23/03/2017 às 07h17min - Atualizada em 23/03/2017 às 07h17min

Cefet chega aos 30 anos de funcionamento em Leopoldina

Data será comemorada com Café Empresarial, dia 29 de março, no auditório da escola

Luiz Otávio Meneghite
Cefet de Leopoldina
Em 13 de março de 1987, o Ministério da Educação autorizou o funcionamento do campus avançado do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais: a Unidade de Ensino Descentralizada de Leopoldina, UNED/Leopoldina (terminologia utilizada na época da criação). Para comemorar os 30 anos do Cefet em Leopoldina, o Diretor-Geral Flávio Antonio dos Santos, e o Diretor da Unidade Leopoldina, Professor Douglas Martins Vieira da Silva estão organizando um Café Empresarial, no dia 29 de março, às 16:00 horas, no auditório da escola.

Um pouco da história do Cefet

O terreno onde foi construída a antiga Escola Parque, que mais tarde deu origem ao Cefet, uma área de 18 mil metros quadrados, fora adquirido pelo Município de Leopoldina no final dos anos 1950 da Chácara do Desengano S/A e cedido ao Ministério da Educação, quando o titular da Pasta era o leopoldinense Clóvis Salgado. Com a extinção da Escola Parque em meados dos anos 1960, toda aquela área foi  revertida ao Patrimônio Municipal tendo a Prefeitura transferido para lá todas as suas instalações burocráticas e ainda as instalações da Câmara Municipal de Leopoldina, que funcionou  onde é hoje o auditório.
Em 1986, o governo Federal deflagrou o programa de expansão e melhoria do ensino técnico e, mais uma vez, Leopoldina foi contemplada na área da educação. Mas, para que a implantação de uma escola técnica na cidade saísse do papel e se tornasse realidade foi necessária a tomada de posição decisiva de outro leopoldinense, Alberto Freire de Carvalho, que a partir de 1986 arregaçou as mangas e intermediou muitas conversas e foram estabelecidas as negociações para a efetiva vinda do Cefet para Leopoldina. A partir da oficialização da vinda da escola em 1987 outra etapa teria que ser vencida: onde instalar a escola?

Decisão do prefeito Osmar Lacerda França foi histórica

Em princípio, pensou-se na aquisição de um terreno onde a escola pudesse ser construída. O prefeito da época era Osmar Lacerda França, popularmente conhecido como Liliu. As tratativas para a vinda do Cefet foram feitas diretamente por Albertinho Freire, que tinha grande influência junto ao Governo Federal, e Osmar Lacerda França. Uma das obrigações do Município era o oferecimento de uma área para a construção do campus do Cefet. 
Um dos prédios da antiga Escola Parque, demolido na década de 90 para construção de novas dependências do CEFET. (Acervo Jornal Leopoldinense)
Com as dificuldades encontradas para a aquisição do terreno, o prefeito Osmar Lacerda França e o empresário Alberto Freire de Carvalho,  entre uma conversa e outra, chegaram à conclusão de que não existiria em Leopoldina área melhor que a da Escola Parque, naquele momento ocupada pelo Paço Municipal. A uma provocação de Alberto Freire se Liliu abriria mão daquelas instalações para facilitar a chegada do Cefet, o prefeito respondeu afirmativamente. A aula inaugural do campus foi realizada em 23 de março de 1987. Mais à frente, o prefeito Osmar Lacerda França decidiu consolidar a presença da escola técnica na cidade e enviou um projeto à Câmara Municipal de Leopoldina que o aprovou por unanimidade dando origem à Lei nº 1913, de 15 de outubro de 1987 doando ao Centro Federal de Educação Tecnológica uma área de 18 mil metros quadrados com todas as instalações que totalizavam na época 2.648,32 metros quadrados de área construída, para implantação do Cefet em Leopoldina.
Escola Parque - Década de 60 do século XX - Fotografia de Ivan Carlos, gentilmente cedida pelo autor à Memória Leopoldinense.
Vista parcial do Cefet Leopoldina

Homenagem a Custódio Junqueira

Em 2010, após uma grande negociação com a Chácara do Desengano S/A, a Instituição adquiriu um terreno de 7 mil m2 com recursos diretos do Ministério da Educação. Vale ressaltar que na época da construção da cobertura da atual quadra de esporte, no ano de 2003, a Chácara do Desengano doou uma faixa de terreno para que fossem construídas as arquibancadas, pois a área não comportaria tal empreendimento. Por isso, por indicação da diretoria da Chácara, a quadra recebeu o nome de Ginásio Poliesportivo Dr. Custódio Junqueira.

Anexação do SESI foi um presente aos 29 anos da escola em Leopoldina

A área de 10 mil m2 onde está instalado o CAT-Centro de Atividades do Trabalhador era de propriedade da Chácara do Desengano S/A e foi desapropriada pelo município de Leopoldina para abrigar as atividades desenvolvidas pela SESI-Minas em parceria com a ACIL-Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Leopoldina. De acordo com a Lei nº 2552, de 20 de outubro de 1993, que doou o terreno ao Departamento Regional do SESI Minas Gerais, o terreno reverteria ao Patrimônio do  Município se fosse descumprida a finalidade da doação.
As instalações esportivas  do Cefet

A influência da enquete do jornal Leopoldinense

Com este cenário, o jornal Leopoldinense promoveu uma enquete entre os dias 14 de 28 de novembro de 2015, na qual o leitor opinou sobre quem deveria assumir o espaço com o fechamento do SESI. O resultado apontou que 75% dos leitores preferiam que o CEFET assumisse o Centro de Atividades do Trabalhador. Segundo José Antônio Pinto, diretor da unidade do Cefet em Leopoldina naquela ocasião, o resultado da enquete mostrou o respeito que a comunidade leopoldinense e regional tem pelo CEFET. Ele frisou que isto foi fundamental e criou um cenário favorável para que os envolvidos entrassem numa convergência que vai beneficiar toda a comunidade regional.

Também o prefeito José Roberto de Oliveira ficou sensibilizado com a manifestação popular através da enquete promovida pelo jornal e se reuniu no dia 2 de março de 2016  com os representantes da FIEMG, SESI e CEFET com objetivo de viabilizar os trâmites legais do processo, que foi aprovado pela Câmara Municipal de Leopoldina. Segundo informações extra-oficiais obtidas pelo jornal Leopoldinense, o prefeito José Roberto de Oliveira aproveitou a ocasião para reivindicar um curso superior, que pode ser implantando na cidade neste ano de 2017 e um restaurante estudantil dentro do campus do Cefet de Leopoldina com preços acessíveis para os estudantes. Na tarde do dia 4 de março de 2016, o ainda diretor do Cefet-Leopoldina José Antônio Pinto esteve reunido com sua equipe de trabalho para uma vistoria no local, sendo assinado um termo de posse provisória e passada às suas mãos as chaves do conjunto de instalações.

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