26/05/2017 às 15h41min - Atualizada em 26/05/2017 às 15h41min

A águia guerreira no templo do samba: Portela

"PORTELA" FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA E MEU CORAÇÃO SE DEIXOU LEVAR!" “SE EU FOR FALAR DA PORTELA, HOJE EU NÃO VOU TERMINAR!"

Cantinho  Musical  em  sua  segunda  edição  sobre  as  Escolas  de  Samba  do  Grupo  Especial  homenageará  ,  neste  artigo  , a  campeã  das  campeãs  do  carnaval  carioca , porque  detém  o posto de  maior  campeã do  carnaval  do  Rio  de  Janeiro ,  orgulho  dos  sambistas  de    Madureira :  Grêmio Recreativo Escola de Samba  Portela .

    A Portela foi fundada em abril de 1923, como um bloco carnavalesco chamado “Conjunto Oswaldo Cruz”, bairro sede da Escola. No ano de 1926 aconteceu       a criação  do bloco “Baianinhas de Oswaldo Cruz”, que contava com o embrião da primeira diretoria portelense: Paulo da PortelaAlcides Dias Lopes (Malandro Histórico), Heitor dos PrazeresAntônio CaetanoAntônio RufinoManuel Bam Bam BamNatalino José do Nascimento – o famoso Natal. Essa junção, organização de blocos ,  resultou na escola de samba, que, em meados dos anos 1930, passou a se chamar Portela e se tornou uma das maiores forças do carnaval carioca  . A bandeira da escola de samba da Portela  é azul e branco com uma águia escolhida que simbolizaria, para  os fundadores da  agremiação , o voo mais alto que os sambistas desejavam alçar.  Consagrada no samba, no carnaval, no Rio de Janeiro e no mundo, a plena história da Portela não cabe em uma só página. Para  sorte  dos  que  curtem  os  desfiles  de  escola  de  samba , esse caudaloso rio de memórias continua vivo, seguindo em frente,  banhando os  portelenses com  boas coisas ligadas  ao  samba .

    
 Relembrando , inicialmente ,  um  fato que  requer  muita  atenção do  mundo  do  sambistas  , queremos dizer que não foi  só  um rio que passou pela vida desse baluarte do samba , mas também uma bela trajetória de amor, paixão e respeito pela  PORTELA , divulgando , sempre em suas músicas ,  a escola   de seu coração . Indiferente também a essa paixão  , ama e respeita as outras agremiações  , como tivesse verdadeiramente sua alma musical dividida . Exemplo deste fato  foi o que aconteceu com o samba  “ SEI  LÁ , MANGUEIRA que , a convite e parceria com Hermínio Bello de Carvalho , criou-se  uma das maiores polêmicas  no mundo do samba , porque , por ciúmes e constrangimento , os componentes da Escola de Madureira cobraram de Paulinho da  Viola uma explicação  que imediatamente respondeu em forma de um maravilhoso samba que  se pode considerar como verdadeiro hino da  ESCOLA DE SAMBA PORTELA  :              “   FOI  UM  RIO  QUE  PASSOU  EM  MINHA  VIDA  .  [ “ / Se um dia / Meu coração for consultado / Para saber que andou errado / Será difícil negar / Meu coração / Tem mania de amor / Amor não é fácil de achar / A marca dos meus desenganos / Ficou , ficou / Só um amor pode apagar (bis) / Porém ! Ai porém / Há um caso diferente / Que marcou num breve tempo / Era dia de carnaval / Carregava uma tristeza / Não pensava em novo amor / Quando alguém / Que não me lembro  anunciou / Portela , Portela / O samba trazendo alvorada / Meu coração conquistou /........” ]  .

