08/05/2014 às 08h30min - Atualizada em 08/05/2014 às 08h30min

Prefeitura vai construir creche com recursos do Governo Federal no antigo Orfanato

Creches e pré-escolas seguem projeto arquitetônico padrão

Luiz Otavio Meneghite
leopoldinense

O prefeito José Roberto de Oliveira assinou decreto declarando de utilidade pública, para fins de desapropriação amigável ou judicial, uma área de terreno com 3.973,52m2, localizado na esquina das avenidas Getúlio Vargas e Jehú Pinto de Faria, na região da Praça da Bandeira.

O ato foi publicado nesta quarta-feira, 7/5, na edição nº 1236, do Diário Oficial dos Municípios Mineiros, órgão no qual a Prefeitura de Leopoldina publica seus atos oficiais e que pertence à Associação dos Municípios Mineiros.

O terreno desapropriado é parte de uma área do antigo Orfanato Lenita Junqueira, recentemente doada à Casa de Caridade Leopoldinense, e será utilizado para a construção de uma Creche-Pré-Escola com recursos provenientes do PAC II do Governo Federal.

O termo de adesão ao programa federal já foi assinado pelo Prefeito de Leopoldina e no momento, o município está aguardando a liberação dos recursos para proceder à licitação. A previsão da Administração é de início das obras no segundo semestre.

Desde o ano passado, o prefeito José Roberto de Oliveira vem se empenhando junto ao MEC no sentido de garantir mais esta obra para o município. A Creche Proinfância atenderá plenamente aos anseios da população residente naquele complexo urbano que compreende os bairros Vila Miralda, Alto Ventania, Redentor, 5ª Residência, Caiçaras e Fábrica e adjacências da Praça da Bandeira.

Creches e pré-escolas seguem projeto arquitetônico padrão

A construção de escolas de educação infantil com recursos do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), iniciativa do governo federal que compreende creches e pré-escolas para crianças até cinco anos de idade, segue padrão arquitetônico definido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O projeto leva em conta as necessidades de desenvolvimento físico, psicossocial, intelectual e social dos estudantes na faixa de até cinco anos, em combinação com a diversidade do país nos aspectos ambientais, geográficos e climáticos.

O FNDE tem dois modelos de projetos a serem seguidos pelas prefeituras na construção de escolas de educação infantil pelo Proinfância, segundo a quantidade de estudantes a ser atendida em cada unidade, conforme as orientações da NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Projeto arquitetônico tipo B — Para construir a escola, a prefeitura precisa dispor de terreno com dimensões mínimas de 40 por 70 metros para área construída de 1.323,58 metros quadrados. O espaço tem capacidade para 240 crianças em dois turnos ou 120 em turno integral. O prédio, térreo, tem cinco blocos, distribuídos entre as funções administrativa, de serviços e multiuso e blocos pedagógicos, um pátio coberto e área externa para playground, torre de água e estacionamento.

No bloco administrativo ficam a secretaria da escola, sala dos professores, diretoria, almoxarifado e sanitários masculino e feminino para adultos. No bloco de serviços, rouparia, lavanderia, copa para funcionários, depósito de material de limpeza, vestiários masculino e feminino, despensa, cozinha, bufê e lactário. O bloco da creche, para crianças até três anos de idade, tem fraldário, sanitário e áreas de atividades, repouso, alimentação e solário. Já o bloco da pré-escola, para crianças de quatro e cinco anos, tem espaço de atividades, repouso e solário.

A complementação dos espaços para esses estudantes está no bloco multiuso que tem sala, sanitários para meninos e meninas, sanitários para adultos e para pessoas com deficiências, sala de informática e telefone.

Além de definir os espaços físicos, o projeto arquitetônico descreve os materiais de construção, acabamento, forro, telhado, acessibilidade, rampas de acesso e piso tátil, entre outros itens.

Para refrescar a memória(I)

Casa de Caridade Leopoldinense herda todos os bens do extinto Orfanato e adquire patrimônio imobiliário valioso

 Fernanda Espindola

Apesar de estar há menos de um ano à frente da Casa de Caridade Leopoldinense (CCL), a provedora Vera Maria do Valle Pires tem motivos de sobra para vislumbrar novos e bons tempos para o Hospital de Leopoldina. Além de ter assinado, recentemente, com o Governo de Minas, um convênio de R$ 2,9 milhões para a construção do novo Pronto-Socorro de Leopoldina e ampliação da Unidade de Tratamento Intensivo Adulto (UTI), a Casa de Caridade Leopoldinense tornou-se herdeira única de todos os bens do extinto Instituto Dona Lenita Junqueira, nome oficial do orfanato que por muitas décadas existiu em Leopoldina e que detém um patrimônio imobiliário altamente valorizado, o que pode significar a redenção financeira do único hospital do município.

Além da sede do Orfanato, a Casa de Caridade Leopoldinense também tomou posse de nada menos do que 115 mil m2 em terras que ficam no seu entorno e de outros 2 mil m2 referentes a terrenos situados nas ruas Joaquim Murtinho, Jehú Pinto de Faria e avenida Getúlio Vargas. Juntos, eles estão avaliados em cerca de 3 milhões.

