09/06/2017 às 13h38min - Atualizada em 09/06/2017 às 13h38min

Nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente: Salgueiro

Explode coração/Na maior felicidade/É lindo o meu Salgueiro/Contagiando, sacudindo essa cidade

WALDEMAR PEDRO ANTÔNIO
            No  seguimento  das  publicações  sobre  as  Escolas  de  Samba  da  Grupo  Especial  do  Rio  de  Janeiro ,  O  Cantinho  Musical  explanará    as  atividades  carnavalesca  de  uma  escola  cuja  popularidade  está  expressa  na  preferência  dos  jovens   moradores  da  Tijuca em  prova  de  fidelidade  com  a  agremiação  que  faz  explodir  seus  corações  de  alegria  ;  “   SALGUEIRO  “ .

          Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro  é uma escola de samba brasileira da cidade do Rio de Janeiro,  originária do Morro  do  Salgueiro.  Foi fundada em 5 de março de 1953, a partir da fusão de duas escolas de samba do Morro , a “  Depois Eu Digo “ e a “ Azul e Branco “ , tendo  como  madrinha  a  “  Estação  Primeira  de  Mangueira  “  .  A história  da  Acadêmicos do Salgueiro, entre as décadas de 50 e 70, é marcada por pioneirismos e inovações.  A escola foi a primeira agremiação a convidar artistas plásticos, de formação acadêmica para confeccionar  seus  desfiles . A  Acadêmicos do Salgueiro também inovou nas escolhas dos enredos, homenageando personalidades brasileiras, na época, pouco conhecidas, como Zumbi dos Palmares (em 1960), Chica da Silva (em 1963), Chico Rei (em 1964) e Dona Beija (em 1968). Na época, apenas figuras conhecidas da história nacional eram temas de enredo, herança do patriotismo imposto pelo Estado Novo e que ainda vigorava no carnaval carioca. Em 1957, a escola colocou os afrodescendentes como protagonistas do carnaval, ao realizar o enredo "Navio Negreiro", sobre a viagem de escravos ao Brasil. A escola criou forte identificação com essa temática, tendo diversos enredos abordando a cultura afro-brasileira. Foi  também a primeira escola a homenagear outra agremiação, com enredo "Nossa madrinha Mangueira  querida", de 1972   Em 1973, Joãosinho  Trinta  colocou, pela primeira vez, uma pessoa em cima de um carro alegórico . Também foi a primeira escola a fazer a junção de dois sambas de enredo concorrentes, no ano de 1975. Os bons resultados da caçula do carnaval carioca foram conquistando o público e a escola foi se firmando como uma das grandes dos desfiles das  Escolas de Samba do  Grupo  Especial  Rio  de  Janeiro . 
      

Daremos  início  às  relíquias  musicais  que  impulsionaram  o  Salgueiro em  suas  grandes  apresentações  na  Passarela  do  Samba  .  Iniciaremos  com  um  samba de 1993  composto  por  Arizão / Bala / Celso Trindade / Dema Chagas / Guaracy / Quinho ,  que  cedeu  uma  estrofe  que  hoje  é  o  grito  de  esquenta  na  avenida :  “ Explode coração / Na maior felicidade  / É lindo o meu Salgueiro / Contagiando, sacudindo essa cidade “ . O  tema  deste  samba-enredo  descreve  uma  viagem  levando  os  aventureiros  do  Norte  do  Brasil  em  uma retirada  de  sua  terra  natal rumo  ao  Rio  de  Janeiro  em  busca  de  toda  felicidade  que  o  carnaval  proporciona   :     “   PEGUEI  O  ITA  NO  NORTE   “  [ “ / Lá vou eu...  Lá  vou eu... Lá  vou  eu  ... / Me levo pelo mar da sedução (sedução) / Sou mais um aventureiro / Rumo ao Rio de Janeiro / Adeus, Belém do Pará / Um dia  volto, meu pai /Não chores pois vou sorrir / Felicidade o velho Ita vai partir / Oi no balanço das ondas... Eu vou / No mar eu jogo a saudade... amor (bis) / O tempo traz esperança e ansiedade / Vou navegando em busca da felicidade / Em cada porto que passo / Eu vejo e retrato, em fantasias / Cultura, folclore e hábitos / Com isso refaço minha alegria / Chego ao Rio de Janeiro / Terra do samba, da mulata e futebol / Vou vivendo o dia-a-dia / Embalado na magia / Do seu carnaval / Explode coração / Na maior felicidade  / É lindo o meu Salgueiro / Contagiando, sacudindo essa cidade / (BIS) /  . “  ]  .  Houve  uma  época  no  Rio  de  Janeiro  em  que  a  figura  do  malandro  era  respeitada , pois  representava  a  esperteza ,  boemia , a  vagabundagem  e  a  imagem  do  poder . 

