02/09/2016 às 18h24min - Atualizada em 02/09/2016 às 18h24min

O canto de uma guerreira mineira: Clara Nunes

Waldemar Pedro Antônio
O   CANTINHO  MUSICAL  homenageará  neste espaço  uma pura intérprete de  nossos  sambas  de  raiz que  adicionava em  seus  cantos  garra , emoção ,  simplicidade  e  talento : “  CLARA  NUNES “ .   A  nossa  MINEIRA  GUERREIRA , cantora  e  compositora , nasceu  no  dia  12  de  agosto  de  1942 ,  em  Cedro (Distrito de Paraopeba ),  hoje Caetanópolis,  onde viveu até aos 16 anos.  Cresceu  ouvindo  Carmem Costa  , Ângela Maria  e,  principalmente ,  segundo  as  suas  próprias  palavras, Elizeth Cardoso  e  Dalva de Oliveira ,  das  quais  sempre  teve  muita  influência , mantendo , no entanto , estilo  próprio. Pesquisou  a  música  popular  brasileira ,  seus  ritmos  e  seu  folclore . Conhecendo  as danças e as tradições afro-brasileiras, converteu-se ao candomblé.  Foi  uma  das  cantoras  que  mais  gravou  os  compositores  da  Portela ,  escola para  a qual  torcia.  Mulher   à  frente  de  seu  tempo , determinada , corajosa , de personalidade  forte ,  Clara Nunes carregava um ímã no olhar  , transmitindo verdade  em  suas  mensagens  através  de  sua maravilhosa  voz  que  emocionava  seu  público .  Fazia  questão de  mostrar que  era   brasileira , mulher e espiritualista, que cantava ponto em terreiro e comungava em igreja católica , fezendo da voz sua poderosa arma de guerra .  Foi a primeira cantora brasileira a vender  mais de 100 mil cópias, derrubando  um  tabu  segundo  o qual  mulheres não  vendiam  discos.  Clara  Nunes faleceu vítima de complicações  cirúrgicas  decorrentes de uma operação de varizes  ,  no  dia  2  de  abril  de  1083 , no  Rio  de  Janeiro  . A  partir  de  agora  ,  o  Cantinho  Musical  fará  um  desfile  de  canções  interpretadas pela magnífica e autentica voz  de  CLARA  NUNES .

   
  Iniciaremos  com  um  samba  de  Cid  Guerreiro , onde  ela  faz  uma  apresentação  de seu currículo  , demonstrando  sua  posição  artística , suas  convicções  religiosas  , sua  segurança diante das adversidades e o profundo  amor  e  grande  admiração pelo  SAMBA . Toda  essa  coragem  declarada  na  canção  é  o suficiente  para  ser  rotulada  de: “  GUERREIRA  “ .                     [ “  /  Se vocês querem saber quem eu sou / Eu sou a tal mineira / Filha de Angola, de Ketu e Nagô / Não sou de brincadeira / Canto pelos sete cantos / Não temo quebrantos / Porque eu sou guerreira / Dentro do samba eu nasci, / Me criei, me converti / E ninguém vai tombar a minha bandeira / Bole com samba que eu caio e balanço o baláio no som dos tantãs / Rebolo, que deito e que rolo, / Me embalo e me embolo nos balangandãs / Bambeia de lá que eu bambeio nesse bamboleio / Que eu sou bam-bam-bam / E o samba não tem cambalacho, / Vai de cima embaixo pra quem é seu fã / Eu sambo pela noite inteira, / Até amanhã de manhã / Sou a mineira guerreira, / Filha de Ogum com Iansã / . “  ]  .

Para confirmação  de  suas  convicções  religiosas , Romildo  e  Toninho compuseram uma linda canção que faz  um  demonstrativo  das  Entidades do Candomblé e da Umbanda ,  homenageando  “  A  DEUSA  DOS  ORIXÁS  “ .  [ “ Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar  / Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar / (3X) / Yansã penteia os seus cabelos macios  / Quando a luz da lua cheia clareia as águas do rio / Ogum sonhava com a filha de Nanã  / E pensava que as estrelas eram os olhos de Yansã / Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar / (3x) / Na terra dos orixás, o amor se dividia / Entre um deus que era de paz / E outro deus que combatia  / Como a luta só termina quando existe um vencedor / Yansã virou rainha da coroa de Xangô / Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar/ mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar/(3x) /. “ ]  .