 
A   partir  deste  momento ,  embarcaremos  no  trem  da  Central  do  Brasil  rumo  a   Madureira  e  Osvaldo  Cruz  para  que  possamos  curtir  os  sambas-enredo  entoados no  canto  da  ÁGUIA  azul e branco  nesse  bairro  que  é  a  capital  do  samba . Iniciaremos  com o  ano  de  2017  quando  a  Portela  dividiu  o  título  de  campeã  com  a  Padre  Miguel ,  levando  para  avenida  um  tema  que  narra  toda  sua  história  como  agremiação  dos  sambistas , na  cadência  maravilhosa  do  samba-enredo  composto  por   Beto  Rocha  e  um  condomínio  de  compositores  portelenses , demonstrando em cada verso a  bela história  na  trajetória  da  escola  de  seus  corações  “  Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar Ao Ver Esse Rio Passar  “ .  [ “  / Vem conhecer esse amor / A levar corações através dos carnavais / Vem beber dessa fonte / Onde nascem poemas em mananciais / Reluz o seu manto azul e branco / Mais lindo que o céu e o mar / Semente de Paulo, Caetano e Rufino / Segue seu destino e vai desaguar / A canoa vai chegar na aldeia / Alumia meu caminho, Candeia (bis) / Onde mora o mistério, tem sedução / Mitos e lendas do ribeirão / Cantam pastoras e lavadeiras pra esquecer a dor / Tristeza foi embora, a correnteza levou / Já não dá mais pra voltar (ô iaiá) / Deixa o pranto curar (ô iaiá) / Vai inspiração, voa em liberdade / Pelas curvas da saudade / Oh, mamãe ora yê yê ô vem me banhar de axé / ora yê yê ô / É água de benzer, água pra clarear / Onde canta um sabiá / Salve a Velha Guarda, os frutos da jaqueira / Oswaldo Cruz e Madureira / Navega a barqueada, aos pés da santa em louvação / Para mostrar que na Portela o samba é religião / O perfume da flor é seu / Um olhar marejou sou eu / Quem nunca sentiu o corpo arrepiar / Ao ver esse rio passar / . “  ]  .

Em  1984 , a  Portela ,  entoando  as  origem  de  um  misticismo  e   justificando  sua   história  a  partir  de  seus  componentes , leva  para  avenida  um  enredo  que  reforça  a  sua  importância  no  mundo  do  samba  e  sua  bela  tradição , alcançando o  título  de   Campeã do Grupo 1A , e 2ª Colocada no Supercampeonato, com  um  belo  samba-enredo  composto  por  Dedé da Portela e  Norival Reis :  “ CONTOS  DE  AREIA  “ .     [ “ /Bahia é um encanto a mais / Visão de aquarela / E no ABC dos Orixás / Oranian é Paulo da Portela / Um mundo azul e branco / O deus negro fez nascer / Paulo Benjamim de Oliveira / Fez esse mundo crescer (okê, okê) / Okê-okê Oxossi / Faz nossa gente sambar (bis) / Okê-okê, Natal / Portela é canto no ar / Jogo feito, banca forte / Qual foi o bicho que deu? / Deu Águia, símbolo da sorte / Pois vinte vezes venceu / É cheiro de mato / É terra molhada (bis) / É Clara Guerreira / Lá vem trovoada / Epa hei, Iansã, epa hei (bis) / Na ginga do estandarte / Portela derrama arte / Neste enredo sem igual / Faz da vida poesia / E canta sua alegria / Em tempo de carnaval / (Ê Bahia...) / . “  ]  . 


Em  1981 ,  com  um  samba   vencedor  de  David Correa e Jorge Macedo   muito  disputado  na  quadra ,  em  que  a  Portela  levaria  para  avenida  um  tema  bordado  nos  versos  de  seu  samba    lindas manifestações  metafóricas  ,  onde   mesclaria  as  maravilhosas belezas  do  mar  com  imensas   inspirações  temáticas  na  criatividade  dos  grandes poetas  para  as  construções  líricas  de  suas   belas  poesias :    “   DAS  MARAVILHAS  DO  MAR ,  FEZ-SE  O  ESPLENDOR  DE  UMA  NOITE  “  .     [ “ / Deixa me encantar, com tudo teu, e revelar, lalaiá lá / O que vai acontecer nesta noite de esplendor / O mar subiu na linha do horizonte, desaguando como fonte / Ao vento a ilusão desce / O mar, ô o mar, por onde andei mareou, mareou / Rolou na dança das ondas, no verso do cantador / Dança que tá na roda, roda de brincar / Prosa na boca do tempo e vem marear ( Eis o cortejo... ) / Eis o cortejo irreal, com as maravilhas do mar / Fazendo o meu carnaval, é a vida a brincar / A luz raiou pra clarear a poesia / Num sentimento que desperta na folia ( Amor, amor ... ) / Amor, sorria, ô ô ô, um novo dia despertou / E lá vou eu, pela imensidão do mar / Nessa onda que corta a avenida de espuma, me arrasta a sambar (E lá vou eu... ) /   E lá vou eu, pela imensidão do marNessa onda que corta  a avenida de espuma,  me arrasta  a  sambar / . “  ]  .