Em  2016 , o  Salgueiro  , baseado  em  uma  peça  de  Chico  Buarque  de  Holanda ,  faz  uma  homenagem  a  esse herói  da  rua  com  todas  as  suas  características  desfilando  garbosamente  pela  Passarela com  a  cadência de  um  belo  samba-enredo  composto  por Francisco Aquino / Fred Camacho / Getúlio Coelho / Guinga / Marcelo Motta / Ricardo Fernandes“ A  ÓPERA  DOS  MALANDROS  “ .              [ “  / É que eu sou malandro batuqueiro / Cria lá do morro do Salgueiro / Se não acredita / Vem no meu samba pra ver / O couro vai comer! / Laroiê, mojuobá, axé! / Salve o povo de fé, me dê licença! / Eu vou pra rua que a lua me chamou / Refletida em meu chapéu / O rei da noite eu sou / Num palco sob as estrelas / De linho branco vou me apresentar / Malandro descendo a ladeira... ê, Zé! / Da ginga e do bicolor no pé / "Pra se viver do amor" pelas calçadas / Um mestre-sala das madrugadas / Ê, filho da sorte eu sou / Vento sopra a meu favor / Gira sorte, gira mundo / Malandro, deixa girar / Quem dá as cartas sou eu, pode apostar! / O samba vadio, meu povo a cantar / Dia a dia, bar em bar / Eis minha filosofia / Nos braços da boemia / Me deixo levar... / Eu vou por becos e vielas / Chegou o barão das favelas / Quem me protege não dorme / Meu santo é forte / É quem me guia / Na luta de cada manhã / Um mensageiro da paz / De larôs e saravás! / . “  ]  . 

Em  1969 ,  o   Salgueiro  sagrou-se vencedor  no  desfile  do  Grupo  Especial  com  um  samba-enredo  composto  por   Bala / Manuel Rosa ,  levando  para  a  avenida  um  tema  altamente  emocionante  em  homenagem  à  querida  Bahia , demonstrando  toda  a  sua  tradição , sua  cultura , seu  folclores e , acima  de  tudo , o  ar  de felicidade que  se  manifesta  no  povo  baiano :  “  BAHIA  DE  TODOS  OS  DEUSES “ .  [ “ / Bahia, os meus olhos estão brilhando, / Meu coração palpitando / De tanta felicidade. / És a rainha da beleza universal, / Minha querida Bahia, / Muito antes do Império / Foste a primeira capital. / Preto Velho Benedito já dizia / Felicidade também mora na Bahia, / Tua história, tua glória / Teu nome é tradição, / Bahia do velho mercado / Subida da Conceição. / És tão rica em minerais, / Tens cacau, tens carnaúba, / Famoso jacarandá, / Terra abençoada pelos deuses, / E o petróleo a jorrar / Nega baiana, / Tabuleiro de quindim, / Todo dia ela está / Na igreja do Bonfim, oi / Na ladeira tem, tem capoeira, / Zum, zum, zum, / Zum, zum, zum, / Capoeira mata um ! / . “  ]  . 

