17/01/2021 às 07h56min - Atualizada em 17/01/2021 às 07h55min

Primeira crise política governo Pedro Augusto!

Governo Pedro Augusto enfrenta sua primeira crise política. Não muito diferente de outros governos, a crise do governo Pedro Augusto é fruto das nomeações.

As nomeações sempre geram crises. Que começa com os aliados. Muitos que participaram da campanha acham que participarão do governo e quando isso não ocorre quem fica de fora é o primeiro a criticar.

Essas críticas aumentam à medida que o prefeito vai nomeando pessoas, onde algumas que não participaram da campanha ou estavam do lado oposto acabam  sendo nomeadas e com isso os aliados acabam não concordando.

Nomeações de gente de fora da cidade também são criticadas.  No caso de Pedro Augusto, a nomeação da Procuradora do Município, Michelle Rocha,  que parece não ter muita ligação com Leopoldina,  foi muito criticada.

Tendo em vista que Leopoldina tem muitos advogados,  devido  a Faculdade Doctum. Além do que, Pedro Augusto durante a campanha se reuniu com a OAB. Foi o único candidato que fez isso. Logo, muitos acreditavam que ele nomearia alguém da cidade.

Como nomeou alguém de fora abriu brechas para alguns criticarem. O que eu acho sem lógica. Imagina você podendo ter  um jogador como Messi  no seu time mas por ele não ser torcedor do time, não ser da cidade ou do país, você não pode colocá-lo no time. Quem não vai gostaria de ter  Messi no seu time? Deixo claro que não conheço Michele, logo, a comparação com Messi é só exemplo. Já que acredito que essa nomeação foi técnica.
 
Não vejo problema algum em nomear gente de fora. Como não vejo problema algum de gente de fora concorrendo. Inclusive, isso foi tema durante a campanha. Alguns candidatos não eram naturais da cidade e foram muitos criticados por alguns, os quais querem implantar uma espécie de “xenofobia” em Leopoldina, atacando “estrangeiros”. Espero que isso não vá à diante, já que sou do Rio de Janeiro (rsrs).

Falando da questão técnica, as pessoas esperam que o prefeito nomeie pessoas da área e quando isso não ocorre é porrada na certa. Principalmente na gestão de Pedro Augusto, tendo em vista que assinou em cartório o compromisso de campanha n° 4,  o qual se comprometeu nomear pessoas com critérios técnicos. Logo, todas as nomeações serão analisadas com muito rigor. As que não forem técnicas serão criticadas. Logo, Pedro Augusto tem que ser muito  cuidadoso e criterioso nas suas nomeações, de modo mostrar que está cumprindo o que prometeu. Do contrário, será acusado de estelionatário eleitoral.

Com todo mundo olhando as nomeações com lupa, algumas delas estão sendo questionadas. Destaco duas delas: a do Pingüim, que é presidente do Partido Liberal, partido de  Pedro,   e a nomeação da esposa de um  vereador. Como essas duas pessoas têm ligação com a política, essas  nomeações foram interpretadas muito mais política do que técnica.

A nomeação de Pinguim não causou tanta polêmica tendo em vista que era esperado que ele viesse a ocupar cargo no governo, dada a importância dele na campanha. Sem partido, Pedro Augusto jamais seria candidato.  Pingüim organizou o partido o que permitiu viabilizar  a campanha de Pedro. Ele que é um grande estrategista político.

Conhecedor da burocracia política.  Sendo importantíssimo  não só na campanha, mas principalmente agora na hora de governar. Tendo em vista que é muito influente na política. Podemos questionar o cargo o qual ele foi nomeado,  mas se não fosse esse seria outro. Pingüim era nome certo do governo.

A polêmica maior foi à nomeação da esposa de um vereador.  A nomeação dela   jamais seria   vista como técnica. Por mais que fosse.  A questão familiar influencia muito. Esse é um problema que Pedro vem enfrentando desde que nomeou a equipe de transição, a qual participaram dela vários membros da família Junqueira.

Esse lance de envolver família na política não é bem visto pela população. E sempre gera crise. Tem uma frase na política que eu gosto muito: “Governante deve nomear quem ele possa demitir”. Nomear quem não pode demitir sempre gera crise.

Essa nomeação da esposa do vereador foi entendida como parte da velha política. O toma lá da cá. Principalmente, por ela ter acontecido logo após a eleição da mesa diretora, onde pelo que se comenta, o candidato apoiado pelo prefeito, José Augusto, precisava de um voto e conseguiu. Acredito eu que por mérito dele. Nada de politicagem. Mas essa nomeação  acaba colocando em dúvida esse mérito.

Isso é muito ruim para o Executivo e Legislativo.  A imagem do governo e da Câmara ficaram desgastadas após essa nomeação. Várias publicações foram feitas nas redes sociais pedindo a exoneração da esposa do vereador. Com direito a campanha: #exonera!
 
E parece que não ficaria somente nas redes sociais. Muita gente ameaçou entrar com denuncia no Ministério Público, além de pedir que os vereadores criassem uma CPI para investigar.

Por mais que não desse nada, já que não vejo nenhuma irregularidade nessa nomeação, já que o prefeito pode nomear quem ele quiser, além do  fato de que  ser parente de vereador não impede ninguém de ocupar cargo na prefeitura, ninguém ia querer ter uma CPI ou apuração na justiça  no começo do mandato. Mas o que pesou mais que uma possível investigação foi a dúvida se o prefeito deixou de cumprir o compromisso de número 4.

Pressionado pela opinião pública o prefeito não teve outra solução a não ser exonerar a esposa do vereador. O que pode custar muito caro para o governo. Já que acabou comprando briga com o vereador.  O qual vem mostrando em seus comentários e publicações que não gostou nada do prefeito ter voltado atrás, depois de ter exposto sua família. E quem conhece o vereador sabe que não é bom tê-lo na oposição. O governo pode ligar o alerta vermelho. A princípio pensei que o prefeito teria trânsito livre na Câmara, hoje já acho que não. Iremos saber disso quando acabar o recesso parlamentar e a Câmara retornar seus trabalhos.  Aí iremos analisar os efeitos dessa primeira crise do governo.


 
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