26/12/2017 às 14h20min - Atualizada em 26/12/2017 às 14h20min

2017 foi um ano conturbado e escandaloso, de manipulações e mentiras

O ano de 2017, no aspecto coletivo, não está deixando saudades, mas não podemos sucumbir ao pessimismo e ao radicalismo que ele deixou como legado

Max Alan Matheus (*)
Se finda 2017. Um ano conturbado e escandaloso. Um ano de falcatruas, mas também de manipulações e mentiras. Um ano de Lava-jato. Onde juízes e promotores buscaram mais se promoverem na mídia do que realmente fazer justiça, pois, não demonstraram imparcialidade e impessoalidade. Um ano de intensa lavagem cerebral por parte da grande mídia, que, também, promoveu a discórdia e o enfraquecimento da família brasileira. Um ano onde a corrupção gravada e escancarada do Presidente da República foi abafada pela já famosa compra de congressistas. E o povo assistindo passivamente a tudo isto.

Um ano em que o governo conseguiu “estancar a sangria”. Gilmar Mendes e Dias Tófoli soltaram vários de corruptos graúdos, deixando juízes inconformados e desanimados. Um ano de um STF inerte ou até covarde. Um ano onde os radicais de direita cresceram em todo o mundo, especialmente na maior potência do globo, os Estados Unidos. Com certeza, regredimos muito. A paz cada vez mais distante. A guerra e a intolerância crescendo assustadoramente mundo afora. Uma parcela considerável da população iludida em resolver todos os problemas com o uso literal do provérbio “olho por olho, dente por dente”.

O ano de 2017, no aspecto coletivo, não está deixando saudades, mas não podemos sucumbir ao pessimismo e ao radicalismo que ele deixou como legado. 

Vamos receber 2018 com mais esperança. Com vontade de melhorar, mas com razão suficiente para não deixar que grupos econômicos poderosos, especialmente do mercado financeiro e da grande mídia dominada por poucas e abastadas famílias nos enganem.Será um ano em que muitas coisas acontecerão nos bastidores, especialmente durante a copa do mundo, pois é o momento em que o povo esquece ou não presta atenção nos atos políticos ou governamentais.

Portanto, que venha 2018. Que seja um ano de boas novas, boas escolhas e união popular em direção às grandes melhorias de tempos passados. De redução das distâncias ente pobres e ricos, de redução da concentração de renda. Preservar as melhorias conquistadas no passado não significa, de forma alguma, deixar de avançar no combate à corrupção. Mas é preciso analisar e pensar por si. Ter muito cuidado com a manipulação da grande oligarquia brasileira que não quer perder seu “status quo”. Feliz 2018 a todos os leitores e amigos do Jornal Leopoldinense. Que Deus nos una e nos ilumine para trabalharmos juntos para um país forte, saudável e educado.

(*) Eletrotécnico formado pelo Cefet-MG; Formado em Direito pela Faculdade Doctum/ Leopoldina,  habilitado pela OAB/MG; Especialista em Direito Público, Direito Penal e Processo Penal pela Universidade Cândido Mendes/Plenarius;  Oficial de Justiça Avaliador do TJMG.
 
 
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