Uma  das  personagens  mais  polêmicas  da  História  do  Brasil  , tendo  como causa  o  descompasso  social  provocado por   um  profundo  amor  entre  uma  escrava  e  um  personagem  da  mais alta  nobreza , criando  no  reinado  uma verdadeira  insatisfação. Diante  desse  conteúdo  histórico ,  em  1963 , o  Salgueiro  desenvolveu  na  Passarela este  tema  com   um  samba-enredo  composto  por  Anescarzinho / Noel Rosa de Oliveira , descrevendo  os  detalhes que  envolviam  “   XICA  DA  SILVA  “ .  [ “ / Apesar / De não possuir grande beleza / Xica da Silva / Surgiu no seio / Da mais alta nobreza. / O contratador / João Fernandes de Oliveira / A comprou / Para ser a sua companheira. / E a mulata que era escrava / Sentiu forte transformação, / Trocando o gemido da senzala / Pela fidalguia do salão. / Com a influência e o poder do seu amor, / Que superou / A barreira da cor, / Francisca da Silva / Do cativeiro zombou ôôôôô / ôôô, ôô, ôô. / No Arraial do Tijuco, / Lá no Estado de Minas, / Hoje lendária cidade, / Seu lindo nome é Diamantina, / Onde nasceu a Xica que manda, / Deslumbrando a sociedade, / Com o orgulho e o capricho da mulata, / Importante, majestosa e invejada. / Para que a vida lhe tornasse mais bela, / João Fernandes de Oliveira / Mandou construir / Um vasto lago e uma belíssima galera / E uma riquíssima liteira / Para conduzi-la / Quando ela ia assistir à missa na capela./ . “  ]  .

Mais  uma  vez  o  Salgueiro  demonstrando  toda  sua  história   através  da  magia e  da  beleza  do  samba . Em  1984 ,  com  o  samba-enredo  empolgante ,composto  por  David Corrêa e Jorge Macedo    tendo   como  tema no  desfile   a  sequência  da  origem  e a importância  desse  nosso  ritmo  maravilhoso  apresentando  em  cada  verso  uma  bela  linguagem  metafórica  baseada em  uma  expressão  onomatopaica : “  SKINDÔ  ,  SKINDÔ  “ .      [ “ / O quem vem de mim é pra rolar / Amor, raiou o dia / A noite trouxe o meu cantar / Enfeitado o luar da Bahia / Foi um vento tão menino / Que soprou o meu destino pelo mar / Vim de terra tão distante / Sou o negro mais amante, Skindô ô ô ô ô / Ô ô ô ô ô ô ô, a vida fica mais feliz, meu amor / A folha nasce da raiz, / Skindô / O samba é a flor / Ca, ca, cadê / Cadê meu agogô (bis) / Mandei buscar o quê / Pra eu bater pra ioiô / Só por amar, querer sambar / Meu peito é um clarim de poesia / Um arco-íris nos meus olhos / Brilha a noite como o dia / Pandeiro, surdo, cavaco, ganzá / Me pega, me deixa ficar, ô iaiá / Roda, o meu Salgueiro / Roda e vem mostrar / O canto de quem ama, acende a chama / Viajando no meu doce olhar, ô ô ô / Oiá, oiá / Água de cheiro pra ioiô (bis) / Vou mandar buscar / Na fonte do senhor / . “  ]  .

No  ano  de  1972, em  um  belo  reconhecimento  à  receptividade  que  o  mundo  da  Mangueira  demonstrou  ao  convite para  batizar uma  nova  escola  de samba, aceitando  orgulhosamente , é  que  o  Salgueiro , com  um  samba-enredo  composto  por  Zuzuca Do Salgueiro , leva  para  avenida  em  homenagem  à  madrinha  uma  bela  saudação  por  quem  tece  grande  admiração  :                 “   Minha  Madrinha, Mangueira  Querida   “  .  [ “  Tengo-Tengo / Santo Antônio, Chalé (bis) / Minha gente, é muito samba no pé! / Em noite linda / Em noite bela / Viemos à avenida / Desfilar em passarela / O batizado será lembrado / Pelo Salgueiro de agora / Alô Laurindo, alô Viola / Alô Mangueira de Cartola / Tengo-Tengo / Santo Antônio, Chalé (bis) / Minha gente, é muito samba no pé! / Ô ô ô, oh meu Senhor / Foi Mangueira (bis) / Estação Primeira / Que me batizou / . “  ]  .

