30/05/2021 às 18h46min - Atualizada em 30/05/2021 às 18h46min

VOTO IMPRESSO – II – Brasil – 2021

Edson Gomes Santos
Há alguns dias escrevi sobre o voto impresso, assunto foco-tema que gerou opiniões  – prós e contras – dos mais diversos setores nacionais,  políticos ou não, sobre tal retorno às origens, e, no meu entender, as urnas eletrônicas são – sim – confiáveis; suas implantações e utilizações coibiram possíveis fraudes eleitorais; vale a pena consultar dados da Justiça Eleitoral sobre a quantidade delas cujos resultados foram contestados, analisados e impugnados por fraude.

Em 2003 montei um provedor internet em Divinópolis e confesso jamais ter imaginado, inicialmente, que na evolução e ampliação de tal ferramenta, TODOS os dados que pudessem ser virtualizados transitariam via internet e é o que vivenciamos nos tempos atuais.

O Brasil é o 5º mercado mundial de smarts; há, em uso, 230 milhões de celulares; 180 milhões de tablets e notebook; num universo de 424 milhões de dispositivos digitais no país, e, SIM!, o Brasil está plena e totalmente inserido nos tempos atuais... quanto à utilização dos diversos dispositivos de trabalho e lazer, ativados via acesso internet.

Nos EUA, “modelo” de democracia, as denúncias de fraudes eleitorais são corriqueiras, por exemplo: em 2000 a vitória George W. Bush sobre Al Gore somente foi decidida via Suprema Corte pois na Flórida, onde o governador era irmão do Bush, a “contagem” dos VOTOS IMPRESSOS gerou dúvidas e suspeitas de fraude pró-Bush e anti-Gore.

Acomodados nessas ma-ra-vi-lho-sas ferramentas - smartphone e notebook - transitamos tranquila e rapidamente pelo mundo, via internet, daí, dá para imaginar como estaríamos – o mundo e nós – sem elas?  Não tenho dúvidas: ficaríamos de pés e mãos amarrados... OU QUEBRADOS?

Voto impresso teve seu tempo e sua importância, porém evoluir ou morrer é uma das máximas da VIDA e do VIVER: tudo evolui; tudo flui; tudo nasce; tudo cresce; tudo morre; tudo renasce... de uma forma ou uso diferente, como o são as urnas eletrônicas.

As primeiras urnas eletrônicas no Brasil foram ativadas em 1996; chegando e “comemorando” o novo milênio, ano 2000, a Justiça Eleitoral geriu e realizou a primeira eleição 100% urnas eletrônicas; de lá para cá foi implantada a identificação datiloscópica; hoje, sem cédulas impressas e sem canetas, votamos com... o dedão, identificação digital e pessoal ÚNICA NO UNIVERSO.

Proponho, ao invés de reinstituir o voto impresso, a EVOLUÇÃO do voto para a sua DIGITALIZAÇÃO, inserindo os smart & note no processo eleitoral, como já ocorre com bancos, comércio eletrônico, face, zap, netflix, youtube, etc., etc., etc., dinamizando enquetes legislativas; referendos populares; participação cidadã; projetos de leis; plebiscitos; projetos de lei via abaixo-assinados; etc.

Li há alguns dias que é estimado em 57,4% o poder de domínio das milícias e tráfico no Rio de Janeiro, bem como seus “comandantes” ditarem para quais candidatos os votos dos eleitores das comunidades dominadas devem ser dirigidos visando gerar poder político, por isso e contra tal impositivo “poder de mando”, entendo que VOTO DIGITALIZADO será o “remédio”.
 
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