16/05/2014 às 13h08min - Atualizada em 16/05/2014 às 13h08min

Leopoldina, cidade do desmazelo

Por toda a Avenida dos Expedicionários se vê lixo, cães e placas de propaganda, além dos canteiros abandonados

Luciano Baía Meneghite
Leopoldinense

Leopoldina vista de longe, por quem passa pela BR 116, a "Rio-Bahia", ou do alto de algum morro, é uma cidade muito bonita, mas é só andar por algumas ruas e constatar de perto o quanto é mal tratada. Não só pelo poder público, mas pela própria população.

  O jornal Leopoldinense já fez diversas matérias a respeito, mas passados anos a constatação é de que pouco ou nada mudou. A cidade não cuida dela mesma. De modo geral, há apenas a preocupação de se construir coisas novas,  na maioria das vezes sem planejamento algum.  O que já existe, principalmente prédios e logradouros públicos, não recebem a manutenção adequada e sofrem com vandalismo e desmazelo por parte considerável da população.

  Algumas leis existem, mas não há quem as faça cumprir plenamente. Um exemplo é a lei de autoria do vereador Diego Sávio, sancionada pelo prefeito no final de 2013, que autoriza a prefeitura a remover veículos abandonados em logradouros públicos. A iniciativa foi boa, diminuiu o abandono, mas ainda é possível ver em alguns lugares veículos até tomados por mato. A lei não valeu para todos. O mesmo se pode dizer das calçadas ocupadas por mercadorias, mesas e placas de casas comerciais. Recentemente houve uma boa ação da fiscalização municipal em pontos do centro, mas ainda há uma resistência em se obedecer a leis, principalmente em bairros de Leopoldina.

  Há também omissão em alguns casos por parte da prefeitura resultando em verdadeiros absurdos, como a apropriação por particulares de áreas públicas. Só criar leis não resolve. Só fiscalização não resolve. A ignorância é a mãe e o pai de todos os males. Existem alguns bons exemplos de cidadãos que voluntariamente cuidam de algumas áreas urbanas, mas estes são raros. Enquanto as maiorias dos habitantes da cidade não tiverem uma boa formação, veremos   imagens como estas das fotos abaixo.

 

         

Placas de propaganda e cães abandonados

 

 Entulho, lixo e capim se acumulam em muitas ruas.

 

         

Idosos e deficiente físicos tem dificuldades de passar em muitas calçadas como esta na Manoel Lobato.

 

Calçada de terreno é usada para despejo de entulho ignorando o pedido da placa no detalhe.

 

 

           

Alguns lugares ainda insistem em obstruirem calçadas dificultando passagem de pedestres.

Na Avenida dos Expedicionários mato toma calçada e asfalto

 

       

No centenário de Augusto dos Anjos a homenagem é um oiti semi-morto servindo de lixeira quase em frente ao museu   

 

Na rua Antônio do Couto construção de garagem avançou pelo passeio.

 

 

            

Veículos abandonados continuam obstruíndo ruas cmo este caminhão na rua Nilo Colona dos Santos.

 

Praça do Rosário é um dos lougradouros cuidados pelo voluntário Sérgio Lacerda

 

Nossa pequena colaboração identificando quem dá nome à nossa rua.

Uma boa idéia seria transformar terrenos baldios em hortas como esta na Cohab Velha cuidada por Geovane Pimentel.

  

 

 

 


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