Em  1964 , dando  continuidade  aos  temas  de  nossa  história  , o  Salgueiro ,  com  um  belo  samba-enredo composto  por   Binha / Djalma Sabiá / Geraldo Babão ,  levou  para  avenida  um  tema  cujo  conteúdo  era  uma  narrativa  poética  sobre  um   rei  africano ,  símbolo  de  seu  povo , que ,  capturado  pelos  portugueses ,  foi  levado  com  outros  escravos  para  o  Brasil , porém , admirado  pelos  seus  súditos , tornou-se  mais   tarde  herói  em  Vila  Rica  :   “  CHICO   REI   “  . [ “ / Vivia no litoral africano / Uma  régia tribo ordeira / Cujo rei era símbolo / De uma terra laboriosa e hospitaleira. / Um dia, essa tranqüilidade sucumbiu / Quando os portugueses invadiram, / Capturando homens / Para fazê-los escravos no Brasil. / Na viagem agonizante, / Houve gritos alucinantes, / Lamentos de dor / Ô-ô-ô-ô, adeus, Baobá, / Ô-ô-ô-ô-ô, adeus, meu Bengo, eu já vou. / Ao longe Ninas jamais ouvia, / Quando o rei, mais confiante, / Jurou a sua gente que um dia os libertaria. / Chegando ao Rio de Janeiro, / No mercado de escravos / Um rico fidalgo os comprou, / Para Vila Rica os levou. / A idéia do rei foi genial, / Esconder o pó do ouro entre os cabelos, / Assim fez seu pessoal. / Todas as noites quando das minas regressavam / Iam à igreja e suas cabeças lavavam, / Era o ouro depositado na pia / E guardado em outro ligar de garantia / Até completar a importância / Para comprar suas alforrias. / Foram libertos cada um por sua vez / E assim foi que o rei, / Sob o sol da liberdade, trabalhou / E um pouco de terra ele comprou, / Descobrindo ouro enriqueceu. / Escolheu o nome de Francisco, / Ao catolicismo se converteu, / No ponto mais alto da cidade Chico  Rei / Com seu espírito de luz / Mandou construir uma igreja / E a denominou / Santa Efigênia do Alto da Cruz! / . “  ]  .   

Em  1971  ,  com  modificação  na  cronometragem  dos  desfile ,  Zuzuca  compôs  um  samba-enredo  ,  acelerando  significativamente  a  cadência  melódica  para  cumprir  o  tempo  reduzido  na  passarela . Nesse  ano  o  Salgueiro , ainda  na  tradição  de   desenvolver  enredos com  temas  africanos  ,  narra  uma  festividade  onde  homenageia  um  rei  que  vem  de  longe ,  expressando   passagens  da  cultura  africana   :   “   FESTA  PARA  UM  REI  NEGRO   “  .     [ “ / O-lê-lê, ô-lá-lá, / pega no ganzê / pega no ganzá. / Nos anais da nossa História, / vamos encontrar / personagens de outrora / que iremos recordar. / Sua vida, sua glória, / seu passado imortal, / que beleza / a nobreza do tempo colonial. / O-lê-lê, ô-lá-lá, / pega no ganzê / pega no ganzá! / Hoje tem festa na aldeia, / quem quiser pode chegar, / tem reisado a noite inteira / e fogueira pra queimar. / Nosso rei veio de longe / pra poder nos visitar, / que beleza / a nobreza que visita o gongá. / O-lê-lê, ô-lá-lá, / pega no ganzê / pega no ganzá. / Senhora dona-de-casa, / traz seu filho pra cantar / para o rei que vem de longe, / pra poder nos visitar. / Esta noite ninguém chora, / e ninguém pode chorar, /  que beleza / a nobreza que visita o gongá. / O-lê-lê, ô-lá-lá, / pega no ganzê / pega no ganzá. / . “  ]  . 

