04/05/2014 às 10h33min - Atualizada em 04/05/2014 às 10h33min

Maioria se relaciona com vizinhos só com bom dia, boa tarde e boa noite!

Enquete perguntou: Como você se relaciona com o seu vizinho?

Luiz Otavio Meneghite
Análise feita por Luiz Otavio Meneghite

Desde criança observei minha mãe se entender muito bem com todos os vizinhos e existe uma tendência muito grande dos filhos copiarem os pais. Assim, cresci com a imagem de que os vizinhos são nossos parentes mais próximos, embora exista quem garanta que em alguns casos, são nossos piores inimigos.

 As duas definições podem estar corretas, pois a nossa visão de vizinho bom ou ruim vai depender da reação de todos nós em relação a algum tipo de acontecimento. Quando houver algum motivo para reclamarmos de um vizinho, o ideal, antes de partirmos para a discussão, é dialogarmos, sem ofensas, sem provocações, pois a palavra que sai de nossas bocas pode criar arestas incontornáveis.

 Vários tipos de problemas são causadores de diferenças entre vizinhos: o cão que late muito à noite, uma obra interminável que além da sujeira traz barulho, uma lata de lixo colocada em frente à casa do seu vizinho, a varrição do passeio empurrando a sujeira para a frente da casa do outro, um carro estacionado na porta de sua garagem e o campeão de incômodos: quando o seu vizinho ouve música numa altura que te incomoda porque não permite que você assista a uma novela ou noticiário.

 Qual é a sua reação? Para evitar problemas é melhor que prevaleça o bom senso. Se tiver o número do telefone do vizinho, ligue para ele e peça educadamente para evitar continuar no erro.  Se você for ríspido ao fazer o pedido pode provocar uma reação inesperada e criar assim uma situação irreparável. O erro é dele, claro, mas você tem que se mostrar superior numa situação como essa e muitas vezes, o seu gesto de humildade, de conciliador, não o diminui. Pelo contrário, só engrandece e pode servir de lição para ele.

 É muito comum numa cidade pequena, onde a maioria das pessoas se conhece, os vizinhos se reunirem para 'fofocar' num momento de folga. Tem lugares que esse  hábito tem até hora para acontecer. Um ou outro mais atrevido acaba falando o que não deve e ai 'Inês é morta'.

 A mentirinha aparentemente dita para alegrar o ambiente de 'fofoca' pode ser o estopim de uma bomba caseira que vai explodir uma amizade de anos. A partir daí,  se afastam os pais e os filhos, constrangidos, acabam acompanhando o gesto deles e o ambiente fica intolerável.

 O relacionamento antes caloroso se torna frio. Até então considerado o parente mais próximo, o vizinho passa a ser o inimigo do dia a dia. Não podemos nem vê-lo que somos tomados de um sentimento de antipatia, para dizer o mínimo. Entramos em nossas casas e vamos para a frente da televisão ou do computador e não sabemos se o nosso vizinho está bem e se durante o dia precisou de uma palavra amiga ou de conforto.

 As calorosas reuniões das 'fofocas' diárias ficaram resumidas a um distante cumprimento de 'bom dia, boa tarde e boa noite'. Veja o resultado da enquete:


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