24/03/2017 às 19h48min - Atualizada em 24/03/2017 às 19h48min

Uma exaltação ao caboclinho das despedidas: Silvio Caldas

WALDEMAR PEDRO ANTÔNIO
    O  Cantinho  Musical ,  neste  artigo  ,  retornará  no  tempo para  apresentar  algumas  pérolas  musicais ,   quando  os  sentimentos  do  homem  buscavam  nas  grandes  serestas  uma  razão  de  prazer  através  das  belas  canções  da  época .  No  meio  artístico,  constituído  de  grandes  cantores  e  compositores , destacava-se,  com  sua  voz  suave  nas  interpretações  de  lindas  músicas , um  CABOCLINHO  QUERIDO  que,  de  tantas  vezes  ter  anunciado  seu  retiro  artístico do  meio  musical   , recebeu  a  alcunha  de    “  CANTOR   DAS  DESPEDIDAS  “  rótulo  que   identifica  esse grande  intérprete  e  compositor   :  “   SILVIO   CALDAS  “  .

     SILVIO   CALDAS    era  carioca do bairro de São Cristóvão, teve contato com a música desde a infância, pois o pai era dono de uma loja de instrumentos musicais e atuava amadoramente como compositor de valsas, foxes, sambas .  A primeira gravação foi em 1930, e desde o início notabilizou-se interpretando sambas. Silvio Caldas se transformaria, ao lado de Orlando  Silva ,  Francisco  Alves e  Carlos  Galhardo , em  um dos cantores de maior sucesso da chamada época de ouro da MPB.  A partir de 1934, por meio de  várias  parcerias  de  grandes  sucessos  com Orestes Barbosa , demonstra seu talento para a seresta, gênero que o promoveria por todo o Brasil.

  
   O  Cantinho  Musical  a  partir  de   agora  desfilará  belas  canções executadas   por  este dono de uma interpretação preciosa e de grande voz, que usava para esmerilhar a beleza de cada palavra da melodia . Com poeta Orestes Barbosa  musicou inúmeros poemas, sendo o mais famoso deles: “Chão de Estrelas “ que  o poeta Manuel Bandeira definiu com precisão toda a força daquela poesia , declarando :   “  Se se  fizesse aqui um concurso para apurar qual o verso mais bonito de nossa língua, talvez eu votasse naquele de Orestes: “tu pisavas nos astros distraída…”. Versos  imortalizados na voz sofisticada e galanteadora de Silvio Caldas, sempre ouvida, mesmo que dentro d’almas, nas melhores serestas do país.  Passemos  apresentar   essa  bela  canção : “  CHÃO  DE  ESTRELAS “ .  [ “ /  Minha vida era um palco iluminado / Eu vivia vestido de dourado / Palhaço das perdidas ilusões / Cheio dos guizos falsos da alegria / Andei cantando a minha fantasia / Entre as palmas febris dos corações / Meu barracão no morro do Salgueiro / Tinha o cantar alegre de um viveiro / Foste a sonoridade que acabou / E hoje, quando do sol, a claridade / Forra o meu barracão, sinto saudade / Da mulher pomba-rola que voou / Nossas roupas comuns dependuradas / Na corda, qual bandeiras agitadas / Pareciam estranho festival! / Festa dos nossos trapos coloridos / A mostrar que nos morros mal vestidos / É sempre feriado nacional / A porta do barraco era sem trinco / Mas a lua, furando o nosso zinco / Salpicava de estrelas nosso chão / Tu pisavas os astros, distraída / Sem saber que a ventura desta vida / É a cabrocha, o luar e o violão / .  ]  .   

