29/07/2016 às 07h54min - Atualizada em 29/07/2016 às 07h54min

Tributo à mais bela voz portenha do tango:Carlos Gardel

POR WALDEMAR PEDRO ANTÔNIO
Dando  prosseguimento  aos  ases  da  composição  e  da  voz  ,  o  “ CANTINHO  MUSICAL  “ dedicará este  espaço  para  homenagear  o ícone  do  tango  portenho :  CARLOS   GARDEL  .  Idolatrado pelo povo  argentino pela difusão universal de seu gênero musical , é  lembrado com muito  carinho e afeto por  ser responsável  em  rotular ,  através  de  suas  canções  , a imagem do país . CHARLES  ROMUALD  GARDÈS  era palco de discussão sobre sua nacionalidade , de origem altamente controvertida ,  sustentada  por alguns  que teria nascido no interior do Uruguai  e , por outros , na cidade  francesa  de Toulouse , no  dia  11  de  dezembro de 1890 , vindo falecer em  Medelin, Colômbia , no dia 24 de junho de 1935 , com 44 anos  . Gardel  era  esquivo  sobre o tema e  quando  indagado dizia : “ Nasci  em  Buenos  aos  dois anos  e meio de idade “ . . Intérprete  musical e ator celebrado em toda a América  Latina pela divulgação do  tango , inicia-se como cantor ainda jovem  , apresentando-se  em  cafés dos subúrbios da capital  argentina .    Seu  interesse e  habilidades  inclinaram-se para o gênero  musical  ,  acrescentando ,  nas  letras  e  na  harmonia  , expressões  e ritmo de lamentos  e nostalgias  em  suas  canções .   A qualidade da interpretação e  o inigualável timbre de sua voz ajudaram a convertê-lo num mito popular.

O tango está indissoluvelmente ligado a seu nome . Ainda em nossos dias é um verdadeiro ícone deste gênero  musical  e uma das personalidades artísticas mais queridas de toda a Argentina. Falar de Gardel é abraçar a vida.Compreender os tangos de Gardel é interpretar as sinuosidades e os encantos da música, suas tragédias, desencontros e ao mesmo tempo os sentimentos mais profundos que envolvem a alma humana. 


Os argentinos costumam dizer que Gardel “cada dia canta melhor”. Diante  do  memorável  acervo  de  suas  canções  , o Cantinho  Musical  fez uma seleção criteriosa para demonstrar os tangos mais conhecidos por aqueles que curtem uma música   portenha .  Iniciaremos  nossa  amostra com um tango  brasileiro exaltando  o  valor  musical                de  Gardel  .   Herivelto  Martins e  David  Nasser ,  reconhecendo  a  grandeza do inigualável cantor portenho , compuseram um tango em sua homenagem  , interpretado com precisão pela suave voz de Nélson Gonçalves , “  CARLOS  GRADEL “ .  [ “ / Tango, bandoneon, uma guitarra que geme / Num ritmo de amor desesperado / Um cabaré que fecha suas portas / Uma rua de amor e de pecado / Um guarda que vigia numa esquina / Um casal que anda a procura de um hotel / Um resto de melodia / Um assobio uma saudade imortal / Carlos Gardel / Carlos Gardel / Buenos Aires cantava no teu canto / Buenos Aires chorava no teu pranto / E vibrava em tua voz / Carlos Gardel / O teu canto era a batuta de um maestro / Que fazia pulsar os corações / Na amargura das tuas melodias / Carlos Gardel / Se cantavas a tragédia das perdidas / Compreendendo suas ouvidas / Perdoavas seu papel / Por isso enquanto houver um tango triste / Um otário, um cabaré, uma guitarra / Tu viverás também / Carlos Gardel / . “  ]  .

