07/06/2020 às 09h26min - Atualizada em 07/06/2020 às 09h25min

E agora Brenio Coli!?

 Chego ao fim nos textos sobre os pré-candidatos. Encerro falando de Brenio Coli. O mais experiente dos pré-candidatos. Uma das maiores forças políticas da cidade – da redemocratização (1985) até os dias de hoje.
 
A maior força política da cidade é sem dúvida Zé Roberto. Cinco vezes prefeito (1993/1996, 2001/2004, 2005/2008, 2013/2016 e 2017/2020). Seguido de Bené Guedes: Secretário Municipal (1969/1976 e 1982/1988),  Chefe de Gabinete (1976/1977 e 1988),  Vereador (1982/1988), Secretário de Estado (1995/1997), quatro vezes deputado estadual (1987-1991, 1991-1995, 1995-1999  e 1999-2003). Depois podemos considerar Márcio Freire, duas vezes prefeito: 1989/1992 e  1997/2000. Brenio Coli  vem em seguida, cinco vezes vereador: 1989/1992 eleito com  280 votos, 1993/1996: 625 votos, 1997/2000: 575 votos, 2001/2004: 816 votos e 2009/2012: 749 votos; por três vezes foi presidente da Câmara: 1997/1998, 2001/2020 e 2011/2012; duas vezes vice-prefeito 2004/2008 e 2012/2016 -ambas ao lado do Zé Roberto.
 
É um dos recordistas em ganhar eleições. Das oito eleições desde a redemocratização, Brenio Coli só perdeu uma. A última. A qual concorreu para prefeito. Perdeu para o prefeito Zé Roberto, esse nunca perdeu uma eleição. Mas na última ganhou de pouco. Uma diferença de apenas 284 votos.  Zé Roberto (PSC)/Marcinho Pimentel (PHS) obtiveram 15.004  votos, contra 14.720 de Brenio Coli (PSD)/ Rodrigo Pimentel (PP).
 
O curioso nessa disputa é que  Brenio Coli era o vice-prefeito de Zé Roberto. Não só rompeu com ele, como disputou contra ele. Dissidências são muitos comuns na política de  Leopoldina. Na gestão de 1989/1992  o vice-prefeito Guilherme Junqueira Reis rompeu com o prefeito Márcio Freire. Na gestão 2001/2004, novamente  Guilherme Junqueira Reis, também como  vice-prefeito, rompeu  com o prefeito Zé Roberto. Em 2004, Bené Guedes disputou as eleições tendo como vice na chapa Marcinho Pimentel, essa eleição foi ganha por Zé Roberto. Na eleição seguinte (2008), Bené Guedes disputou e ganhou, tendo como concorrente seu ex-companheiro de chapa: Marcinho Pimentel. Falando em Marcinho, na eleição de 2012 disputou contra Zé Roberto, que ganhou a eleição. Na eleição seguinte (2016), Marcinho  virou vice de Zé Roberto, disputou contra Brenio Coli, que tinha como vice seu sobrinho Rodrigo Pimentel,  gerando dissidência na família Pimentel.
 
A política de Leopoldina é uma metamorfose ambulante. Como dizia Raul Seixas : “Se hoje eu te odeioAmanhã lhe tenho amorLhe tenho amorLhe tenho horror. Lhe faço amor”.
 
Essa  troca-troca de lado afetam  os partidos políticos. É algo comum políticos trocarem de partidos. Brenio Coli por exemplo já passou por quatro partidos: PMDB, PTB, PSC e PSD. Marcinho Pimentel: PP, PCdoB e PHS;  Dr. Marco Antônio: PT, PRB e Rede. Kélvia: PHS/Podemos e PP. Rodrigo Pimentel: PP e PV. Até o mais novato dos pré-candidatos, Marco Paixão,  do ano passado pra cá passou por dois partidos: Solidariedade (SD) e Rede.  Citei apenas os pré-candidatos a prefeito, se for citar os vereadores essas trocas são ainda maiores. 
 
