Filtro de barro cru: cultura industrial tradicional de Recreio pode acabar
André da Silva, coordenador da Cerâmicas Recreio, vê muitas dificuldades para atender o grande mercado conquistado, por falta de novos ceramistas.
Will Sérgio Brum (*)
Ninguém duvida que Recreio foi, durante mais de 100 anos, o grande complexo cerâmico da Zona da Mata. Eram mais de 100 trabalhadores produzindo filtros, vasos e manilhas de barro cru para cidades de uma grande região compreendendo os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os filtros marca “IDEAL”dominavam o mercado. Saíam de Recreio, só de filtros, mais de 30 mil peças/mensais, fora dezenas de caminhões de manilhas e vasos. Recreio tinha nas cerâmicas sua grande referência comercial. Hoje, tudo se transformou, as cerâmicas de grande porte acabaram, e só resta tradicionalmente uma, (na antiga Cerâmica Ideal), a Cooperativa Cerâmicas Recreio, dirigida pelo ceramista André da Silva, 40 anos que também vê, caso não apareçam novos ceramistas, a extinção de vez da tradicional atividade industrial (e artesanal) de Recreio.
Segundo André “chegamos a vender 5 mil filtros/mês e 3 mil 500 vasos/mês, há poucos anos atrás. Tínhamos 25 trabalhadores. Hoje não temos quase nada. Os poucos ceramistas existentes estão velhos e abandonando a atividade. Temos mercado, mas estamos sem produção.”. Assegura que é preciso aproveitar o mestre ceramista Joaquim Donato (maior expressão da cerâmica em Recreio) e abrir escola para formar novos ceramistas. “Mercado de trabalho tem! O ceramista Joaquim Donato poderia, com o apoio dos poderes municipais, com seu vasto conhecimento e talento formar grandes ceramistas, em seu atelier ”.
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A saída para tudo isso, antes que seja tarde, é o aproveitamento do maior mestre do barro de Recreio, Joaquim Donato, na formação de novos ceramistas.
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André da Silva, administrador das Cerâmicas Recreio, viu produção cair de 5 mil filtros para 2 mil 500 por falta de mão-de-obra.
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Caso não apareçam novos ceramistas será extinta de vez a tradicional atividade industrial (e artesanal) de Recreio.
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Os filtros marca “IDEAL”dominavam o mercado. Saíam de Recreio, só de filtros, mais de 30 mil peças/mensais.
(*) Jornalista Profissional Reg. Prof. nº 2496 DRT\MG--Editor do Jornal Digital Voz da Cidade, de Recreio-MG
Ninguém duvida que Recreio foi, durante mais de 100 anos, o grande complexo cerâmico da Zona da Mata. Eram mais de 100 trabalhadores produzindo filtros, vasos e manilhas de barro cru para cidades de uma grande região compreendendo os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os filtros marca “IDEAL”dominavam o mercado. Saíam de Recreio, só de filtros, mais de 30 mil peças/mensais, fora dezenas de caminhões de manilhas e vasos. Recreio tinha nas cerâmicas sua grande referência comercial. Hoje, tudo se transformou, as cerâmicas de grande porte acabaram, e só resta tradicionalmente uma, (na antiga Cerâmica Ideal), a Cooperativa Cerâmicas Recreio, dirigida pelo ceramista André da Silva, 40 anos que também vê, caso não apareçam novos ceramistas, a extinção de vez da tradicional atividade industrial (e artesanal) de Recreio.
Segundo André “chegamos a vender 5 mil filtros/mês e 3 mil 500 vasos/mês, há poucos anos atrás. Tínhamos 25 trabalhadores. Hoje não temos quase nada. Os poucos ceramistas existentes estão velhos e abandonando a atividade. Temos mercado, mas estamos sem produção.”. Assegura que é preciso aproveitar o mestre ceramista Joaquim Donato (maior expressão da cerâmica em Recreio) e abrir escola para formar novos ceramistas. “Mercado de trabalho tem! O ceramista Joaquim Donato poderia, com o apoio dos poderes municipais, com seu vasto conhecimento e talento formar grandes ceramistas, em seu atelier ”.
(*) Jornalista Profissional Reg. Prof. nº 2496 DRT\MG--Editor do Jornal Digital Voz da Cidade, de Recreio-MG