22/01/2017 às 20h26min - Atualizada em 22/01/2017 às 20h26min

Lava Jato investiga ‘nome do PSDB’ antecessor de Paulo Roberto Costa na Petrobrás

Mateus Coutinho e Julia Affonso
Estadão
Rogério Manso, citado por delatores, foi diretor de Abastecimento da estatal petrolífera de 2001 a 2004 (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil )
Em nova frente de investigação, a Lava Jato em Curitiba mira o antecessor do engenheiro Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, Rogério Manso, por suspeita de envolvimento em um esquema de pagamento de propinas na área de compra e venda (trading) de combustíveis e derivados de petróleo da estatal petrolífera. Manso foi apontado por delatores como um o nome ‘do PSDB’ na Diretoria e que teria atuado também para captar dinheiro para a campanha de Jaques Wagner (PT) ao governo da Bahia, em 2006. Manso rechaça com veemência tais acusações. O inquérito foi instaurado em 29 de agosto de 2016 pela delegada Erika Mialik Marena para apurar suspeitas de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa e tem como investigados, além de Manso, o ex-braço direito de Paulo Roberto Costa, José Raimundo Brandão Pereira, e o executivo Mariano Marcondes Ferraz – preso preventivamente no ano passado pela Lava Jato no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e que foi denunciado neste ano, acusado de pagar propina para Costa envolvendo um contrato no Porto de Suape. Também são investigadas duas empresas multinacionais que mantiveram negócios com a Petrobrás na área de trading de combustíveis. Até o momento, contudo, apenas Marcondes foi denunciado pela força-tarefa em Curitiba. Após a prisão preventiva no ano passado, ele pagou uma fiança de R$ 3 milhões para deixar a cadeia. O executivo, contudo, está proibido de deixar o País. Preso em março de 2014, ainda no começo da operação, Paulo Roberto Costa foi o primeiro delator da Lava Jato e revelou a existência de um organizado esquema de corrupção e loteamento político na estatal. Agora, a operação investiga se o seu antecessor teria participado de um esquema de corrupção que teria operado antes da chegada de Costa à Diretoria. Na portaria que determinou a abertura do inquérito, a delegada Erika apontou a suspeita de pagamento de propinas ’em data inicial possivelmente anterior ao ano de 2004 e que se seguiu possivelmente até 2012′. As citações a Manso surgiram nas delações premiadas de outro ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, da área Internacional, e do ex-senador e também ex-diretor da estatal Delcídio Amaral (ex-PT e ex-PSDB, atualmente sem partido).
 
 
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