28/12/2021 às 13h32min - Atualizada em 28/12/2021 às 13h32min

Ano novo: cenário à vista

Bernardo Guedes
Não é muito difícil me perguntarem nas rodas de conversa o que esperar para o ambiente político em 2022. Procuro responder através de uma análise sem paixões, embora tenha minhas preferências.

Na política é preciso falar para alguém representar algo. Vejo as discussões mais focadas no eleitorado do que nos pré-candidatos. Conquanto uma parcela das opiniões possa mudar, o fato é que a força de querer se apresentar como um selecionável deve partir dos pré-candidatos. Cabem a eles se colocarem em condições de serem aprovados.

Não dá para colocar o destino de um município no discurso vazio do bairrismo. Não dá para decidir quem vai liderar o estado com base em contas pagas. Não dá para entregar um orçamento de trilhões do Brasil a personagens carismáticos com roupagem de super heróis. Numa rápida peneira eu sei que sobra bem pouco. Mas é assim que deve ser.

A ambição do eleitor deve ser em subir o sarrafo da competência. Cravar os escolhidos é impossível.  Na política as relações são construídas com tempo. A reputação não surge de uma hora para outra. O trabalho e exposição devem ser constantes, razões pelas quais, sob os nossos olhos, a relutância em entender uma derrota. E aí se volta, para um muro de lamentações com um sistema cíclico da nossa dependência.

Para liderar tem de gostar, tem de viver a missão, num paradoxo tem de haver abdicação. Como tem! Se 2022 não acontecer da forma como você quer ou prevê, aconselho a espera. Para quem deseja representar aconselho que para ontem já comece a se posicionar. O tempo é o maior ativo da política. Não culpe os outros, sendo que é você quem deve falar pelos outros. Reveja se esse é realmente o espaço que quer na vida.

Para 2022 que família e amigos saibam separar suas opções, que haja respeito entre os próximos e a realidade.
Link
Tags »
Relacionadas »
Comentários »