Ainda na  composição  de  Toninho, que escolhe  a  Bahia  como  palco  do misticismo  , a  canção é  uma  verdadeira demonstração da cena quando  um  pescador é  levado pelas  tormentas sagradas para o mundo da Deusa dos Orixás , deixando  , com muita  tristeza , sua  amada à  beira  do mar na esperança  do retorno que não se concretizará , tudo isso narrado com muito sentimento em  “  CONTO  DE  AREIA  “ .   [ “ / É água no mar, é maré cheia ô / Mareia ô, mareia / É água no mar / (BIS) / Contam que toda tristeza / Que tem na Bahia / Nasceu de uns olhos morenos / Molhados de mar / Não sei se é conto de areia / Ou se é fantasia / Que a luz da candeia alumia / Pra gente contar / Um dia morena enfeitada / De rosas e rendas / Abriu seu sorriso de moça / E pediu pra dançar / A noite emprestou as estrelas / Bordadas de prata / E as águas de Amaralina / Eram gotas de luar. / Era um peito só / Cheio de promessa era só / Era um peito só cheio de promessa / (BIS) / Quem foi que mandou / O seu amor / Se fazer de canoeiro / O vento que rola das palmas / Arrasta o veleiro / E leva pro meio das água / de Iemanjá / E o mestre valente vagueia / Olhando pra areia sem poder chegar / Adeus, amor / Adeus, meu amor / Não me espera / Porque eu já vou me embora / Pro reino que esconde os tesouros / De minha senhora / Desfia colares de conchas / Pra vida passar / E deixa de olhar pros veleiros / Adeus meu amor eu não vou mais voltar / Foi beira mar, foi beira mar que chamou / Foi beira mar ê, foi beira / Era um peito só / Cheio de promessa era só / Era um peito só cheio de promessa / ” ].

Candeia  continua  com  o mesmo eixo  semântico  em  que apresenta  todo  mistério  do mar  e  as  belezas  naturais , curvando-se  diante de uma sambista e comparando-a com   uma sereia , e  ainda a  bravura  do  pescador  demonstrando  coragem em  mudar  seu rumo  em  função  de ter visualizado a  bela  cena da sambista  quando “  O  MAR  SERENOU  “  .   [ “ / O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia / (bis) /  O pescador não tem medo  / É segredo se volta ou se fica no fundo do mar / Ao ver a morena bonita sambando  / Se  explica que não vai pescar / Deixa o mar serenar / O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia / A lua brilhava vaidosa  / De si orgulhosa e prosa com que deus lhe deu / Ao ver a morena sambando Foi se acabrunhando então adormeceu o sol apareceu / O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia / Um frio danado que vinha  / Do lado gelado que o povo até se intimidou / Morena aceitou o desafio Sambou e o frio sentiu seu calor e o samba se esquentou / O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia / A estrela que estava escondida  / Sentiu-se atraída depois então / apareceu / Mas ficou tão enternecida Indagou a si mesma a estrela afinal será ela ou sou eu / O mar serenou quando ela pisou na areia / Quem samba na beira do mar é sereia / . “  ]  . 

