03/10/2019 às 18h55min - Atualizada em 03/10/2019 às 18h55min

Eleições 2020

Por Paulo Lúcio Carteirinho

 
*Esse artigo  é uma análise de conjuntura política do momento. Não visa favorecer A ou B. Tem como intenção registrar os bastidores políticos que antecedem as eleições. Baseia-se em cima das movimentações políticas, notas de partidos, divulgações das mídias, publicações nas redes sociais, comentários de populares e conversas com cientistas políticos. 
 
Estamos a um ano da eleição para prefeito, que ocorrerá no dia 4 de Outubro de 2020. Pode parecer que está longe, porém, muitos já iniciaram a contagem regressiva e já se organizam para a disputa  eleitoral.
 
Muitas pré-candidaturas sendo anunciadas. Alguns nomes em destaque. Até rolou uma enquete virtual. A respeito dessa enquete, pra mim totalmente irregular.  Tendo em vista que faltaram alguns nomes e as filiações partidárias dos pré-candidatos. Poderia ter a opção “outros”, assim como nulo ou branco. Além de que, permitiu  aos usuários acesso ao resultado. Logo, não tá com cara de que a ideia era analisar a intenção de votos, mas sim fazer marketing político de algum candidato(a). Promover alguns nomes.


Apesar das falhas, essa enquete virtual  mostra  em parte como está o cenário atual. Com muitos pré-candidatos.  Diferente da eleição passada, onde apenas dois candidatos  (Zé Roberto e Breno Coli) disputaram, a eleição de 2020 tende a ser mais disputada,  devido a vários fatores. O primeiro, pelo sentimento de renovação. O segundo,  devido a ausência do prefeito  Zé Roberto na disputa.  
 
Dentro desse cenário, um dos nomes ditos como certo  é  o de Breno Coli (PSD). Conforme citei anteriormente, disputou a eleição passada. É o político com maior bagagem eleitoral no momento. Tendo em vista que já foi  vereador, presidente da Câmara e vice-prefeito.
 
Por falar em Breno Coli, seu vice na eleição passada foi Rodrigo Pimentel, que  pelo visto não está muito a fim concorrer a vice novamente. É um dos pré-candidatos a prefeito. Inclusive, essa semana anunciou sua filiação ao Partido Verde (PV). Esse anúncio soou como  um recado: estou na disputa, pode colocar meu nome na enquete.
 
Ainda dentro do campo político, o nome do Godelo (PCdoB)  é citado. Até porque, disputou a eleição para deputado. É nome conhecido no meio político.
 
Do lado dos vereadores, o nome do Pastor Darci (PV) era muito comentado. Hoje nem tanto. Com a entrada de Rodrigo Pimentel no PV o cenário muda. Caso queira concorrer ao cargo de prefeito, Pastor Darci terá que procurar outro partido.
 
Outro nome  comentado dentro da Câmara é de Ivan Nogueira (MDB). Porém, é a vereadora Kélvia (PHS) que vem se destacando. Dos demais vereadores não se fala muito.
 
Falando de mulher, o nome de Cláudia Conte (PT)  vem ganhando força. Principalmente  dentro do partido. O partido vem manifestando no sentido de que terá candidatura própria. Dessa vez,  não tem disputa interna. Dentro do partido só se fala em Cláudia Conte.
Saindo um pouco do campo político, indo para o campo empresarial, até pouco tempo um dos nomes mais comentados era do Fernando da Sol e Neve. Mas faz tempo que ninguém comenta mais a respeito. Por outro lado, o nome de Pedro Junqueira (PR), presidente da Coopleste,  vem sendo muito comentado. Falando em Junqueira, o nome de Marcos Junqueira nunca é esquecido.
 
Ainda dentro  do campo empresarial, outro nome muito comentado é de Ricardo Carvalho Gomes, mais conhecido como Ricardo da Paf Pax. Segundo sondagens, Ricardo vai se filiar ao PSB.
 
No meio da comunicação, o nome do jornalista Marcos Paixão vem sendo muito falado. Inclusive, já até se filiou a um partido, o Solidariedade (SD).  
 
Como podem ver, temos até o momento  muitos pré-candidatos. Muita gente aproveitando da ausência do Zé Roberto e também de Marcinho Pimentel (PHS),  que faleceu.
 
Muitos aguardam o posicionamento do prefeito Zé Roberto. Há quem diga que seu filho,  Roberto Brito (PSL), que  disputou a eleição para deputado e por muito pouco não ganhou, será candidato.  Mas segundo alguns, a lei não permite. De acordo com o parágrafo 7º, do artigo 14º da Constituição Federal: “São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição”.
 
Mas se tratando de Zé Roberto não podemos levar muito em consideração questão de lei. Até porque, ele ganha todas na justiça. Até brinca dizendo que é o prefeito que mais ganhou eleição no Brasil. Tendo em vista que numa mesma eleição ele ganha duas vezes: na urna e na justiça.  
 
Logo, não devemos duvidar de uma possível candidatura de Roberto Brito. Porém, tem um complicador. Parece que para isso Zé Roberto teria que renunciar ao mandato de prefeito. Como citei anteriormente, o vice-prefeito, Marcinho Pimentel, faleceu. Nesse caso, se Zé Roberto renunciar assumiria a prefeitura o presidente da Câmara, Waldair Costa (PSD), que até então faz oposição ao prefeito, além de fazer parte do partido e grupo do Breno Coli. Logo, é pouco provável uma renúncia do prefeito.
 
O  que Zé Roberto fará? Enquanto ele não decide, os nomes que citei acima vão ganhando destaque. Muitos outros poderão surgir. A disputa está aberta. Até Zé Roberto definir um candidato. Até lá, o cenário é esse que narrei. Não percam os próximos capítulos.  Em breve outros artigos.

 

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