Com imensa exaltação à beleza  de  Buenos  Aires , a   canção , imortalizada na voz de Carlos Gardel , foi escrita por um brasileiro , Alfredo  Le  Pera  e musicalmente  por Gardel ,  versando sobre a grande sorte de voltar a ver a cidade amada com seus panoramas naturais e belos , orgulhando-se profundamente  de fazer parte desse povo portenho :  “  MI  BUENOS  AIRES  QUERIDO “ .  [ “ / Mi Buenos Aires querido, / cuando yo te vuelva a ver / no habrá más pena ni olvido. / El farolito de la calle en que nací / fue el centinela de mis promesas de amor, / bajo su inquieta lucecita yo la vi / a mi pebeta luminosa como un sol. / Hoy que la suerte quiere que te vuelva a ver, / ciudad porteña de mi único querer,  / y oigo la queja de un bandoneón / dentro del pecho pide rienda el corazón.  / Mi Buenos Aires, tierra florida, / donde mi vida terminaré, / bajo tu amparo no hay desengaños,  / vuelan los años, se olvida el dolor. / En caravana, los recuerdos pasan, / como una estela dulce de emoción. / Quiero que sepas que al evocarte / se van las penas del corazón.  / La ventanita de mis calles de arrabal / donde sonríe una muchacha en flor; / quiero de nuevo hoy volver a contemplar / aquellos ojos que acarician al mirar. / En la cortada más maleva una canción / dice su ruego de coraje y pasión; / una promesa y un suspirar / borró una lágrima de pena aquel cantar. / “  ]  .

O turfe foi uma das grandes paixões de Gardel. O profundo carinho que sentia pelos cavalos de corrida, pelos hipódromos e pelos guichês de apostas, está refletido nos seus tangos .  O  mais significativo que  retrata  com precisão de uma corrida  é  :    “   POR   UMA  CABEZA  “ .  [ “ /  Por una cabeza / De un noble potrillo / Que justo en la raya / Afloja al llegar / Y que al regresar / Parece decir: / No olvidéis, Hermano / Vos sabés, no hay que jugar / Por una cabeza / Metejón de un dia / De aquella coqueta / Y risueña mujer / Que al jurar sonriendo / El amor que está mintiendo / Quema en una hoguera / Todo mi querer / Por una cabeza / Todas las locuras / Su boca que besa / Borra la tristeza / Calma la amargura / Por una cabeza / Si ella me olvida / Qué importa perderme / Mil veces la vida / Para qué vivir / Cuantos desengaños / Por una cabeza / Yo juré mil veces / No vuelvo a insistir / Pero si un mirar / Me hiere al pasar / Su boca de fuego / Otra vez quiero besar / Basta de carreras / Se acabó la timba / ¡Un final reñido / Ya no vuelvo a ver! / Pero si algún pingo / Llega a ser fija el domingo / Yo me juego entero. / ¡Qué le voy a hacer! / . “  ]   . 

A  expressão “ mão na mão “  é  muito  comum na  Argentina , tendo como significado :  “não devo nada a ninguém“. Neste tango que se vincula a uma história de amor, é um relacionamento acabado que diz "tudo que eu preciso agradecer-lhe, de mãos dadas, temos sido", referindo-se a ninguém deve nada a ninguém em termos amorosos ou qualquer  outro :  “  MANO  A  MANO  “  [ “ / Rechiflao en mi tristeza, te evoco y veo que has sido / De mi pobre vida paria sólo una buena mujer / Tu presencia de bacana puso calor en mi nido / Fuiste buena, consecuente, y yo sé que me has querido / Como no quisiste a nadie, como no podrás querer. / Se dio el juego de remanye cuando vos, pobre percanta, / Gambeteabas la pobreza en la casa de pensión: / Hoy sos toda una bacana, la vida te ríe y canta, / Los morlacos del otario los tirás a la marchanta / Como juega el gato maula con el misero ratón. / Hoy tenés el mate lleno de infelices ilusiones / Te engrupieron los otarios, las amigas, el gavión / La milonga entre magnates con sus locas tentaciones / Donde triunfan y claudican milongueras pretensiones / Se te ha entrado muy adentro en el pobre corazón. / Nada debo agradecerte, mano a mano hemos quedado, / No me importa lo que has hecho, lo que hacés ni lo que harás; / Los favores / recibidos creo habértelos pagado / Y si alguna deuda chica sin querer se había olvidado / En la cuenta del otario que tenés se la cargás. / Mientras tanto, que tus triunfos, pobres triunfos pasajeros, / Sean una larga fila de riquezas y placer; / Que el bacán que te acamala tenga pesos duraderos / Que te abrás en las paradas con cafishios milongueros / Y que digan los muchachos: “es una buena mujer”. / Y mañana cuando seas deslocado mueble viejo / Y no tengas esperanzas en el pobre corazón / Si precisás una ayuda, si te hace falta un consejo / Acordate de este amigo que ha de jugarse el pellejo / P’ayudarte en lo que pueda cuando llegue la ocasión./  ]  . 