Esta  bela  canção  dos  compositores  Jorge Faraj  e  Newton Teixeira  expressa  em  seus  versos  um  lirismo  incomparável , quando  o  poeta,  em  maravilhosas  linhas  poéticas , endeusa  a  mulher, comparando-a com  toda  beleza  natural  , entretanto  vendo sua  musa   como   personagem de  seu  grande  sofrimento,    convicto do  espaço  social  que  separa os  dois ,  rotulando-a  como       “  A  DEUSA  DA  MINHA  RUA  “ .  [ “ /    A Deusa da minha rua  / Tem os olhos onde a lua  / Costuma se embriagar  / Nos seus olhos eu suponho,  / Que o sol num dourado sonho,  / Vem claridade buscar,  / Minha rua é sem graça  / Mas quando por ela passa  / Teu vulto que me seduz  / A ruazinha modesta,  / É uma paisagem de festa  / É uma cascata de luz,  / Na rua uma poça d'água,  / Espelho da minha mágoa  / Transporta o céu para o chão,  / Tal qual o chão da minha vida  / A minh'alma comovida  / O meu pobre coração  / Espelhos da minha mágoa,  / Meus olhos são poças d'água  / Sonhando com teu olhar...  / Ela é tão rica, e eu tão pobre,  / Eu sou plebeu, e ela é nobre  / Não vale a pena sonhar / . “  ]  .

Pode-se  considerar  esta  canção,  composta maravilhosamente   por  CÂNDIDO  DAS  NEVES,  como  o  verdadeiro  hino  das  grandes  serestas ,   porque  todos  os  cantos  são  introduzidos  nas  reuniões  de  seresteiros  por  ela . Caboclo , alcunha  do  autor , constrói  seu  poema  expondo,  em  cada  verso,  um  panorama  poético  para  sua  amada que  embeleza  o  cenário  , utilizando  metaforicamente  a  natureza  como  realce  na  grandeza  de  uma            “  NOITE  CHEIA  DE  ESTRELAS  “ . [ “  / Noite alta, céu risonho / A quietude é quase um sonho / O luar cai sobre a mata / Qual uma chuva de prata / De raríssimo esplendor / Só tu dormes não escutas / O teu cantor / Revelando à lua airosa / A história dolorosa / Deste amor. / Lua, manda tua luz prateada / Despertar a minha amada / Quero matar meus desejos / Sufocá-la com meus beijos / Canto / E a mulher que eu amo tanto / Não me escuta está dormindo / Canto e por fim / Nem a lua tem pena de mim / Pois ao ver que quem te chama sou eu / Entre a neblina se escondeu. / Lá no alto a lua esquiva / Está no céu tão pensativa / E as estrelas tão serenas / Qual dilúvio de falenas / Andam tontas ao luar / Todo o astral ficou silente / Para escutar / O teu nome entre as endeixas / Nas dolorosas queixas / Ao luar / . “  ]  . 

Interpretada pela  voz  suave  e  melodiosa  de  Silvio  Caldas  ,    Ary  Barroso  compôs  esta  bela  canção  que  retrata  toda  uma  paixão  pela  mulher  amada ,  configurado  em  um  projeto  amoroso de  união  para  um  eterno  relacionamento  de  felicidade  com   “  MARIA  “  .           [ “ / Maria  / O teu nome principia  / Na palma da minha mão  / E cabe bem direitinho  / Dentro do meu coração / Maria / Maria, de olhos claros cor do dia /  Como os de Nosso Senhor / Eu por vê-los tão de perto / Fiquei ceguinho de amor / Maria / No dia minha querida / Em que juntinhos na vida / Nós dois nos quisermos bem / À noite em nosso cantinho / Hei de chamar-te baixinho / Não há de ouvir mais ninguém / Maria / Maria, era um nome que eu dizia  / Quando aprendi a falar / Da vozinha coitadinha  / Que eu não canso de chorar / Maria / E quando eu morar contigo / Tu hás de ver que perigo / Que isso vai ser / Ai, meu Deus / Vai nascer todos os dias / Uma porção de Marias  / De olhinhos da cor dos teus / Maria / Maria !!! /  . “  ]  . 

