13/05/2017 às 18h25min - Atualizada em 13/05/2017 às 18h25min

Quase 60% do grupo prioritário não se vacinou contra a gripe em Minas

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe termina em duas semanas e, até o momento, apenas 41% do público alvo foi imunizado

Letícia Fontes
O Tempo
Cidades - Pessoas sao vacinadas no Centro de Saude Tia Amancia no Sao Bento em Belo Horizonte , na manha deste sabado (13), Dia D da campanha de Vacinacao contra a Gripe . Foto: Alex de Jesus / O Tempo 13/05/2017

Com mais duas semanas restantes, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe pretende convocar quase 60% do grupo prioritário do Estado para se vacinar. Até o momento, apenas 41% da população entre os grupos prioritários procuraram os postos de vacinação em Minas Gerais. Convocando a população a procurarem os postos de saúde na tentativa de aumentar a imunização em todo o Estado, ontem, a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas promoveram o D de mobilização Nacional da Campanha de Vacina Contra a Influenza. Ao todo, 152 centros de saúde da capital, ficaram abertos das 8h às 17h, exclusivamente para a vacinação.

Até o momento, 330 mil pessoas foram vacinadas na capital desde o início da Campanha em 17 de maio. A expectativa é que até 26 de maio, 824 mil pessoas estejam protegidas na capital e 5,5 milhões no Estado.

De acordo com o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, a baixa procura tem uma explicação. Este ano, sete óbitos, até o momento, foram confirmados provenientes do vírus no Estado. Ano passado, foram 290 mortes confirmadas em Minas. "Ano passado, tivemos um uma circulação maior do vírus H1N1, mas é preciso cuidado da mesma forma, até porque vemos um crescimento, em relação ao ano passado, dos casos de H3N2. As pessoas devem entender que o risco existe. São vírus capazes de matar ou de prejudicar a saúde”, destacou.

Além da prevenção, a gerente de Vigilância em Saúde e Informação da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Lúcia Paixão, reforçou também a importância de atentar para as outras formas de prevenção. “É importante destacar que também existem outras formas de prevenir a doença, como lavar as mãos com frequência, evitar tocar olhos, boca e nariz após contato com superfícies, manter os ambientes arejados e não compartilhar objetos de uso pessoal,” frisou.

Um dos grupos com menor adesão é o dos professores, com 20% de cobertura vacinal. Dentre as crianças de 6 meses a 4 anos, a cobertura está em 25%. A meta definida pelo Ministério da Saúde é de vacinar 90% do público. Podem receber a vacina pelo SUS pessoas acima de 60 anos; crianças entre 6 meses e 4 anos; trabalhadores da área de saúde; gestantes; puérperas (em até 45 dias após o parto); portadores de doenças crônicas; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema prisional e professores.


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