Curioso é que Zé Roberto nunca trocou de partido. Sempre disputou pelo PSC. O que talvez explique  seu sucesso nas urnas, afinal, quando se tem um partido organizado, um grupo, fica muito mais fácil disputar as eleições. Inclusive, o PSC é o segundo partido que mais elegeu vereador de 1992 até os dias de hoje. Foram 14 vereadores eleitos. Em primeiro lugar vem o PMDB com 15. Em terceiro PT e PFL com 10.
 
Falando em  partidos, nessas eleições tudo indica que irão participar 17 partidos. Caso confirme 17 partidos, serão nove a menos que a eleição passada, onde participaram 26 sendo a eleição que teve o maior número de partidos participando. Em 1992 participaram 13 partidos, 1996: 15 partidos, 2000: 11 partidos, 2004: 22 partidos, 2008: 19 partidos, 2012: 24 partidos e    2016: 26 partidos.
 
Dos 17 partidos que temos até o momento, 5 estão com Brenio: Partido Social Democrático (PSD), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Democratas (DEM), Avante (Antigo PTdoB)   e  Podemos (PODE – antigo PTN).
 
O grupo do Zé Roberto tem 4: Partido Social Liberal (PSL), Partido Social Cristão (PSC),  Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Partido Progressista (PP).  
 
Tem ainda um grupo com 4 partidos: Partidos  Socialista Brasileiro (PSB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB),   Partido Verde (PV),  e Republicanos (PRB ). Esse grupo têm três pré-candidatos: Dr. Marco Antônio, Ricardo Paf Pax e Rodrigo Pimentel.
 
Por fora, temos outros 4 partidos, esses até o momento sozinhos: Partido dos Trabalhadores (PT –Cláudia Conte), PCdoB (Partido Comunista do Brasil –Godelo), PL (Partido Liberal – Pedro Augusto) e Rede (Marcos Paixão).
 
Lembrando que não tem nada definido. As convenções ainda irão ocorrer. Mas já dá mais ou menos onde cada partido está. Mas isso  muda do dia pra noite. Como citei anteriormente, a política de Leopoldina é repleta de dissidências.
 
Os bastidores políticos estão agitados. Com conversa dentro e fora da cidade. Muita procura por deputados e senadores que controlam alguns partidos, de modo convencê-los a retirarem candidatura na cidade em prol de apoio a um candidato. Nessas conversas, Breno Coli leva vantagem. Como disse anteriormente, é uma das maiores forças políticas da cidade.  O mais experiente dos pré-candidatos. Está na política desde 1988. Conhece muitos deputados e senadores, tendo acesso a eles. A prova disso é que na eleição passada conseguiu apoio de 12 partidos: PSD / PP / DEM / PV / PRB / REDE / PMDB / PT / PDT / PTB / PC do B / SD. Contra 14 do Zé Roberto: SL / PTN / PSC / PR / PPS / PSDC / PHS / PTC / PSB / PRP / PSDB / PEN / PT do B / PROS

Ao mesmo tempo em que a experiência favorece Brenio Coli, ela também atrapalha. Afinal, hoje muito se fala em “Nova Política”, novo, mudança... O que explica termos tantos pré-candidatos. São 9: Brenio Coli, Claúdia Conte, Godelo, Kélvia Raquel, Marco Antônio, Marcos Paixão, Pedro Augusto, Ricardo da Paf Pax e Rodrigo Pimentel.
 
Dificilmente teremos novos candidatos a prefeito. Até porque eles vão precisar de vice. Por falar em vice, muitos  desses pré-candidato estão lançando seus nomes para ficarem em evidência e assim quem sabe não ser vice de alguém ou fazer parte do governo assumindo alguma pasta (virando secretário). Logo, a tendência é diminuir a quantidade de pré-candidatos.
 
Vale destacar que com exceção de 1988, Leopoldina nunca teve mais que três candidatos. Em 1992, 1996,  2004, 2008, 2012   tivemos três. Em 2000 e 2016 apenas dois. Será que dessa vez a gente passa a marca de três candidatos?
 
O desafio de Brenio Coli é repetir o feito da última eleição,  conseguindo fazer com que a oposição ao governo se alie a ele. Tendo novamente dois candidatos. Não é vantagem para ele que tenha mais candidaturas. Já que elas tirarão votos dele. Será que dessa vez ele consegue a polarização? A pergunta que não quer calar: E agora Brenio Coli?

 

 

 
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