Silvio ainda  contribuindo  com  melodia   um  belo  poema  de  Orestes  Barbosa  que  versa  sobre  o  sofrimento  de  um  amor  não  correspondido , entretanto ,   em  profundo  sonho , conservava,  com  grande  ilusão,  uma  expectativa  pelo  aparecimento  de  sua  paixão  descendo  em  um elevador  imagístico fruto  da  miragem  de  um    “  ARRANHA  CÉU   “  .   [ “ /  Cansei de esperar por ela / Toda noite na janela / Vendo a cidade a luzir / Nestes delírios nervosos / Dos anúncios luminosos / Que são a vida a mentir / E cada vez que subia / O elevador não trazia / Essa mulher, maldição / E quando lento gemia / O elevador que descia / Subia o meu coração / Cansei de olhar as reclames / E disse ao peito não ames / Que o teu amor não te quer / Descansa, feche a vidraça / Esquece aquela desgraça / Esquece aquela mulher / Deitei-me então sobre o peito / Vieste em sonho ao meu leito / E eu acordei, que aflição / Pensando que te abraçava / Alucinado apertava / Eu mesmo meu coração / . “   ]  .


Esta  bela  canção,  composta  por  Custódio  Mesquita  e  Sadi  Cabral  , em  brilhante  interpretação  de  Silvio  Caldas ,  exalta  maravilhosamente  a  imagem  da  mulher  em  detalhes  metafóricos e  elogios  à  sua  escultura , utilizando  uma  verdadeira  vassalagem  amorosa  diante  da  musa  amada que  representa  a  imagem  de  toda   “  MULHER  “  .         [ “ /  Não sei / Que intensa magia / Teu corpo irradia / Que me deixa louco assim / Mulher / Não sei / Teus olhos castanhos / Profundos, estranhos / Que mistério ocultarão / Mulher / Não sei dizer / Mulher / Só sei que sem alma / Roubaste-me a calma / E a teus pés eu fico a implorar / O teu amor tem um gosto amargo / E eu fico sempre a chorar nesta dor / Por teu amor / Por teu amor / Mulher / . “   ]  .




Esta  maravilhosa  canção,  composta  por  Ary  Barroso  e  Lamartine  Babo  , sucesso  na  brilhante  voz  de  Sílvio  Caldas ,  demonstra  um  lugar  melancólico  motivado  pela  tristeza  de  um  moreno , irradiando  metaforicamente  para  a  natureza    um  estado  de melancolia  na  comparação  de  suas manifestações  “  NO  RANCHO  FUNDO  “ .  [ “ /  No rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo / Onde a dor e a saudade contam coisas da cidade / No rancho fundo, de olhar triste e profundo / Um moreno conta as mágoas tendo os olhos rasos d'água / Pobre moreno, que de noite  no sereno / Espera a lua no terreiro tendo o cigarro por companheiro / Sem um aceno ele pega da viola / E a lua por esmola vem pro quintal deste moreno / No rancho fundo, bem pra lá do fim do mundo / Nunca mais houve alegria nem de noite nem de dia / Os arvoredos já não contam mais segredos / E a última palmeira já morreu na cordilheira / Os passarinhos internaram-se nos ninhos / De tão triste esta tristeza enche de trevas a natureza / Tudo por quê? Só por causa do moreno / Que era grande, hoje é pequeno para uma casa de sapê / .  “  ]   .


Ainda  musicando  um  poema  de  Orestes  Barbosa ,  Silvio  Caldas  interpreta ,  maravilhosamente , esta  canção  que  externa  um  enorme  sentimento  de  amor  por  alguém  , acentuando  mais  o  sofrimento  do  amado  pela  perda  de  uma  paixão  irrecuperável  que , tentando  omitir  seu  nome,   “   QUASE  QUE  EU  DISSE  “   .  [ “ /  Na febre dos meus desejos / Fui à procura de beijos / Em bocas tão desiguais / E agora de beijos farto / Tristonho volto pro quarto / Quero chorar, nada mais / Sabiam quanto eu te amava / Sabiam porque eu falava / a  todos do meu amor / E logo a vespa da intriga / Originou esta briga / Oh! minha amiga, que horror! / Um coração sem carinho / É o galho que perde o ninho / Na fúria do vendaval / E é triste um ninho rolando / E um passarinho cantando / Em busca de um canto igual / Oh! quanta desgraça junta / Toda cidade pergunta / E vai dizendo o que quer / Da mágoa que me devora / E quase que eu disse agora / O nome desta mulher. / .  “  ]    