Em  1975 , em  um  samba-enredo  composto  por  David  Correa  e  Norival  Reis , a  Portela  reviveu  na  avenida  ,  com  muita  competência ,  um  tema  baseado  na  Obra  Prima  de  Mário  de  Andrade  fruto do conhecimento acerca das lendas e mitos indígenas e folclóricos ,  com uma narrativa de caráter mítico, em que os acontecimentos não seguem as convenções realistas, a obra procura fazer um retrato do povo brasileiro, por meio do “herói sem caráter . :   “   MACUNAÍMA  “ .     [ “ / Portela apresenta / Do folclore tradições / Milagres do sertão à mata virgem / Assombrada com mil tentações / Cy, a rainha mãe do mato, oi / Macunaíma fascinou / Ao luar se fez poema / Mas ao filho encarnado / Toda maldição legou / Macunaíma índio branco catimbeiro / Negro sonso feiticeiro / Mata a cobra e dá um nó / Cy, em forma de estrela / À Macunaíma dá / Um talismã que ele perde e sai a vagar / Canta o uirapuru e encanta / Liberta a mágoa do seu triste coração / Negrinho do pastoreio foi a sua salvação / E derrotando o gigante / Era uma vez Piaiman / Macunaíma volta com a muiraquitã  / Marupiara na luta e no amor / Quando sua pedra para sempre o monstro levou / O nosso herói assim cantou / Vou-me embora, vou-me embora / Eu aqui volto mais não / Vou morar no infinito / E virar constelação / . “  ]  .  

Em  1973 , agora  inspirado  em  poema  de  Manuel  Bandeira ,  a  Portela  embarcou  em  uma  bela  ilusão  com  o  samba-enredo ,  ainda  de  David  Correa ,  em que o poeta busca uma espécie de paraíso para vivenciar os atos comuns da vida . Pasárgada é construída em razão da necessidade de um espírito  que busca  liberdade e  que também  prega  uma liberdade ao leitor ,  daí  a  razão  da  fuga  para  um  mundo , embora  ilusório ,  de  perfeição  e  prazer   :   “ Vou-me embora pra Pasárgada ”  .    [ “ /  Ao embarcar na ilusão / Senti palpitar meu coração / Na passarela, / Um reino surgia / Quanta alegria / Desembarquei feliz / Tudo era fascinante / Nesse mundo pequenino / Até relembrei os dia / Do meu tempo de meninoNas brincadeiras de roda / Rodei pelo mundo afora / Nesse reino azul (azul) / Tem tudo o que desejei / Auê, auê, auê eu sei / Eu sei que sou o amigo do rei / Nas ondas do mar, caminhei / No azul do céu eu voei / E lá vem ela na avenida / Cinquentenária tão querida / Ô Portela, Portela? / Na vida és a Pasárgada mais   bela / .  “   ]   .  

Em  1974  ,   Evaldo  Gouveia  e  Jair  Amorim compuseram  um  samba-enredo  em  que  a  Portela  exalta  um  compositor  da  MPB  que  se  destacou  no  cenário da música  instrumental  estruturando  os  mais  belos  choros  e  chorões  que  estão  perpetuados  na  galeria  musical  das  boas  e  belas    composições :  PIXINGUINHA . O “ Dia  Nacional  do  Choro “   é  comemorado  na  data  de  seu  nascimento ,  em  23  de  abril  , em  uma  bela  homenagem  a  este  grande  representante  da  música  popular  brasileira  :  “  O Mundo  Melhor  de Pixinguinha   (Pizindin)  “ .  [ “ /  Lá vem Portela / Com Pixinguinha em seu altar / E altar de escola é o samba / Que a gente faz / E na rua vem cantar / Portela / Teu carinhoso tema é oração / Pra falar de quem ficou / Como devoção / Em nosso coração / Pizindin! Pizindin! Pizindin! / Era assim que a vovó / Pixinguinha chamava / Menino bom na sua língua natal / Menino bom que se tornou imortal / A roseira dá / Rosa em botão / Pixinguinha dá / Rosa, canção / E a canção bonita é como a flor / Que tem perfume e cor / E ele / Que era um poema de ternura e paz / Fez um buquê que / não se esquece mais / De rosas musicais / Lá vem Portela... / .”  ]  . 