Clara  Nunes  , com sua voz  brilhante , incorpora  uma  verdadeira  vendedora  de  símbolos  e objetos  brasileiros descritos  no decorrer da  bela canção  composta  por  Sivuca  e  Glorinha  Gadelha  em vários tabuleiros  de  brasilidade  na   “  FEIRA  DE  MANGAIÓ  “ .                [ “ / Fumo de rolo arreio de cangalha / Eu tenho pra vender, quem quer comprar / Bolo de milho broa e cocada / Eu tenho pra vender, quem quer comprar / Pé de moleque, alecrim, canela / Moleque sai daqui me deixa trabalhar / E Zé saiu correndo pra feira de pássaros / E foi passo voando pra todo lugar / Tinha uma vendinha no canto da rua / Onde o mangaieiro ia se animar / Tomar uma bicada com lambu assado / E olhar pra Maria do Joá (2x) / Cabresto de cavalo e rabichola / Eu tenho pra vender, quem quer comprar / Farinha rapadura e graviola / Eu tenho pra vender, quem quer comprar / Pavio de cadeeiro panela de barro / Menino vou me embora / Tenho que voltar / Xaxar o meu roçado / Que nem boi de carro / Alpargata de arrasto não quer me levar / Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua / Fazendo floreio pra gente dançar / Tem Zefa de purcina fazendo renda / E o ronco do fole sem parar (2x) / Eiii forró da mulestia.. / “ .  ]  . 

Um  canto muito  bem  ecoado  sobre   os  problemas  sociais  nas  etapas  em  que se formaram  a etnia no  Brasil ,  relacionados com a  dor  e  o  sofrimento  dos  negros , dos  índios  e  dos  brancos , na  competência  poética        de    Paulo   Pinheiro  e  Mauro  Duarte  , quando , maravilhosamente  , descrevem , com  clareza   em cada  estrofe ,   toda  história  de  dor  do  povo  brasileiro , através  do              “  CANTO  DAS  TRÊS  RAÇAS  “  .  [ “ /  Ninguém ouviu / Um soluçar de dor / No canto do Brasil / Um lamento triste / Sempre ecoou / Desde que o índio guerreiro / Foi pro cativeiro / E de lá cantou /  Negro entoou / Um canto de revolta pelos ares / No Quilombo dos Palmares / Onde se refugiou / Fora a luta dos Inconfidentes / Pela quebra das correntes / Nada adiantou / E de guerra em paz / De paz em guerra / Todo o povo dessa terra / Quando pode cantar / Canta de dor / E ecoa noite e dia / É ensurdecedor / Ai, mas que agonia / O canto do trabalhador / Esse canto que devia / Ser um canto de alegria / Soa apenas / Como um soluçar de dor / . “  ]  . 

Na  competente simbiose  poética  do profano com  o sacro , Paulo  César  Pinheiro  e  João Nogueira  compuseram , homenageando , simultaneamente , a  Portela , em seu desfile monumental ,  e  Nossa Senhora Aparecida , padroeira do Brasil , numa comparação lírica e bela , com a  interpretação intocável e emocional de Clara Nunes ,  o  samba :   “ PORTELA  NA  AVENIDA " .        [ “ / Portela / eu nunca vi coisa mais bela / quando ela pisa a passarela / e vai entrando na avenida / parece / a maravilha de aquarela que surgiu / o manto azul da padroeira do Brasil / Nossa Senhora Aparecida / que vai se arrastando / e o povo na rua cantando / é feito uma reza, um ritual / é a procissão do samba abençoando / a festa do divino carnaval / Portela / é a deusa do samba, o passado revela / e tem a velha guarda como sentinela / e é por isso que eu ouço essa voz que me chama / Portela / sobre a tua bandeira, esse divino manto / tua águia altaneira é o espírito santo / no templo do samba / as pastoras e os pastores / vêm chegando da cidade, da favela / para defender as tuas cores / como fiéis na santa missa da capela / salve o samba, salve a santa, salve ela / salve o manto azul e branco da Portela / desfilando triunfal sobre o altar do carnaval /  ]  . 

Ainda  em  composição  de  Mauro  Duarte  ,  uma  canção  que  versa  sobre a  grande  busca  de  uma  ascensão  social , não dando importância  à  maneira  pela qual utiliza-se  métodos inadequados  , investindo  , sem  preocupação  com  a imagem  , na finalidade  a que se propõe alcançar . Esta  música  foi um  sucesso  na voz  de  Clara  Nunes , transmitindo uma  bela  mensagem para aqueles  que preferem a  “  LAMA  “ .  [ “ / Pelo curto tempo que você sumiu / Nota-se aparentemente que você subiu / Mas o que eu soube a seu respeito / Me entristeceu, ouvi dizer / Que pra subir você desceu / Você desceu / Todo mundo quer subir / A concepção da vida admite / Ainda mais quando a subida / Tem o céu como limite / Por isso não adianta estar / No mais alto degrau da fama / Com a moral toda enterrada na lama / . “  ]   . 

