29/04/2018 às 15h17min - Atualizada em 29/04/2018 às 15h17min

LEOPOLDINENSE NOTÁVEL

COMO SURGIU O DIA NACIONAL DA MULHER

POR DANIELA LOBO

JERÔNIMA DE MESQUITA Jerônima Mesquita nasceu no dia 30 de abril de 1880, em Leopoldina, Minas Gerais, na Fazenda Paraíso. Filha de José Jerônimo de Mesquita (II Barão de Mesquita e II Barão do Bonfim) e Maria José Vilas Boas de Siqueira Mesquita, era a mais velha de cinco irmãos. A família passava seis meses na fazenda Paraíso, em Leopoldina, e seis meses na cidade do Rio de Janeiro. Jerônima e seus irmãos fizeram os primeiros estudos com tutores, que o pai mandava vir do Rio de Janeiro ou de outros centros urbanos. Quando mais velhos, foram estudar em colégios europeus e se destacavam entre os membros da aristocracia brasileira.

Também fora estudar na França, onde pôde presenciar a luta das mulheres pela igualdade. Aos 17 destinou-se a um casamento com um primo por decisão familiar e teve um filho. O casamento não foi bem sucedido ela separou-se do marido dois anos depois e nunca mais se casou. Quando iniciou a I Guerra Mundial, apresentou-se como voluntária da Cruz Vermelha de Paris e depois serviu à Cruz Vermelha Suíça. Retornando ao Brasil tornou-se uma ativista na luta pelos direitos da mulher.

Foi uma das fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF) em 1922. Sua mãe, a Baronesa Maria José Vilas Boas de Siqueira Mesquita, a ajudou em diversas ocasiões, comparecendo sempre aos eventos organizados pela FBPF ou recepcionando celebridades convidadas pela Federação a integrar os congressos feministas realizados no Rio de Janeiro (1922, 1931 e 1936). Foi uma das pioneiras na luta pelo direito ao voto feminino, atuando no movimento sufragista de 1932 e juntamente com Bertha Lutz e Maria Eugênia, em 14 de agosto de 1934, lançaram um manifesto à nação, chamado de Manifesto feminista.

Juntamente com um grupo de companheiras, fundou, em 1947, no Rio de Janeiro, o Conselho Nacional de Mulheres do Brasil (CNMB) que é uma organização cultural, não governamental e tem por objetivo a defesa da condição da mulher. Entre as conquistas da entidade estão o direito ao voto, as fundações da Pró-Mater, hospital beneficente para acolher gestantes pobres, e da Associação Cruz Verde, que lutou contra a fome, a febre amarela e a varíola no início do século 20. A Lei 6.791/80, que criou o Dia Nacional da Mulher, no entanto, só foi sancionada pelo último presidente militar, João Batista Figueiredo.

A data havia sido aprovada no Congresso Nacional após a mobilização de 300 mulheres, em 1972, que consideravam oportuno ter mais uma data, além do Dia Internacional da Mulher. Com 29 anos, em 1919, foi responsável pela Fundação do Movimento Bandeirante no Brasil, cujo nome original era Federação Brasileira das Girl Guides no Brasil, um reflexo das mudanças ocorridas no decurso da I Guerra Mundial, quando a mulher alcançou certa emancipação, por ter participado de responsabilidades até então reservadas exclusivamente para os homens. As atividades eram essencialmente aulas de primeiros socorros, enfermagem e puericultura.

A nomenclatura, uniformes e exercícios, foram decorrentes da influência militar e uma forma de afirmar a emancipação feminina pela adoção de uma aparência masculinizada. Os grupos se chamavam "companhia" e as dirigentes eram capitãs-comandantes. 30 de Abril dia NACIONAL DA MULHER FELICIDADES ... SAÚDE SUCESSO A TODAS AS MULHERES... CIRCUITO FASHION MODA BELEZA SAÚDE COMPORTAMENTO COM DANIELA LOBO CINCO S Dr Marco Aurélio de Figueiredo Dr Dino Enrico Piccioni Dra Daniela Monteiro Lobo Para o jornal da família LEOPOLDINENSE MINAS GERAIS BRASIL
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