12/02/2021 às 23h02min - Atualizada em 12/02/2021 às 23h02min

Guilherme Junqueira Reis - *1º/09/1939 + 23/01/2021

Por Nelson Vieira Filho (Nelsinho)
Guilherme Junqueira Reis nasceu em 01.09.39, em Leopoldina, na casa (então pertencente a seu avô), ao lado da prefeitura onde hoje está instalada a Secretaria Municipal de Educação. Era o quarto dos oito filhos de Antonio Andrade Reis e Mariana Reis Junqueira. Cursou o ensino primário como interno do Colégio São Vicente em Petrópolis, fundado em 1890 e dirigido pelos cônegos premonstratenses. Cursou o científico no antigo Gymnasio Leopoldinense. Formou-se em 1965 pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil (atual UFRJ), tendo exercido a medicina de forma ininterrupta em Leopoldina desde 1966 até março de 2020, quando adoeceu.

Era titulado como Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Entre os cargos exercidos, foi vice-prefeito Municipal por duas vezes, tesoureiro e provedor da Casa de Caridade Leopoldinense, presidente do Asilo Santo Antônio, duas vezes secretário de saúde de Leopoldina, gerente Regional de Saúde da GRS Leopoldina e médico perito federal, tendo sido chefe do Grupamento Médico Pericial do INSS de Leopoldina por quase duas décadas. Entre as honrarias recebidas, recebeu a Comenda "Honra à Ética" do CRM/MG, pelo exercício sem máculas da medicina por 50 anos, além de ter recebido a Comenda Alferes Tiradentes da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Era casado com Lilys Almeida Reis desde 16.12.1967, pai de Ana Karina (médica), Patrícia e Marcos (advogados), tendo um genro (Jorge), uma nora (Daniele) e quatro netas (Beatriz, Luísa, Clarice e Helena).
Após a leitura do farto currículo, um questionamento sobre o passo seguinte:

Um respeitabilíssimo silêncio deveria se fazer ouvir?
ou um epopeico espocar de fogos deveria iluminar os céus?

Oficialmente, no Cartório do Registro Civil foi Guilherme Junqueira Reis. Para Leopoldina e adjacências, olhado pelo lado profissional, era o dr. Guilherme Junqueira Reis.

Que fique para todo e sempre os exemplos dignificantes da extraordinária criatura humana que foi Guilherme Junqueira Reis, cuja memória deve ser sempre enaltecida por sua esposa Lilys, por seus três filhos e por todos os demais familiares, que podem e devem se orgulhar de um homem honestíssimo, de insuperável capacidade profissional.

Para mim, seu contemporâneo no colegial em Leopoldina nos anos 50 e logo a seguir nos gloriosos tempos universitários do Rio de Janeiro, nunca foi o doutor Guilherme a quem uma multidão de leopoldinenses tanto deve, não foi o Guilherme líder inconteste de uma família. Para mim, ele foi   e será eternamente meu amigo Guilherminho.

Será sempre Guilherminho para mim, sempre a mesma criatura, com disposição para o diálogo, às vezes de franqueza inesperada, mas uma criatura capaz de espargir uma áurea diferenciada em todos os ambientes em que tivesse a oportunidade de se fazer presente.

Quando estudei em Leopoldina, o recreense Paulo Carrano Albuquerque, com quem ainda tenho fraterníssima convivência, já era um de meus amigos mais chegados. Paulinho e eu tínhamos uma obsessão para descobrir brincadeiras dançantes em casas de família e ali nos divertir, dançar, rir, tomar refrigerantes, comer salgadinhos, bolos e docinhos. Não foi uma, não foram duas nem três as ocasiões em que, em tais ambientes 100% saudáveis, ali também estava o Guilherminho. Até nosso último encontro, rememorar o que sadiamente ali fazíamos sempre foi motivo de risos e saudades. Quem quiser saber nossas divertidas histórias que procure bem se informar.

Muitas vezes, quando morávamos no Rio, houve atenciosos telefonemas dele me convidando para festinhas em casas de familiares ou amigos seus, ocasião julgada a mais propícia para revigorarmos nossa amizade e para colocar nossos inesgotáveis assuntos em dia.

Força do destino, findo seu curso universitário, ele conscientemente retornou a Leopoldina; nas voltas que a vida dá, para minha Leopoldina estudantil também, logo ao me casar, retornei com ânimo definitivo.

No dia a dia, nossos reencontros em Leopoldina não podiam ser mais descontraídos: eu e ele tínhamos dois assuntos prediletos, o nosso Flamengo, time carioca gerador de um sentimento de paixão quase que ridículo e o fato de nossos filhos terem se tornado e permanecido amigos.

Então, Guilherminho, no merecido lugar que Deus já lhe entregou, zele por seus familiares e por seus amigos sinceros.

Em 27.01.2021

Nelsinho


Dr.Guilherme Junqueira Reis
 
 
 
 
 
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