Em um belo tema inspirado na reação contra a maldade  composto  por Paulo César Pinheiro  e  João  Nogueira , com  uma  interpretação  magnífica  de  Clara  Nunes , confirmam  que todo mal praticado pelos homens maus será extirpado da face da terra em uma resistência do bem oriunda dos fenômenos naturais , demonstrando que todo o poder não emana dos homens , e sim , da  “FORÇA  DA  NATUREZA" .  [ “ /  Quando o Sol / Se derramar em toda sua essência / Desafiando o poder da ciência / Pra combater o mal / E o mar / Com suas águas bravias / Levar consigo o pó dos nossos dias / Vai ser um bom sinal / Os palácios vão desabar / Sob a força de um temporal / E os ventos vão sufocar o barulho infernal / Os homens vão se rebelar / Dessa farsa descomunal / Vai voltar tudo ao seu lugar / Afinal / Vai resplandecer / Uma chuva de prata do céu vai descer, la la La / O esplendor da mata vai renascer / E o ar de novo vai ser natural / Vai florir / Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô / Das ruínas um novo povo vai surgir / E vai cantar afinal / As pragas e as ervas daninhas / As armas e os homens de mal / Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval (2X) / . “   ]   . 

Nesta  canção , o compositor Edil  Pacheco  faz uma homenagem ao  líder  da  independência indiana,  MAHATMA  GANDHI  e  a  todos  seus  seguidores . Gandhi  foi o idealizador e fundador do moderno  Estado  indiano e o maior defensor do Satyagraha  (princípio da não-agressão, forma não violenta  de protesto , traduzido  como “ caminho da verdade ) como um meio de revolução . Clara  Nunes  acrescenta musicalmente pontos  de louvor aos descendentes  de  Gandhi  em cada estrofe de  “  FILHOS  DE  GANDHI  “ .  [ “ / Filhos de Ghandi / Badauê / Ilê Alê / Malê de Balê / Ojú Obá / Tem um mistério / Que bate no coração / Força de uma canção (2x) / Que tem o dom / De encantar / Seu brilho / Parece o Sol derramado / Um céu prateado / Um mar de estrelas / Revela a leveza / De um povo sofrido / De rara beleza / Que vive cantando / Profunda grandeza / A sua riqueza / Vem lá do passado / De lá do congado / Eu tenho certeza / Filhas de Gandhi / Ê povo grande / Ôjuladê / Catendê / Babaobá / Netos de Gandhi / Povo de Zambi / Traz pra você / Um novo som / Ijexá / . “  ]  . 

Com  base  em   uma  carnavalização ,  Armando  Fernandes  compôs  um  samba ,  eternizado  na  voz  de   Clara  Nunes ,  que expressa  uma  comparação  nos movimentos oriundos  das  peças  instrumentais  de  um  bloco carnavalesco  com os  profundos  sentimentos  em uma perspectiva de se  manter uma  tradição com muita   “ TRISTEZA   PÉ  NO  CHÃO  “ .  [ “ / Dei um aperto de saudade / No meu tamborim / Molhei o pano da cuíca / Com as minhas lágrimas / Dei meu tempo de espera / Para a marcação e cantei / A minha vida na avenida sem empolgação / (BIS) /  Vai manter a tradição / Vai meu bloco tristeza e pé no chão / Vai manter a tradição / Vai meu bloco tristeza e pé no chão / Fiz o estandarte com as minhas mágoas / Usei como destaque a tua falsidade / Do nosso desacerto fiz meu samba enredo / Do velho som do minha surda dividi meus versos / Vai manter a tradição / Vai meu bloco tristeza e pé no chão / (BIS) /  / Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina / Marquei o último ensaio em qualquer esquina / Manchei o verde esperança da nossa bandeira / Marquei o dia do desfile para quarta-feira / Vai manter a tradição / Vai meu bloco tristeza e pé no chão / (BIS) / . “  ]   . 

