10/03/2017 às 07h53min - Atualizada em 10/03/2017 às 07h53min

Leitor elogia piso em calçada da Cotegipe e pergunta por obras no outro lado

Você pode enviar suas reivindicações, críticas e elogios ao jornal Leopoldinense via Watshap (32) 9-8868-7125 ou pelo e-mail: [email protected]

Edição: Luiz Otávio Meneghite
As obras foram concluídas só em um dos lados da rua. (Foto: João Gabriel B. Meneghite)
O leitor do Jornal Leopoldinense Online, Rodrigo Henriques, residente em Cataguases, mas freqüentador de Leopoldina, envia mensagem via Watshap à redação para elogiar as obras feitas no passeio de um dos lados da rua Barão de Cotegipe e aproveita para questionar: “Achei bonita a calçada feita e bela a iniciativa de colocar ladrilhos táteis para facilitar a locomoção de deficientes visuais. Porque não colocaram no passeio do outro lado da rua? Será que tem projeto para colocar?”.

O que o jornal apurou a respeito

O jornal Leopoldinense apurou junto a uma fonte da Prefeitura de Leopoldina que a obras foram programadas para serem executadas com recursos próprios do município no valor de R$340.532,54 no prazo de três meses. A Secretaria Municipal de Obras de Leopoldina contratou uma empresa especializada para realizar obras de revitalização das calçadas da rua Barão de Cotegipe, que são pavimentadas com ladrilhos hidráulicos. Com o passar dos anos o piso foi se desgastando e perdendo a uniformidade transformando-se numa verdadeira ‘colcha de retalhos’.

 O projeto de revitalização, já concluído em um dos lados da rua,  prevê a renovação total do piso de ladrilhos hidráulicos com implantação de faixas de pedestres, rampas de acessibilidade e a colocação de piso tátil de alerta e direção.  O piso tátil é formado por placas de borracha antiderrapantes com superfícies de relevos direcionais regularmente dispostos para orientar pessoas com deficiência visual, facilitando sua locomoção e ampliando suas condições de acesso.

O projeto prevê a  utilização de dois tipos de placas: a direcional, com linhas longitudinais em relevo para demarcar a direção e a de alerta, formada por superfície tipo moeda para indicação da mudança de direção. A forma como são dispostas, determina a direção a ser seguida.

A obra contratada foi interrompida devido a crise financeira que assola o país, atingindo em cheio a maioria das Prefeituras, tendo a Administração Municipal optado por cortar gastos priorizando o pagamento do funcionalismo e de suas contas, mantendo suas finanças equilibradas e em dia. Segundo a mesma a fonte, as obras foram concluídas em apenas um dos lados da Barão de Cotegipe e serão retomadas e concluídas, porém sem data determinada para que isso aconteça.

Rua Barão de Cotegipe, a origem

Segundo registros históricos a principal via comercial de Leopoldina, foi aberta há 162 anos em 1855, um ano após a emancipação político-administrativa do município, em 27 de abril de 1854, com o nome de rua Municipal. Seu nome atual é uma homenagem ao baiano João Mauricio Wanderley, que foi Ministro da Fazenda na época do Império, quando ganhou o título honorífico de Barão de Cotegipe. De acordo com a sua numeração predial, ela tem inicio na esquina da rua Ribeiro Junqueira, próximo à Praça General Osório e se estende por quase 500 metros  até à rua Lucas Augusto, onde fica localizado o Paço Municipal. Coube ao então Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, Carlos Coimbra da Luz, na chefia do Poder Executivo entre os anos de 1923 e 1936, embelezar a rua dotando-a de iluminação, arborização, calçamento em paralelepípedos e calçadas em ladrilhos hidráulicos. Carlos Luz foi o último Presidente da Câmara de Vereadores a exercer a função de Agente Executivo Municipal e nesta condição rubricou todas as páginas do livro de posse dos prefeitos, em vigência até hoje. Consta como o primeiro a usar o título de prefeito de Leopoldina.

Você pode enviar suas reivindicações, críticas e elogios ao jornal Leopoldinense via Watshap (32) 9-8868-7125 ou pelo e-mail: [email protected]

Fonte: Arquivo do Jornal Leopoldinense 

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