09/11/2017 às 08h14min - Atualizada em 09/11/2017 às 08h14min

Conservatório vai à praça Félix Martins para matricular alunos

Todos os cursos são gratuitos e não há taxa de matrícula. Dúvidas podem ser tiradas pelo telefone (32) 3441-1647.

Edição: Luiz Otávio Meneghite
Praça Félix Martins (Foto de João Gabriel Baia Meneghite)
A diretora do Conservatório Estadual de Música Lya Salgado, professora Simone Seoldo enviou mensagem ao jornal Leopoldinense solicitando apoio na divulgação da abertura de matrículas de novos alunos, crianças a partir de 6 anos de idade e adultos, para os cursos de flauta transversa, flauta doce, violino, saxofone, violão, piano, teclado e canto lírico.

No próximo sábado, 11 de novembro, a partir das 09h30min, uma equipe do Conservatório estará em tenda armada na Praça Félix Martins, para realizar matrículas sendo exigidos comprovante de residência, atestado de escolaridade e carteira de identidade. Todos os cursos são gratuitos e não há taxa de matrícula. Dúvidas podem ser tiradas pelo telefone (32) 3441-1647.

Conservatório foi criado há 63 anos, mas só foi instalado 15 meses depois

Luiz Otavio Meneghite

Criado pela Lei nº 1.123, de 03 de novembro de 1954, o Conservatório Estadual de Música Lya Salgado foi instalado e passou a funcionar em 23 de janeiro de 1956, no segundo andar do prédio do antigo Gymnásio Leopoldinense. O feito é creditado ao ilustre leopoldinense, Clóvis Salgado, ex-vice-Governador de Minas Gerais e ex-Ministro da Educação. 

O nome dado ao Conservatório foi uma homenagem à esposa de Clóvis Salgado, a cantora lírica Lya Salgado. Desde a sua criação o Conservatório tem revelado inúmeros talentos, despertado o gosto pela arte musical e a sensibilidade de várias pessoas que iniciaram sua formação nesta escola, seguiram seus estudos na área, graduaram-se, licenciaram-se e hoje estão novamente no Lia Salgado, colocando em prática seu aprendizado e ensinando música às novas gerações. 

Os cursos oferecidos são: Curso de Educação Musical - Violão, Piano, Violino, Saxofone,  Flauta Doce, Flauta Transversa e Canto. Curso de Educação Profissional - Violão, Piano, Flauta Doce, Flauta Transversa e Canto. O Conservatório sempre procurou ser um espaço aberto à comunidade, não apenas abrindo-lhe suas portas, mas indo-lhe ao encontro, participando de eventos locais e regionais também levando o trabalho de seus alunos e professores à população, das formas mais variadas, através de grupos instrumentais e corais, participando de eventos cívicos, inaugurações e festejos. 

Alunos e professores do Conservatório desenvolvem no decorrer do ano letivo diversos projetos, audições, festa do folclore, desfiles e o ano letivo é marcado com a realização do grandioso espetáculo denominado Concerto de Natal. Mesmo com uma história tão marcante, o Conservatório Estadual de Música "Lia Salgado" tem sido, desde a sua instalação em 1956, hóspede da Escola Estadual Professor Botelho Reis(antigo Gymnásio Leopoldinense) ou, como preferem alguns, sua escola de música coabita no mesmo prédio da escola de ensino fundamental e ensino médio. 

Em Minas Gerais há somente doze conservatórios de música e o de Leopoldina é o único que ainda não possui sua sede própria. Por fora, a suntuosidade clássica da arquitetura do prédio encanta a todos que passam pela Praça Professor Botelho Reis, popularmente conhecida como Pracinha do Ginásio. Mas, como registra o dito popular: "Quem vê cara não vê coração", quem não o conhece por dentro não imagina que o Conservatório funciona precariamente naquelas instalações que não foram construídas para a finalidade a que ele se propõe. Seus mais de  1.600 alunos e mais de 100 funcionários estão mal instalados, as salas não têm isolamento acústico, não existe um auditório para apresentações, não existe acessibilidade. Enfim, o local é impróprio para funcionar uma escola de música. 

As dificuldades atuais estão longe de ter um fim com a construção da sonhada sede própria do Conservatório. Um prédio pensado, planejado e projetado com todos os requisitos de uma verdadeira escola de música. Talvez, mais do que recursos, falte força e empenho político.
 
Fonte> Conteúdo extraído do site www.leopoldinense.com.br

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