Em  uma linda  declaração amorosa , percebe-se que a pessoa amada nutre uma enorme esperança de conquistar a musa de seus sonhos , ornamentando sua declaração em base comparativa com os belos fenômenos da  natureza , na  grande expectativa em  “  EL  DIA  QUE  ME  QUEIRAS  “. [ “ / Acaricia mi ensueño / el suave murmullo / de tu suspirar. / Como ríe la vida / si tus ojos negros / me quieren mirar. / Y si es mío el amparo / de tu risa leve / que es como un cantar, / ella aquieta mi herida, / todo, todo se olvida. / El día que me quieras / la rosa que engalana, / se vestirá de fiesta / con su mejor color. / Y al viento las campanas / dirán que ya eres mía, / y locas las fontanas / se contarán su amor. / La noche que me quieras / desde el azul del cielo, / las estrellas celosas / nos mirarán pasar. / Y un rayo misterioso / hará nido en tu pelo, / luciernagas curiosas que verán / que eres mi consuelo. / El día que me quieras / no habrá más que armonía. / Será clara la aurora / y alegre el manantial. / Traerá quieta la brisa / rumor de melodía. / Y nos darán las fuentes / su canto de cristal. / El día que me quieras / endulzará sus cuerdas / el pájaro cantor. / Florecerá la vida / no existirá el dolor / La noche que me quieras / . “  ]  .

Gardel dramatiza , em cada verso deste tango , o sofrimento do amado quando expressa que as ilusões amorosas do passado rolam em declive  abaixo , ficando impossível apagar da memória o que sonhou  e  na certeza de que não voltará jamais , tornando-o solitário e vencido  diante do abandono , vendo  sua  vida caminhar   “   CUESTA  ABAJO  “  .             [ “ /   Si arrastré por este mundo / La verguenza de haber sido / El dolor de ya no ser / Bajo el ala del sombrero. / Cuántas veces, embozada, / Una lágrima asomada yo no pude contener / Si crucé por los caminos / Como un paria que el destino / Se empeño en deshacer / Si fui flojo, si fui ciego, / Solo quiero que hoy comprenda / El valor que representa el coraje de querer. / Era, para mi la vida entera / Como un sol de primavera / Mi esperanza y pasión, / Sabía que en el mundo no cabía. / Toda la humilde alegra de mi pobre corazón / Ahora cuesta abajo en mi rodada / Las ilusiones pasadas / Ya no las puedo arrancar. / Sueño, con el pasado que añoro, / El tiempo viejo que hoy lloro / Y que nunca volverá / Por seguir tras de sus huellas / Yo bebí incansablemente / En la copa de dolor / Pero nadie comprendía / Que si todo yo le daba / En cada vuelta dejaba / Pedazos de corazón / Ahora triste en la pendiente, / Solitario y ya vencido, / Yo me quiero confesar, / Si aquella boca mentía, / El amor que me ofrecía, / Por aquellos ojos brujos / Yo habra dado siempre más /. ] .

Esta canção ,  questionando  em  forma  de uma mensagem  cheia de lamentos , por ser abandonado  pela amada , denota  , através dos versos , uma mescla de amor inesquecível   e  com  ingratidão ,  resultante de um quadro de total solidão  .  As lembranças  vivificadas  do   passado estão manifestadas  no  tango   “   LA   CUMPARSITA   “ .  [ “ /  Si supieras que aún dentro de mi alma / Conservo aquel cariño que tuve para ti / Quien sabe si supieras / Que nunca te he olvidado / Volviendo a tu pasado / Te acordarás de mi / Los amigos ya no vienen / Ni siquiera a visitarme / Nadie quiere consolarme / En mi aflicción / Desde el da que te fuiste / Siento angustias en mi pecho, / Decí percanta: ¿Qué has hecho / De mi pobre corazón? / Al cotorro abandonado / Ya ni el sol de la mañana / Asoma por la ventana, / Como cuando estabas vos / Y aquel perrito compañero / Que por tu ausencia no comía / Al verme solo, el otro dia / También me dejó / Si supieras...../ . “ ] . 

