08/06/2017 às 19h48min - Atualizada em 08/06/2017 às 19h48min

Fundação Cristiano Varella participa de debate na Câmara dos Deputados sobre desafios para combate ao câncer

Ricardo Barros, ministro da saúde (à esquerda) ao lado de Sérgio Henriques, diretor administrativo FCV
A Fundação Cristiano Varella foi representada, através de seu diretor administrativo, Sérgio Dias Henriques, nesta terça-feira (06), em um debate realizado no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília/DF. Ocasião em que foram apontados assuntos relacionados aos desafios enfrentados no país para o combate ao câncer. Prevenção, diagnóstico, acesso ao tratamento e o financiamento foram alguns dos itens abordados. A proposta do debate foi uma iniciativa do deputado Caio Narcio (PSDB/MG), que já perdeu familiares para a doença.

Sérgio Dias Henriques, diretor administrativo do Hospital do Câncer de Muriaé da Fundação Cristiano Varella durante seu discurso apontou algumas dificuldades enfrentadas pelos pacientes que sofrem com o câncer ao procurar tratamento para doença nos hospitais Brasil afora. Sérgio destacou a cruel corrida contra o tempo que é questão de vida ou morte para essas pessoas.Também lembrou as longas filasencontradas por esses pacientes para conseguir acesso a exames, biópsias, cirurgias, quimioterapia, radioterapia e outros. Ele aproveitou ainda o espaço para relatar que o sistema padece com recursos obsoletos e tabelas de preços que não são reajustadas há mais de dez anos.

“Como discutir a incorporação de novas tecnologias nesse cenário? O tratamento avança, com novas tecnologias e maiores chances de cura, mas ainda atrelados a custos astronômicos, o que faz com que muitas vezes o acesso ocorra por determinação judicial”, afirmou Sérgio.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, que estava presente no debate admitiu que o Brasil não dispõe de recursos para dar tratamento para todos os brasileiros como deveria. Segundo ele, as novas tecnologias e os tratamentos individualizados são muito caros, mas ressaltou que o país tem buscado outros caminhos, seja pelo investimento em prevenção ou pelo barateamento da produção de medicamentos.

“Economizamos R$ 3,2 bilhões neste primeiro ano de gestão, praticamente reduzindo preço de medicamento. Quanto mais barato, mais acesso damos às pessoas. Precisamos resistir à pressão da indústria farmacêutica em descontinuar a produção de medicamentos baratos”, disse o ministro.


Sérgio Henriques, diretor administrativo FCV dircusando no plenário da Câmara dos Deputados

Números do câncer no Brasil

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2016 e 2017, aproximadamente 600 mil pessoas desenvolverão algum tipo de câncer no Brasil, dos quais cerca de 180 mil serão de pele, 61 mil de próstata e 58 mil de mama. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer é responsável por uma em cada seis mortes no mundo.

Ainda de acordo com a OMS, no mundo a cada ano, 8,8 milhões de pessoas morrem de câncer. O principal problema, segundo a entidade, é a demora no diagnóstico da doença. Por isso, a OMS afirma que é necessário investir em equipamentos médicos, no fortalecimento dos serviços de saúde e no treinamento de profissionais da saúde para que eles possam realizar diagnósticos apurados rapidamente.

Além disso, também é preciso garantir que as pessoas vivendo com câncer tenham acesso a tratamento seguro e efetivo. Os diagnósticos precoces, ressalta o Inca, podem aumentar a possibilidade de cura para alguns cânceres e reduzir a morbidade resultante da doença e de seu tratamento.

 
Fonte: Câmara dos Deputados/INCA
 
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