21/11/2017 às 17h00min - Atualizada em 21/11/2017 às 17h00min

Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais promoveu o I Seminário Mineiro de Genealogia

A pesquisadora Nilza Cantoni proferiu a palestra “Savino: de Ispani para Leopoldina. A origem italiana de Fernando Sabino

No dia 18/11/2017, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, foi realizado o I Seminário Mineiro de Genealogia, que contou com a presença de mais de uma centena de pessoas, incluindo o Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha; familiares do escritor Fernando Sabino, bem como sobrinhos do Cônego Raymundo Octávio da Trindade, ilustre genealogista mineiro já falecido.
 
Na primeira parte do seminário, a pesquisadora Nilza Cantoni (foto) proferiu a palestra “Savino: de Ispani para Leopoldina. A origem italiana de Fernando Sabino”, que muito emocionou Bernardo Sabino, filho do escritor, e outros parentes dele que prestigiaram o evento.
 
Abordando o contexto histórico e econômico do final do século XIX, época na qual muitos italianos se estabeleceram em Leopoldina, Minas Gerais, a palestrante Nilza Cantoni tratou da genealogia da família Savino (com “v”) desde a origem, em Ispani, na Província de Salerno, na Itália meridional; bem como das atividades exercidas pelo avô paterno e outros parentes do escritor; além das relações comerciais e de parentesco dos Savinos com outras famílias italianas estabelecidas na região, tais como Pagano, Petrola e Apprato.
 
A palestrante Nilza Cantoni ainda explanou sobre a ascendência materna de Fernando Sabino, que descende das famílias Souza Werneck, Correa de Lacerda, Souza Guarda e Chaves Cabral.
 
Outro interessante tema foi abordado pelo historiador e genealogista Carlos Eduardo de Almeida Barata, sobre o tema: “A genealogia como instrumento de identificação da mobilidade brasileira, em razão de eventos políticos e culturais”.
 
Carlos Eduardo de Almeida Barata discorreu sobre o fluxo migratório no território brasileiro, sob o ponto de vista genealógico, desde a época das Capitanias Hereditárias. Falou a respeito da importante presença de famílias castelhanas em São Paulo no período da União Ibérica; da grande expansão territorial decorrente das entradas e bandeiras; da invasão holandesa no Nordeste brasileiro, da inquisição no Rio de Janeiro, da expulsão dos Jesuítas, do ciclo do ouro em Minas Gerais e outros fatos históricos e sociais que influenciaram a movimentação de famílias por todo Brasil ao longo dos séculos. O palestrante também destacou as famílias mineiras que descendem de troncos paulistas e de pessoas que vieram de Colônia do Sacramento.


O seminário foi encerrado com homenagens póstumas ao Cônego Raymundo Octávio da Trindade, que viveu muitos anos em Mariana, onde dirigiu o arquivo eclesiástico por mais de 20 anos, além de, em 1944, inaugurar e dirigir por 15 anos, o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto.
 
Após discurso do genealogista Iácones Batista Vargas, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Desembargador Aluízio Alberto da Cruz Quintão, assinou o ato de criação da “Medalha do Mérito Genealógico Cônego Raymundo Octávio da Trindade”, a ser concedida anualmente a pessoas físicas e jurídicas com reconhecidos méritos na pesquisa genealógica ou na preservação de acervo documental de importância para a genealogia.
 
As duas medalhas outorgadas no dia do seminário foram: uma para a Arquidiocese de Mariana, recebidas pelas mãos do Arcebispo Dom Geraldo Lyrio Rocha, e outra para Cônego Raymundo Octávio da Trindade (in memoriam), recebida por seu sobrinho-neto Márcio Barreto.

Na ocasião, os familiares do Cônego Trindade formalizaram a doação de livros e farta documentação do acervo do ilustre genealogista ao Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.
 
Fonte> Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
 
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