23/01/2017 às 19h48min - Atualizada em 23/01/2017 às 19h48min

Hemominas registra baixo estoque de sangue e convoca doadores

Reserva está negativa na região de Governador Valadares, uma das afetadas pelo surto de febre amarela.

Agência Minas
Os doadores de sangue, fidelizados ou não, são ainda mais importantes, neste momento, para ajudar a região de Governador Valadares, no Território Vale do Rio Doce, no Leste de Minas Gerais. A Fundação Hemominas informa que foi registrada queda de mais de 50% no estoque dos grupos sanguíneos nos bancos de sangue no hemocentro da região.

As baixas, que atingem todos os tipos sanguíneos, são mais expressivas no estoque de sangue 'O' negativo (- 33,66%) e positivo (- 6,79%), 'A' negativo (- 19,31%), 'B' negativo (- 13,75%) e 'AB' negativo (- 32,65%). Além do período de férias e baixas de comparecimento, a Fundação Hemominas aponta a ausência ainda maior de doadores por conta do surto de febre amarela na região.

Neste momento, segundo o diretor técnico científico da Fundação Hemominas, Fernando Basques, duas ações são trabalhadas especificamente. A primeira, para fortalecer a captação em unidades da Hemominas que não têm surto de febre amarela. A ideia, segundo Basques, é que "essas unidades aumentem a captação, de forma a atender à demanda que surge nas regiões Nordeste e Leste do estado, e também parte do Sul, que estão entre os principais focos", observa.

Outro ponto, já direcionado à população de Valadares e região, é garantir que os doadores locais realizem suas doações antes de tomarem a vacina contra a febre amarela. "É sempre importante que as pessoas, principalmente da região do surto, se vacinem. Mas, antes de se vacinarem, é preciso que compareçam a uma unidade e façam sua doação. Isto porque, após vacinadas, as pessoas ficam sem poder doar sangue por quatro semanas", explica Basques.

Plano Relógio

O estoque vem diminuindo em todo o estado, e é necessário que a situação seja normalizada para que a Hemominas possa manter o número estratégico de bolsas de sangue em Minas Gerais e, assim, atender à demanda de pacientes.

Para ampliar a coleta de sangue em momentos de crise ou eventos de grande porte, a Fundação Hemominas recorre ao "Plano Relógio". Ativada em 2017, em função do surto de febre amarela, a ação busca aumentar o estoque estratégico da fundação em 20%.

Como o sangue é perecível e deve ser continuamente coletado para composição de estoques disponíveis, o Plano Relógio organiza as unidades em grupos com metas estabelecidas por períodos determinados. Vale lembrar que as plaquetas, por exemplo, são válidas para transfusão em até cinco dias após a coleta do sangue. Já as hemácias (parte vermelha do sangue), podem ser usadas no prazo de até 42 dias após a coleta.

"Estamos na primeira parte, para conseguir a coleta e um grande estoque. As ações vão caminhando de forma que cada região do estado consiga, durante mais tempo, fornecer para as unidades", aponta o diretor técnico Fernando Basques. Com a intensificação regional e por um prazo determinado, lembra Basques, a população doadora voluntária pode participar sem esgotar a capacidade de oferta de sangue de um só município.

O Plano Relógio já foi testado, com sucesso, em Minas Gerais, durante a Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo (2014).
 
 
 
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