Esta  linda  canção, clássico  de Lamartine  Babo  , tem uma hilária história na sua criação. Existem variações de versões para a gênese da música, entretanto, todas remetem a uma série de correspondências trocadas pelo compositor e um dentista-músico conhecido por Carlos Alves Netto que resolveu utilizar o nome de uma  mulher  para conseguir fotografias autografadas.  Contam , ainda ,  que  o  autor  da  música  foi  à  cidade  de  Minas  Gerais  para  conhecer  a  autora  da  missiva e  ,  quando  lá  chegando , viu  que  se  tratava  de  uma  estratégia  do  dentista , entretanto  Lalá  apaixonou-se  pelo  povo  e  pela      “  SERRA  DA  BOA  ESPERANÇA “ . [ “ / Serra da Boa Esperança, esperança que encerra / No coração do Brasil um punhado de terra / No coração de quem vai, no coração de quem vem / Serra da Boa Esperança meu último bem / Parto levando saudades, saudades deixando / Murchas caídas na serra lá perto de Deus / Oh, minha serra, eis a hora do adeus vou me embora / Deixo a luz do olhar no teu luar / Adeus / Levo na minha cantiga a imagem da serra / Sei que Jesus não castiga um poeta que erra / Nós, os poetas, erramos, porque rimamos também / Os nossos olhos nos olhos de alguém que não vem / Serra da Boa Esperança, não tenhas receio / Hei de guardar tua imagem com a graça de Deus / Oh, minha serra, eis a hora do adeus, vou-me embora / Deixo a luz do olhar no teu luar / Adeus / . “  ]  . 

Esta  maravilhosa  canção  , compostas  com  lindas  expressões  metafóricas , versa  sobre  assumir,  com  muita  poesia,  a  idade  avançada , entretanto  valoriza  sobretudo  a  bela  lembrança  de  uma  juventude  plena  de  felicidade  e  muita  paixão , sendo , simbolicamente  manifestada, através  de  versos cheios  de  lirismos    por    “  MEUS  CABELOS  COR  DE  PRATA  “ .      [ “ / Meus cabelos cor-de-prata / são beijos de serenata / que a lua mandou pra mim. / Os meus cabelos grisalhos / são pingos brancos de orvalho / num tinteiro de nanquim. / Estes meus cabelos brancos / que hoje são da cor dos bancos / solitários de um jardim, / já sentiram muitos dedos / e ouviram muitos segredo / que elas contavam pra mim. / Se hoje, estão desbotados / é porque foram beijados / com muito amor e emoção / E os beijos foram tão puros / que os meus cabelos escuros / estão da cor do algodão. / Eu fiz tanta serenata / que a lua, desfeita em prata, / mandou mil beijos pra mim. / E os beijos foram tão puros / que os meus cabelos escuros / ficaram brancos... assim ! / . “  ]  .


Esta   composição que conta a história da migrante paraibana Maria do Ingá (cidade paraibana), que foge da seca . A fusão dos nomes, Maringá, batiza a canção, que fica famosa. Ela alcança tamanho sucesso que por vias oblíquas acaba influenciando na decisão do nome de uma cidade recém-inaugurada no norte do Paraná.   “   MARINGÁ  “ .  [ “ /Foi numa leva / Que a cabocla Maringá / Ficou sendo a retirante / Que mais dava o que falar / E junto dela / Veio alguém que suplicou / Pra que nunca se esquecesse / De um caboclo que ficou / Maringá,  Maringá / Depois que tu partiste / Tudo aqui ficou tão triste / Que eu garrei a imaginar / Maringá, Maringá /  Para haver felicidade / É preciso que a saudade / Vá bater noutro lugar / Maringá, Maringá / Volta aqui pro meu sertão / Pra de novo o coração / De um caboclo assossegar / Antigamente uma alegria sem igual / Dominava aquela gente da cidade de Pombal / Mas veio a seca, toda chuva foi-se embora / Só restando então as água / Dos meus olhos quando chora / Maringá...Maringá / Maringá...Maringá / Maringá, Maringá / Volta aqui pro meu sertão / Pra de novo o coração / De um caboclo assossegar / . “  ]  .

