28/11/2017 às 10h35min - Atualizada em 28/11/2017 às 10h35min

Flanelinhas: abusos e extorsões.

Max Alan Matheus
Após um necessário e suficiente período de reflexão, estamos retornando ao Jornal Leopoldinense. Gostaria de dizer que estava sentindo falta, e agradeço à família Meneghitte a recepção de braços abertos e sem censura, aliás, como nunca deixou de ser.

Assistimos nas Redes de Televisões Brasil afora o crescente problema dos “flanelinhas”. Parece um caso sem solução, porém se a população aceita suas exigências e extorsões a tendência é que este problema se perpetue.

Antigamente, o dito “flanelinha” era aquela pessoa que ficava com um paninho na mão limpava seu carro, tomava conta e depois você, querendo, lhe dava uma gratificação. Pois bem, agora isto mudou. Com o crescente número de eventos em nossa cidade proliferou também um grande número de aproveitadores. A via pública foi tomada por pessoas, geralmente em grupos de três, inclusive com coletes refletivos, como se agentes de trânsito fossem.

Na noite de 24 de novembro, por volta de 23 horas, estava chegando ao show no parque de exposições com minha família vindo da BR 166 em direção ao pórtico, quando 03 indivíduos fizeram sinal de parada, minha esposa conduzia o veículo. Ela parou, eles ofereceram uma vaga no acostamento da via pública por vinte reais, questionei que o local era via pública e que nada deveria ser exigido. Foram categóricos: inicialmente falaram que se não pagasse ali não estacionaria, depois disseram que se estacionasse não se responsabilizariam pelo que poderia acontecer com meu veículo. Diante deste fato pedi minha esposa que conduzisse meu veículo com minha família a outro local e, acionei a Polícia Militar. Ao verificar que eu tinha ligado para a PM e estava tirando fotos, os “flanelinhas, correram e ficaram à distancia dirigindo palavras que não merecem ser repetidas. Antes da PM chegar os mesmos se evadiram do local. A PM chegou, registrou minha queixa em Boletim de Ocorrência e assim ficou.

Não tenho e nunca terei a pretensão de consertar Leopoldina. No entanto, não serei omisso diante de fatos graves como este. Acredito que o Chefe de Fiscalização da Prefeitura deveria colocar seus fiscais para agirem e acabar com esta farra e desrespeito às leis e aos cidadãos leopoldinenses. Inclusive fiscalizando postos de gasolina que também estão cobrando estacionamento. Apesar de serem locais particulares, deverão ter alvará para funcionar como estacionamento, emitir comprovante para os donos dos veículos, terem seguro para eventuais furtos, danos ou roubos ocorridos com veículos estacionados no local e recolherem o ISS (Imposto Sobre Serviços) devido ao Município.

Seria bom que as autoridades se reunissem e tomassem providências. Seria um bom debate que poderia ser levado à Câmara Municipal e ao setor de Fiscalização do Município. Talvez, apesar da crise, sejam renovados os estudos para criação da Guarda Municipal, já que a Polícia Militar já está sobre carregada e, poderá ficar ainda mais com a infeliz decisão de possível rebaixamento da 6a Companhia da PMMG de Leopoldina, o que pode acarretar a diminuição de seu efetivo.

Para finalizar espero que todo o estresse que passei não seja em vão e, que as autoridades competentes tomem as medidas cabíveis para que o direito dos cidadãos sejam resguardados.

(*) Eletrotécnico formado pelo Cefet-MG; Formado em Direito pela Faculdade Doctum/ Leopoldina,  habilitado pela OAB/MG; Especialista em Direito Público, Direito Penal e Processo Penal pela Universidade Cândido Mendes/Plenarius;  Oficial de Justiça Avaliador do TJMG.  
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