Em uma previsão de o mundo se tornar  melhor , expressa em  uma  pequena canção , Nélson Cavaquinho  e  Elcio  Soares , na  grande  esperança  da  maldade  desaparecer cedendo lugar à bondade , compuseram  um  samba  , com uma  linda  interpretação de  Clara  Nunes  ,  que relata  o  momento  em  que  o  bem  chegará  a  todos  os  corações no  dia  do             “  JUÍZO  FINAL  “ .  [ “ / O Sol há de brilhar mais uma vez / A luz há de chegar aos corações / Do mal será queimada a semente / O amor será eterno novamente / É o juízo final / A história do bem e do mal / Quero ter olhos pra ver / A maldade desaparecer / (BIS) /  . “  ]  . 

Finalizando esta  amostra de  algumas canções da Guerreira , afirmamos que  Clara Nunes foi a grande porta-voz  dos sentimentos poéticos de nossas canções  . Sendo  esposa de Paulo César  Pinheiro ,  levava , com sua bela voz e interpretação magníficas e inconfundíveis  ao mundo do samba , temas com  as descrições  próprias  de uma  “ GUERREIRA “. Aos  quarenta anos de idade ela é chamada pelos orixás para  entoar lindos cantos com sua maravilhosa  voz . Após a trágica morte de  Clara Nunes ,  Paulo César Pinheiro  e  João Nogueira  compuseram um  poema musical inspirado no canto de um sabiá , cabendo   à  ALCIONE , a  Marrom  ,   a   bela  interpretação em  homenagem à  guerreira que  agora  é   “   UM  SER  DE  LUZ    “  . [ “ /   Um dia / Um ser de luz nasceu / Numa cidade do interior / E o menino Deus lhe abençoou / De manto branco ao se batizar / Se  transformou num  sabiá / Dona dos versos de um  trovador / E a rainha do seu lugar / Sua voz então a se espalhar / Corria chão / Cruzava o mar / Levada pelo ar / Onde chegava espantava a dor / Com a força do seu cantar / Mas aconteceu um dia / Foi que o menino  Deus chamou / E ela se foi pra cantar / Para além do luar / Onde moram as estrelas / E a gente fica a lembrar / Vendo o céu clarear / Na esperança de vê-la, sabiá / Sabiá / Que falta faz sua alegria / Sem você, meu canto agora é só / Melancolia / Canta meu sabiá, / Voa meu sabiá, / Adeus meu sabiá... / Até um dia../ ] .

    Depois da triagem feita no imenso repertório das  canções gravadas por CLARA  NUNES , esperamos ter  selecionado algumas  peças que  ,  de  certa  forma  , venham agradar a  todos amantes do samba , porque  são  canções que fizeram e fazem bastante sucesso junto aos sambistas . O “ Cantinho  Musical lamenta não poder apresentar  neste  artigo outras belas  joias  gravadas pela                              “     MINEIRA  GUERREIRA  “ .

  “ O  RITMO  E  A  CADÊNCIA  DO  SAMBA  ESTÃO  CONTIDOS  NA  ALMA  DO  POVO  BRASILEIRO E  SUAS  POESIAS  ESTÃO  PRESENTES  NA  MEMÓRIA  DOS SAMBISTAS . ESSES  MAGNÍFICOS FENÔMENOS  QUE  OCORREM  COM   NOSSAS  CANÇÕES SÃO REFORÇADOS DURANTE  A EXECUÇÃO  DAS  MÚSICAS  INTERPRETADAS  POR   CLARA  NUNES , PORQUE  ELA  CANTA COM MUITA EMOÇÃO E ENCANTA  COM A MANEIRA AUTÊNTICA EM  SUAS  BELAS  APRESENTAÇÕES “ .

Waldemar  Pedro  Antonio                                 email  : wpantonio@terra.com.br
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