No  ano  de  2004 , em  um  samba-enredo  composto  por  Catoni / Jabolô / Valtenir ,  a  Portela  desfilou  garbosamente  apresentando   um  enredo empolgante  que  versava  sobre  as  nossas  lendas  e  todos  os  mistérios  que  as  envolvem , respeitando  as crenças  como  um  traço  cultural  deste  mundo verde  de  belezas   naturais :  “  Lendas e Mistérios da Amazônia  “ [ “ /  Nesta avenida colorida / A Portela faz seu carnaval / Lendas e mistérios da Amazônia / Cantamos neste samba original / Dizem que os astros se amaram / E não puderam se casar / A lua apaixonada chorou tanto E do seu pranto nasceu o rio-mar / E dizem mais / Jaçanã, bela como uma flor / Certa manhã viu ser proibido o seu amor / Pois o valente guerreiro / Por ela se apaixonou / Foi sacrificada pela ira do Pajé / E na vitória-régia / Ela se transformou / Quando chegava a primavera  / A estação das flores / Havia uma festa de amores / Era tradição das amazonas / Mulheres guerreiras / Aquele ambiente de alegria / Só terminava ao raiar do dia / Ô skindô lalá, / Ô skindô lelê,  / Olha só quem vem lá / É o saci pererê / . “   ] .  

Em  1971 ,  a  Portela  ,  reconhecendo  o  reduto  dos  sambistas  e  malandros  ,  faz  uma  linda  homenagem  à  Lapa ,  desfilando, garbosamente,  com  um  belo  samba-enredo  composto  por  Ary  do  Cavaco  e  Rubens  que   demonstram ,  nas  linhas  de  seus  versos,  momentos  de  diferentes   épocas  vividos  naquele  espaço  da  boemia  e  da  música  “  Lapa em Três Tempos  “ .  [ “ / Abre a janela formosa mulher / Cantava o poeta trovador / Abre a janela formosa mulher / Da velha Lapa que passou / Vem dos Vice-Reis / E dos tempos do Brasil Imperial / Através de tradições / Até a República atual / Os grandes mestres do passado / Dedicaram obras de grande valor / A Lapa de hoje / À Lapa de outrora (bis) / Que revivemos agora / As serestas / Quantas saudades nos traz / Os cabarés e as festas / Emolduradas pelos lampiões a gás / As sociedades e os cordões / Dos antigos carnavais / Olha a roda de malandro / Quero ver quem vai cair (bis) / Capoeira vai plantando / Pois agora vai subir / Poeira oi, poeira / O samba vai levantar poeira (bis) / Imagem do Rio Antigo / Berço de grandes vultos da história / A moderna arquitetura lhe renova a toda hora / Mas os famosos arcos / Os belos mosteiros / São relíquias deste bairro / Que foi o berço de boêmios seresteiros / . “  ]  . 