De acordo com a provedora Vera Maria do Valle Pires, o Hospital já recebeu 11 propostas para a venda dos terrenos mas, segundo ela, o destino dos mesmos estará nas mãos do Conselho do Hospital. "Não faremos nada sem consultar o Conselho. Inclusive, já ficou decidido que as terras serão vendidas aos poucos e utilizadas de acordo com a demanda do Hospital", explicou a provedora, acrescentando:

 -Já fomos procurados também por uma empresa de engenharia, que está interessada em fazer um loteamento na parte baixa do terreno. Vamos avaliar todas as propostas e, com calma, faremos o que for melhor para o hospital-.

Ainda de acordo com Vera Pires, o contrato de doação do Orfanato incluiu duas cláusulas a serem rigorosamente cumpridas pela CCL: "O Hospital terá de doar 7.500m2 do terreno para a construção da nova sede da Associação Conhecer Educação e Cultura e ficará responsável por cuidar da única jovem que ainda morava no Orfanato e hoje reside numa casa no centro da cidade. O Hospital se comprometeu a custear integralmente as despesas de moradia, alimentação, educação e médica, já que a jovem necessita de cuidados especiais", explicou Vera Pires.  

Conselho aprova permuta com a Energisa

No dia 2 de outubrode 2013, em Assembléia Geral Extraordinária, membros do Conselho da Casa de Caridade Leopoldinense (CCL) aprovaram, por unanimidade, a proposta de permuta da Energisa Minas Gerais de uma área de 6.000m2 (de propriedade da distribuidora de energia em comum com a CCL e avaliada em R$ 840.000,00) com um imóvel localizado na Rua Manoel Lobato, no centro da cidade.

A área em questão fica no entorno da CCL e foi ajudicada em processo de cobrança pela própria Energisa, em função de uma dívida de R$ 815.520,00 da CCL com a mesma. Pela permuta, a CCL receberá um terreno de 2.030m2, que fica na Rua Manoel Lobato, onde funcionam atualmente a Escola Infantil Novo Horizonte e uma barbearia. Avaliado em R$ 900.000,00, o referido terreno está em nome do Orfanato Dona Lenita Junqueira, que também foi doado à CCL em virtude da dissolução do mesmo.

Com a permuta, o terreno passa a ser exclusivamente da Casa de Caridade Leopoldinense e será utilizado para a construção do novo Pronto-Socorro, colocando fim no processo judicial e evitando a alienação judicial de outras áreas de Hospital. Com esse investimento, o Hospital de Leopoldina fará parte da Rede de Urgência e Emergência Macrorregião Sudeste, que será gerenciada pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISDESTE), cujo presidente é o prefeito de Leopoldina, José Roberto de Oliveira, e vai organizar o atendimento de urgência e emergência dos 94 municípios dessa macrorregião.

Para refrescar a memória (II)

Casa de Caridade Leopoldinense oficializa transferência de bens do extinto orfanato para o hospital

Dr.Ivan Müller Botelho, presidente do Conselho do Grupo Energisa, foi homenageado     


Fernanda Espíndola  com fotos de Serginho França

No último dia 13 de dezembro, a Casa de Caridade Leopoldinense, através da sua atual administração, oficializou a transferência dos bens do extinto Instituto Dona Lenita Junqueira para o hospital homenageando o presidente do Conselho do Grupo Energisa, Dr. Ivan Müller Botelho, e Mônica Pérez Botelho, Presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho. O evento aconteceu no salão da Coopleste e contou com a presença de representantes da sociedade civil organizada, do poder público municipal e de convidados.

Em seu discurso, a atual provedora da Casa de Caridade Leopoldinense, Vera Maria do Valle Pires, relembrou as dificuldades enfrentadas em seu primeiro ano de gestão, agradeceu o apoio da equipe jurídica da Energisa, de médicos e funcionários do hospital, exaltou a solidariedade da população leopoldinense diante das carências do hospital e o empenho de políticos na transferência de verbas públicas para a instituição. "Temos o desafio de utilizar muito bem esse patrimônio porque a transferência de bens do extinto Instituto Dona Lenita Junqueira para o hospital será de fundamental importância não só para a melhoria da qualidade de atendimento à população mas também para a "saúde" do próprio hospital", salientou Vera Pires. 

Já Dr. Ivan Müller Botelho, em seus agradecimentos, parabenizou o trabalho desenvolvido pelo Centro Educacional Conhecer (que participou da homenagem apresentando alguns dos projetos desenvolvidos na escola), rendeu homenagens aos fundadores do extinto Orfanato e do Hospital, relembrou o trabalho de seu pai, o saudoso Dr.Ormeo Junqueira Botelho, que foi tesoureiro e provedor do Hospital por 49 anos, e exaltou os fundadores do antigo Instituto Lenita Junqueira que, segundo ele, com privilegiada visão empreendedora e filantrópica, o criaram para total benefício dos leopoldinenses e de toda a região.

Impossibilitada de estar presente, a ex-presidente do Instituto e presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, Sra. Mônica Botelho, também foi homenageada com flores e uma placa de prata e, junto ao seu pai, Dr. Ivan Müller Botelho, teve seu nome inscrito na placa a ser afixada na Casa de Caridade Leopoldinense.


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