04/10/2017 às 18h17min - Atualizada em 04/10/2017 às 18h17min

Barragem construída no Clube do Moinho represou água do córrego Feijão Cru

Clube envia nota de esclarecimento

Luiz Otávio Meneghite


Uma pequena barragem construída no leito do córrego Feijão Crú, numa área pertencente ao Clube do Moinho, na altura do bairro de Fátima, foi descoberta por acaso quando as Secretarias Municipais de Saúde e de Serviços Urbanos traçaram uma estratégia de trabalho conjunto para o combate a vetores.

Segundo o jornal Leopoldinense apurou, o plano de trabalho estabelecido utiliza homens da Secretaria de Serviços Urbanos na capina das margens do córrego Feijão Crú ao mesmo tempo em que um grupo de agentes de combate a endemias faz a aplicação de venenos para eliminação de ratos, pernilongos e o Aedes Aegypti.

De acordo com uma fonte do jornal o trabalho foi iniciado no bairro Pinguda de onde desce a água que vem da nascente do Feijão Crú. Para surpresa das equipes das duas Secretarias, ao adentrarem nas dependências do Clube do Moinho (o córrego passa em terreno de sua propriedade) depararam com uma barragem que represava quase todo o volume da água. Na represa estava instalada uma bomba que jogava água para irrigar as áreas verdes do clube.

O filete d’água que passava sobre a barragem para seguir o curso do córrego ainda encontrava outra barreira formada por galhos, troncos e muitas folhas, parecendo  ser resultado de podas feitas dentro do clube.

Tão logo tomou conhecimento da situação a Secretaria Municipal de Saúde acionou a Procuradoria Geral do Município e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e os dois órgãos sugeriram que além de uma notificação da equipe de combate a endemias fosse feito contato com a Polícia Militar do Meio Ambiente. O Subtenente Carpinetti compareceu ao local e após as devidas notificações parte da barragem foi retirada.

Em contato com o Subtenente Carpinetti o jornal Leopoldinense apurou que o Clube do Moinho recebeu três notificações referentes às três intervenções observadas no local, quais sejam a construção da barragem, a captação de água e o descarte de podas no leito do córrego abaixo da barragem. O valor total das três multas aplicadas giram em torno de R$12.000,00.

Após a notificação recebida a secretaria do clube, no mesmo momento tomou as cabíveis providências e desbloqueou a represa fazendo com que a água voltasse a correr seu percurso natural.


O jornal Leopoldinense procurou o advogado do Clube do Moinho, Dr. Pompilio Guimarães que expediu a posição oficial do clube.

NOTA OFICIAL

Leopoldina, 04 de outubro de 2017.
 
Senhor Editor,
 
Em atenção à disponibilização de espaço oferecido por este conceituado periódico para que o Clube do Moinho se manifestasse sobre o pequeno represamento de água no Córrego Feijão Cru e sua utilização para irrigar o campo de futebol do clube, temos a esclarecer o seguinte:
  1. O pequeno represamento que ali existia era constituído de alguns poucos sacos de areia e já existia há aproximadamente 15 (quinze) anos, não sabendo a atual diretoria precisar quem autorizou ou foi o responsável por sua construção;
  2. O Clube do Moinho não tem conhecimento de que este pequeno barramento tenha causado qualquer tipo de dano a quem quer que seja e jamais foi informado que tal fato fosse contrário as normas vigentes;
  3. Que assim que foi notificado pela Polícia Ambiental, a atual diretoria do Clube do Moinho promoveu, em menos de 24 horas, a retirada integral dos referidos sacos de areia, retornando imediatamente o Córrego do Feijão Cru ao seu estado original;
  4.  O Clube do Moinho sempre pautou suas ações no irrestrito respeito às leis e ao meio ambiente e assim continuará agindo.
 
Atenciosamente,
 
Clube do Moinho


 
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