Neste  enredo  de  1996  ,  a  Portela  apresenta  um  justo  tributo  aos  nossos  compositores  e  sua  belas  canções . Com  um  samba empolgante  composto  por   Carlinhos  Careca , Jorginho Dom ,  Picolé  da  Portela   e  Renatinho  do  Sambola  ,  observa-se,  em  cada  verso  do  samba-enredo,  uma  homenagem  em  alusão  respeitosa   a  cada compositor  com  citações  de  suas  canções : “ Essa Gente Bronzeada Mostra Seu  Valor  “.          [ “ / Chegou  a hora / Portela  alegremente vem cantar (lá Iaiá lá) / Com um brilho atraente de swing irreverente / Fazendo assim o mundo inteiro "delirar" (ô delirar) / Melodias que se tornaram marcantes / De artistas delirantes / Iluminados pela estrela do criar / Como "Memórias" de Paulinho da Viola / Ismael, mestre Cartola / Eu vou cantando para os males espantar / Canta Iaiá pra ioiô, canta ioiô pra Iaiá / Um samba quente, um chorinho de amor (eu vou) / Na onda do iê-iê-iê, eu sou o rei pra você / Fazendo a festa até o dia amanhecer / "Chega de saudade" / Meu peito invade, eu lembro do meu amor / Linda é a "Garota de Ipanema", seu gingado é um poema / Na "Asa Branca" sou eterno sonhador / "Pra não dizer que não falei das flores" / Vou me expressar mostrando todo o meu valor / Eu sou a arte que embala a esperança / Onde passo sou bonança / Bela "Aquarela Brasileira" decantou / A Portela demorou, mas abalou / E o povo canta novamente, já ganhou / . “  ]  .  

Não  poderíamos  encerrar  esta  amostra  de  belos  sambas-enredo  com  seus  temas  empolgantes  sem  apresentar  uma  bela  homenagem  que  a  Portela  faz  ao  Carnaval  Carioca   e também  a  epopeia  de  seu  povo  para  demonstrar  muita  alegria  no  mês  de  fevereiro,  quando  curte  a  folia carnavalesca  .  Em  1970 , com  um  samba composto  por  David  Correa ,  J.  Rodrigues  e   Tião  Nascimento ,   a  ÁGUIA  azul e branco  entoou ,   em  cada  verso através  de  seu   canto  ,   características  que  identificam  a  folia  de  Momo  :   “  Incrível, Fantástico, Extraordinário  “ .        [ “ /  Chegou o carnaval / Vou me abraçar com a cidade / Eu quero saber só da folia / Nesta festa que irradia / Sonhos mil, felicidades / Oh quanto esplendor ! / Há palhaços, colombinas / Arlequins e pierrôs / O povo vai viver doce ilusão / Se extasiando no jardim da sedução / Ôôôôôôôôôôô! / A alegria já contagiou / A ordem do rei é brincar / Quatro dias sem parar / Incrível! Fantástico! Extraordinário! / O talento de um povo / Que mantém acesa a chama da tradição / O carioca tem um "quê" / Sabe amar e viver / Ao dançar no salão ou no cordão / Trabalha de janeiro a janeiro / Em fevereiro cai na delícia da folia / Mestre-sala e porta-bandeira / Riscam o chão de poesia / Segura baiana / Ioiô Iaiá / Na quarta-feira / Tudo vai se acabar / (BIS) / . “  ]  .
 
       O  Cantinho  Musical  , em  um  trabalho  árduo  para  escolher  alguns  sambas-enredo para  esta  matéria , selecionou   uma  pequena  reunião das  peças  musicais  que  mais  se  destacaram  nos  desfiles  da  azul  e  branco  ,  escola  querida  do  povo  de  Madureira .  A  galeria  de  sambas  da  Portela  é   um  verdadeiro  tesouro  poético , razão  por  que  a  dificuldade na  seleção . Espero  que  a  amostra  agrade  a  todos  que apreciam  bons  sambas-enredo .
 
“   A  ÁGUIA  É  O  SÍMBOLO  DA  NOBREZA , DA  MAJESTADE , DA  LIBERDADE ,  DA   AGILIDADE  ,  ATRIBUTOS  QUE  SE  ENCAIXAM  PERFEITAMENTE   NAS  CARACTERÍSTICAS  DE  UMA ESCOLA  DE  SAMBA  QUE  SE  IMPÕE  PELA  SUA  BELEZA  .  ALÉM  DESTES  PREDICATIVOS ,  A   PORTELA  ,  COM  SEU  SÍMBOLO ,   ACRESCENTA  SUA  FORÇA  POTENTE  E  VITORIOSA  NAS  APRESENTAÇÕES  PARA  O  MUNDO  DO  SAMBA !
 
Waldemar  Pedro  Antonio             e-mail  :   wpantonio@terra.com.br
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