Em  1974 ,  com  um  belo  samba-enredo  composto  por   Malandro / Zé Di ,  o  Salgueiro ,  o  Salgueiro  fez  um  belo  desfile  impulsionado  pelo  entusiasmo  de  seu  componentes  com  o  tema  misterioso  sobre  as  lendas  contadas  pelo  povo  maranhense  em  que  faz  abordagem  sobre  uma  visão  fictícia  de  um  rei  mimado  com  a   chegada  de  uma  rainha  deusa  no  reino  encantado ,  descendo  de  uma  linda  carruagem  refletindo  a  luz  da  nobreza :  “  O Rei de França Na Ilha da Assombração   “  .     [ “  /   In credo in cruz, ê ê, Vige Maria, / As preta veia se benze, me arrepia / Ô, ô, ô Xangô, / As preta véia não mente, não sinhô. / Não cantaram em vão / O poeta e o sabiá / Na fonte do Ribeirão. / Lenda e assombração / Contam que o rei criança / Viu o reino de França no Maranhão. / Das matas fez o salão dos espelhos / Em candelabros palmeirais, / Da gente índia a corte real, / De ouro e prata um mundo irreal. / Na imaginação do rei mimado / A rainha era deusa / No reino encantado. / Na praia dos Lençóis, / Areia assombração, / O touro negro coroado / É Dom Sebastião. / É meia-noite, Nhá Jança vem, / Desce do além na carruagem / Do fogo vivo, luz da nobreza, / Saem azulejos, sua riqueza, / E a escrava que maravilha / É a serpente de prata / Que rodeia a ilha./ . “  ]  . 

Encerrando  esta  seleção  de  sambas-enredo   do   Salgueiro  que  se  destacaram  nos  desfile  das  escolas  de  samba  do  Grupo  Especial ,  o  Cantinho  Musical  traz   uma  linda  melodia  composta  por Aurinho  da  Ilha  ,  em  1968 ,  que ,  com  bastante  harmonia ,  narra  uma  bela  história  de  amor  sobre  uma  bela mulher  que  enfeitiçou  o  coração  de  um  Ouvidor  Real ,  introduzindo-a  na  corte  de  Araxá  onde  foi  apresentada  como  uma  dama admirada  e  respeitada  por  todos  :                     “   Dona Beja, a Feiticeira de Araxá  “  .  [ “ / Certa jovem linda, divinal, / Seduziu com seus encantos de menina / O Ouvidor Real. / Levada a trocar de roupagem, / Numa nova linhagem / Ela foi debutar. / Na Corte, fascinou toda a nobreza / Com seu porte de princesa / Com seu jeito singular. / Ana Jacinta, rainha das flores, / Dos grandes amores, / Dos salões reais, / Com seus encantos e sua influência / Supera as intrigas / Os preconceitos sociais. / Era tão linda, tão meiga, tão bela, / Ninguém mais formosa que ela / No reino daquele Ouvidor. / Ela com seu feitiço inteligente / Cria um reinado diferente / Na corte de Araxá, / E nos devaneios nas festas de Jatobá. / Mas antes, com seu trejeito feiticeiro, / Traz o Triângulo Mineiro / De volta a Minas Gerais, / Até o fim da vida / Dona Beija ouviu falar / Viu seu nome triunfar / Na história de Araxá. / . “  ]  .
 
          “     A  grande  dificuldade   em   filtrar  dentro  das  galerias  de  ótimos  sambas-enredo  das  escolas  do  Grupo  Especial   é separar  as  canções  que  estão  vivificadas  na  memória  dos  sambistas ,  o  que  nos  deixa  completamente  atentos  para  não  selecionar  sambas  que  não  estão  memorizados  naqueles  que  curtem  este  estilo  de  música  .    Diante  deste  exposto  , O  Cantinho Musical  espera  que  todos  sejam  tolerantes com  a  seleção  apresentada .   
 
   “   A   ALMA  GLORIOSA  DE  TODO  DESFILE  , ALÉM  DA  HARMONIA  ,  RITMO  E  MELODIA  PRESENTES  NOS  SAMBAS-ENREDO ,  ESTÁ  NA  BELEZA  TEMÁTICA  LEVADA  PELAS  ESCOLAS  DE  SAMBA  PARA  IMPLEMENTAR  VALORES  CULTURAIS  AO  QUE  PRETIGIAM VERDADEIRAMENTE   O  ESPETÁCULO .   A    “  ACADÊMICO  DO  SALGUEIRO  “   ESBANJA  TEMA  ASSOCIADOS  À  NOSSA  HISTORIA , EXALTANDO  A  RAÇA  BRASILEIRA   COM  SUA  ETNIA , SEU  FOLCLORE  E  SEU  AMOR  À  ARTE  . “
 
Waldemar   Pedro  Antonio                                     e-mail  :  wpantonio@terra.com.br
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