foi divulgada a lista das cidades que receberão o tour da tocha dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e dela consta o nome de Leopoldina que receberá o símbolo que transporta a chama e o espírito olímpico.

Na oportunidade, ele conversou com vários esportistas que prestigiaram a solenidade entre eles Torben Grael, Bernard, Paula, Paulão, Leila e Isabel Swan além de autoridades como Carlos Arthur Nuzman e o prefeito do Rio, Eduardo Paes com os quais posou para fotos.

O revezamento passará ao todo por 500 cidades, 36 delas em Minas Gerais.  Todo o percurso foi montado sob a premissa do maior número possível de pessoas impactadas, dentro do período pré-estabelecido para a duração total do revezamento. A estimativa do Comitê Rio 2016, somando a população de todos os pontos de passagem da tocha, é que 90% dos brasileiros acompanhem o revezamento.

O convite a Othon Valentim
 
  A jornada começa em maio de 2016 e irá durar entre 90 e 100 dias. Serão 12 mil condutores, cada um percorrendo cerca de 200 metros com sua tocha – o que é passado de uma para outra é a chama Olímpica, a mesma acesa ainda na Grécia. Serão 20.000 quilômetros por estradas e ruas brasileiras e mais 10.000 milhas aéreas sem que o fogo se apague.

Segundo o prefeito José Roberto de Oliveira, uma equipe precursora do Exército Brasileiro veio a Leopoldina para inspecionar e definir o trajeto que a tocha percorrerá na cidade, que será de 2.400 metros. O prefeito convidou o atleta leopoldinense Othon Valentim Filho, ‘Othinho’, para cumprir uma parte do percurso. O ex-jogador de futebol do Botafogo e da Seleção Olímpica Brasileira aceitou o convite.
 

A segunda leopoldinense convidada para conduzir a Tocha Olímpica foi a aluna da APAE Cássia, filha do casal Rita e Oilliam  que agradeceram ao prefeito pela  oportunidade de poder, não só projetar o trabalho sério realizado pela APAE de Leopoldina, mas de fazer parte deste momento histórico no mundo esportivo.



A data em que a tocha irá desembarcar em Brasília para dar início a seu trajeto pelo país ainda será definida, mas o revezamento tem dia exato para terminar: 5 de agosto de 2016, quando o último condutor da tocha acenderá a pira Olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, no Maracanã.

Tocha Olímpica

Na maior parte, as lendas dos povos antigos afirmam que o fogo foi enviado dos céus como dádiva divina. Na mitologia grega, Prometeu roubou o fogo dos deuses no monte Olimpo e deu-o aos humanos. O fogo era tão importante, que em algumas sociedades mantinha-se acesa uma chama perpétua. Na Grécia, muitas casas tinham uma lareira sagrada, que representava a vida ou o espírito das pessoas.
Durante os primeiros Jogos Olímpicos, em 776 a.C., realizou-se o sacrifício de cem bois a Zeus, e um sacerdote ficou postado na extremidade do estádio, segurando uma tocha. Os atletas correram até a extremidade do estádio em direção ao sacerdote, e o vencedor teve o privilégio de apanhar a tocha e acender o fogo do altar para os sacrifícios. A chama queimou simbolicamente durante os jogos em honra a este sacrifício oferecido a Zeus.

Os jogos Olímpicos originais destinavam-se a atiçar as chamas da adoração. Surgiram como festividades religiosas em honra a Zeus, supremo entre os deuses do Olimpo. Tais jogos foram realizados a cada quatro anos de 776 a.C. à 394 d.C., quando o "cristianizado" imperador romano Teodósio "decretou que as festividades pagãs deviam cessar". A Grécia, que na época fazia parte do Império Romano, obedeceu.

Tão irrevogável foi tal decreto romano, que no decorrer dos séculos o local original dos jogos olímpicos ficou perdido e permaneceu desconhecido até o século XIX. Daí sua redescoberta deu origem ao desejo de reavivar a tradição olímpica, de modo que em 1896 foram realizados os "Primeiros Jogos Olímpicos Modernos" pelo Barão francês Pierre de Cobertin, sendo a Primeira Olimpíada Moderna em Atenas.

Desde então, todas as Olimpíadas começam com o acendimento da tocha, e terminam quando é apagada a tocha.Toda cerimônia de abertura começa a ser falada em francês e depois a língua do país. Essa é mais uma homenagem ao francês Pierre.

Fonte: Secretaria de Governo da Presidência da República


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