Abuso  metafórico  na poesia deste tango transforma uma comparação   ideológica em forma de realidade . O poeta tem , como referencial  lírico , a  sombra  de  uma  parede  e uma planta que viu nascer um grande amor , expressando ,  através das flores brotadas , seu contentamento pelo retorno memorável de um passado  feliz , exalado pelo perfume da   “  MADRESELVA  “ .  [ “ / Vieja pared del arrabal / Tu sombra fue mi compañera / De mi niñez sin esplendor / La amiga fue tu madreselva. / Cuando temblando mi amor primero / Con esperanzas besaba mi alma / Yo junto a vos pura y feliz / Cantaba así mi primera confesión. / Madreselvas en flor que me vieron nacer / Y en la vieja pared sorprendieron mi amor / Tu humilde caricia es como el cariño / Primero y querido que siento por él. / Madreselvas en flor que trepándose van / Es su abrazo tenáz y dulzón como aquél / Si todos los años tus flores renacen / Hace que no muera mi primer amor. / Pasaron los años y mil desengaños / Yo vengo a contarte mi vieja pared / Así aprendí que hay que fingir / Para vivir decentemente. / Que amor y fe, mentiras son / Y del dolor se rie la gente / Hoy que la vida me ha castigado / Y me ha enseñado su credo amargo. / Vieja pared con emoción / Me acerco a vos y te digo como ayer / Madreselvas en flor que me vieron nacer / Y en la vieja pared sorprendieron mi amor / Tu humilde caricia es como el cariño / Premero y querido que nunca olvidé. / Madreselvas en flor que trepándose van / Es su abrazo tenáz y dulzón como aquél / Si todos los años tus flores renacen / ¿por qué ya no vuelve mi primer amor? / . “  ]  . 

A  descrição minuciosa e perfeita  de  uma  “ Casa  do  Prazer  “ , detalhando  seus  cômodos  com  seus aparelhamentos  um magnífico  cenário de encontro com a  música  e  com  a  amor . Todo esse  ambiente está expresso neste tango ,  interpretado maravilhosamente por Gardel , configurado na penumbra  de  “  A   MEDIA  LUZ  “ .        [ “ /   Corrientes tres cuatro ocho / Segundo piso ascensor / No hay porteros ni vecinos / Adentro cocktail y amor / Pisito que puso mapple / Piano, estera y velador / Un telefón que contesta / Una vitrola que llora ~Viejos tangos de mi flor / Y un gato de porcelana / Pa' que no maúlle el amor / Y todo a media luz / Que es un brujo el amor / A media luz los besos / A media luz los dos / Y todo a media luz / Crepusculo interior / Que suave terciopelo / La media luz de amor / Juncal, doce, veinticuatro / Telefoneá sin temor / De tarde, té con masitas / De noche tango y champán / Los domingos, té danzante / Los lunes desolación / Hay de todo en la casita: / Almohadones y divanes / Como en botica, cocó / Alfombras que no hacen ruído / Y mesa puesta al amor / . “  ]  .

Este tango , ornamentado com a linda voz de Gardel , exterioriza um grande sofrimento de alguém que , após a fuga de uma situação indesejada , consegue deter seu caminhar , retornando ao lugar ou , metaforicamente  , aos seus sentimentos , já  tomado pela fugacidade  do  tempo com as têmperas prateadas ,  amedrontado em  reviver  lembranças do passado que aniquilaram suas ilusões   ao     “  VOLVER  “.   [ “ /  Yo adivino el parpadeo / De las luces que a lo lejos / Van marcando mi retorno / Son las mismas que alumbraron / Con sus palidos reflejos / Hondas horas de dolor / Y aunque no quise el regreso / Siempre se vuelve al primer amor / La vieja calle donde el eco dijo / Tuya es su vida, tuyo es su querer / Bajo el burlon mirar de las estrellas / Que con indiferencia hoy me ven volver / Volver con la frente marchita / Las nieves del tiempo platearon mi sien / Sentir que es un soplo la vida / Que veinte años no es nada / Que febril la mirada, errante en las sombras / Te busca y te nombra / Vivir con el alma aferrada / A un dulce recuerdo / Que lloro otra vez / Tengo miedo del encuentro / Con el pasado que vuelve / A enfrentarse con mi vida / Tengo miedo de las noches / Que pobladas de recuerdos / Encadenan mi soñar / Pero el viajero que huye / Tarde o temprano detiene su andar / Y aunque el olvido, que todo destruye / Haya matado mi vieja ilusion / Guardo escondida una esperanza humilde / Que es toda la fortuna de mi corazón / .  ]   .

