24/05/2017 às 18h35min - Atualizada em 24/05/2017 às 18h35min

Bate-boca, empurra-empurra e muita confusão na Câmara após decisão de uso das Forças Armadas

Ao saber que o presidente da Câmara havia pedido o uso das Forças Armadas, até 31 de maio, para atuar na contenção de manifestações, deputados da oposição se revoltaram e trocaram agressões com governistas. Sessão foi suspensa por 30 minutos

Por Joelma Pereira
Congresso em Foco
Logo após um discurso crítico do líder do Psol, Glauber Braga (RJ), quanto ao pedido atribuído ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que fosse autorizado uso das Forças Armadas em Brasília nesta quarta-feira (24), os parlamentares quase se esmurraram no plenário da Câmara. O decreto de uso extraordinário das forças de segurança foi provocado pelo acirramento do ato intitulado #OcupaBrasília, realizado na capital federal e em outros cantos do país, cuja pauta principal é a saída do presidente Michel Temer e a realização de eleições diretas no país.
 

“Não há mais qualquer possibilidade de continuidade dessa sessão. Não imaginem que com ato de força irão nos calar. A utilização deste estado de sítio, não imaginem que vai calar o povo brasileiro. O povo brasileiro quer fora Temer e diretas já!”, esbravejou Glauber Braga.

Aos gritos de “renúncia coletiva do presidente do Senado, da Câmara e do presidente da República” a confusão começou. Com dedos em riste, empurra-empurra, gritos e agressões verbais, os deputados de oposição e da base travam uma batalha na Câmara. (Assista ao vídeo abaixo).

Rodrigo Maia havia deixado o plenário, mas voltou após o tumulto para negar que tenha pedido ao governo o emprego das Forças Armadas. “Eu quero deixar claro que o meu pedido ao governo foi do apoio da Força Nacional”, disse o deputado, que, em seguida, deixou novamente a sessão que foi suspensa por 30 minutos.

Ao anunciar o uso das forças armadas em Brasília até o dia 31 de maio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o presidente Michel Temer autorizou a pedido do presidente da Câmara.

Assista ao vídeo abaixo:


 
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