Nesta  canção  notamos  uma  enorme  amargura  motivada  pela  fugacidade  do  tempo  e  uma  acentuada  saudade   de  uma  bela juventude em  que  tinha   “   MEUS  VINTE  ANOS  “  .  [ “ /  Nos olhos das mulheres / No espelho do meu quarto / É que eu vejo a minha idade / O retrato na sala / Faz lembrar com saudade / A minha mocidade / A vida para mim tem sido tão ruim / Só desenganos / Ai, eu daria tudo / Para poder voltar / Aos meus vinte anos. / Deixaste minha vida / A sombra colorida / De uma saudade imensa / Deixando-me ficaste / Mostrando-me o contraste / Matando a minha crença / E hoje desiludido / Muito tenho sofrido / Cheio de desenganos / Ai, eu daria tudo / Para poder voltar / Aos meus vinte anos / . “  ]  .



Benedito Lacerda   e Jorge Faraj  compuseram  esta  eterna  canção  que  se  perpetuou  na  interpretação  de  Silvio Caldas  homenageando  a  mais  divina  das  profissões em  um  encantamento  de  alguém  apaixonado  com  a  tarefa  de  ensinar  e externando uma   declaração  bem  amorosa   à                       “  PROFESSORA  “ . [ “ / Eu a vejo todo dia / Quando o sol mal principia / A cidade a iluminar / Eu venho da boemia / E ela vai, quanta ironia / Para a escola trabalhar / Louco de amor no seu rastro / Vagalume atrás de um astro / Atrás dela eu tomo o trem / E no trem das professoras / Em que outras vão, sedutoras / Eu não vejo mais ninguém / Essa operária divina / Que lá no subúrbio ensina / As criancinhas a ler / Naturalmente condena / Na sua vida serena / O meu modo de viver / Condena por que não sabe / Que toda culpa lhe cabe / De eu viver ao Deus dará / Menino querendo ser / Para com ela aprender /Novamente o be-a-bá / ]  .


Encerrando  esta singela  homenagem  a  uma  das  vozes  mais  admirada  pelos  frequentadores  de  seresta ,  o  Cantinho  Musical  escolheu,   em  uma  galeria  enorme  de  geniais  canções,  um  sucesso  composto  por Herivelto Martins  e  Marino Pinto  que  versa  sobre  a  lembrança  de  um  amor  inesquecível  , simbolizado  e  memorizado   em                  “  CABELOS  BRANCOS  “ .  [ “ /  Não falem desta mulher perto de mim / Não falem pra não lembrar minha dor / Já fui moço, já gozei a mocidade / Se me lembro dela me dá saudade / Por ela vivo aos trancos e barrancos / Respeitem ao menos os meus cabelos brancos / Ninguém viveu a vida que eu vivi / Ninguém sofreu na vida o que eu sofri / As lágrimas sentidas / Os meus sorrisos francos / Refletem-se hoje em dia / Nos meus cabelos brancos / E agora em homenagem ao meu fim / Não falem desta mulher perto de mim / .  ]  .

     “   NÃO  HÁ  COMO  SEPARAR  UMA  VOZ  IDENTIFICADA  COM  AS  REUNIÕES  DE  SERESTEIROS , PORQUE  A  ALMA  QUE  TRADUZ  TODO  SENTIMENTO  MUSICAL  ESTÁ  CONTIDA  NO  ECO  MARAVILHOSO  DA  SAUDADE .  SILVIO  CALDAS  FAZ  PARTE  DESSA  IDENTIDADE  SONORA  QUE  DIRECIONA  PARA  O  CORAÇÃO  DOS  AMANTES  DA  MÚSICA  UMA  MENSAGEM  REPLETA  DE  AMOR  E  LEMBRANÇAS !  “
 
Waldemar  Pedro  Antonio         e-mail :  wpantonio@terra.com.br
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