Personificado  no tango  interpretado por Gardel , o  caminho,  que fora cenário de felicidade , agora apagado no tempo e não na memória , é o pretexto para o poeta declarar todo  sofrimento  de sua solidão , saudoso das  belas  tardes felizes  a cantar o amor  pelo    “  CAMINITO  “ .  [ “ / Caminito que el tiempo ha borrado / Que juntos un día nos viste pasar / He venido por última vez / He venido a contarte mi mal / Caminito que entonces estabas / Bordeado de trébol y juncos en flor / Una sombra ya pronto serás / Una sombra lo mismo que yo / Desde que se fue / Triste vivo yo / Caminito amigo / Yo también me voy / Desde que se fue / Nunca más volvió / Seguiré sus pasos / Caminito, adiós / Caminito que todas las tardes / Feliz recorría cantando mi amor / No le digas si vuelve a pasar / Que mi llanto tu suelo regó / Caminito cubierto de cardos / La mano del tiempo tu huella borro / Yo a tu lado quisiera caer / Y que el tiempo nos mate a los dos / . “  ]   .

A crueldade do destino foi o motivo da composição deste tango. Ao despedir-se dos companheiros  dos tempos de orgia , o poeta explica que vai afastar-se pela infelicidade  de sua alma , motivada  pela perda de seus dois amores : sua mãe  e  sua  noiva , levadas por Deus , razão que determina a despedida  dos  amigos   “  ADIÓS  MUCHACHOS  “ .   [ “ / Adios muchachos, compañeros de mi vida, / Barra querida de aquellos tiempos / Me toca a mi hoy emprender la retirada, / Debo alejarme de mi buena muchachada. / Adios muchachos. ya me voy y me resigno / Contra el destino nadie la talla / Se terminaron para mi todas las farras, / Mi cuerpo enfermo no resiste más / Acuden a mi mente / Recuerdos de otros tiempos, / De los bellos momentos / Que antaño disfrute, / Cerquita de mi madre, / Santa viejita, / Y de mi noviecita / Que tanto idolatre / Se acuerdan que era hermosa, / Mas linda que una diosa / Y que, ebrio yo de amor, / Le di mi corazón? / Mas el señor, celoso / De sus encantos, / Hundiendome en el llanto, / Me la llevo / Es dios el juez supremo. / No hay quien se le resista. / Ya estoy acostumbrado / Su ley a respetar, / Pues mi vida deshizo / Con sus mandatos / Al robarme a mi madre / Y a mi novia también / Dos lagrimas sinceras / Derramo en mi partida / Por la barra querida / Que nunca me olvido. / Y al darle, mis amigos, / El adiós postrero, / Les doy con toda mi alma, / Mi bendición /  Adios muchachos, compañeros............./  .  “  ]  .

    O  CANTINHO  MUSICALneste pequeno desfile de tangos famosos perpetuados na galeria das grandes canções , fez  uma demonstração das  relíquias de  um  gênero  de música  que  se identifica com a alma do povo portenho  e alegra o coração de todos que admiram o tango cantado ou bailado . Se o tango se configura como um objeto em disputa até hoje, Carlos Gardel parece ser o nome certo para ser o símbolo desse gênero musical e dançante com origens ainda  misteriosas . Ritmo e cadência mesclados com histórias de amor e desamor perfuram as  almas e estabelecem moradas nos coração dos que curtem um “  lamento  portenho “  .
 
Waldemar  Pedro  Antonio
e-mail  :   wpantonio@terra.com.br
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