12/03/2021 às 17h47min - Atualizada em 12/03/2021 às 17h47min

XEQUE AO REI – Brasil – 10/03/2021 –

Edson Gomes Santos
Miguel SCHINCARIOL / AFP
Independente da vertente político-partidária, hoje o assunto dominante no noticiário nacional, com repercussão mundial, foi o discurso do Lula.

Seja adversário ou correligionário; político ou não; pobre ou rico; qualquer que seja a cor da pele; qualquer que seja o sentimento religioso; qualquer que seja a opção sexual ou afetiva; cidadãos de quaisquer regiões brasileiras; os noticiários e os sentimentos foram unânimes:

Um pronunciamento que mexeu com os brios de alguns, criticou outros, propôs soluções, apresentou resultados positivos dos seus governos, abraçou – com palavras – cada um dos brasileiros que estavam ouvindo ou não o pronunciamento, enfim, falou para o BRASIL.

Miriam Leitão, adversária ferrenha e perspicaz, nomina o discurso como pronunciamento de um ESTADISTA, assim como outros importantes formadores de opiniões a seguem em tal conceito.  Interessantes foram as reações relatadas por pessoas ante tal pronunciamento e o conteúdo das palavras, pois muitas delas verteram lágrimas, outras bateram palmas, outras ficaram estupefatas, outras surpresas, outras esperavam destilação de ódio e mágoa, porém, para a maioria, o sentimento que o discurso resgatou e despertou, foi:

                                                                        ESPERANÇA!!!

Sim, a “velha” ESPERANÇA que nos faz viver cada dia na ESPERANÇA de o dia seguinte ser melhor do que foi o dia de hoje; ESPERANÇA em conseguirmos o que almejamos; ESPERANÇA de que os tormentos que nos afligem sejam extintos; que nossos males sejam sanados; enfim, foi ela, a ESPERANÇA... de um Brasil melhor, despertada do seu longo – e triste - torpor.

Dizem que o “jogo político” se assemelha ao jogo de xadrez; jogo de estratégias; cada jogada é pensada e suas consequências analisadas 20, 30, 40 jogadas adiante, antes de serem efetivadas; daí os enxadristas serem considerados “gênios”, como o foram Kasparov, Karpov, Fisher, Henrique Mecking, Judit Polgár, Capablanca, dentre muitos outros.

No xadrez, o ponto final do jogo resume-se em duas palavras -  XEQUE MATE – pronunciadas quando o adversário consegue “cercar e atacar” o rei oponente, deixando-o sem meios de se defender. Antes, porém, aquele rei, sendo atacado, a mensagem de alerta é XEQUE AO REI!   

Transpondo-se o jogo de xadrez para o jogo político e segundo renomados comentaristas políticos, jornalistas, formadores de opinião, etc., a parte do discurso dirigida ao atual Presidente da República foi  ar-ra-sa-do-ra, sacudindo e “balançando a roseira”.

Lula – um gênio político? - deu um XEQUE AO REI no Presidente... e tal xeque foi sentido pois Bolsonaro, negacionista no uso de máscara e contra a vacina, no dia seguinte apareceu de máscara e desdizendo-se de que seria contra a vacina preventiva do Covid.

Politicamente o tabuleiro do xadrez político está posto sobre a “mesa” Brasil e a primeira jogada foi um surpreendente... um brilhante  XEQUE AO REI!

Falta mais de 1 ano para as eleições presidenciais de 2022; urnas só mostram resultados depois de abertas; daí indago:  Será que lá, em 2022, apreciaremos um XEQUE MATE?
                                                                                                                                              ... Aguardemos.

Edson Gomes Santos, Divinópolis, 10/03/2021


Link
Tags »
Relacionadas »
Comentários »