19/01/2018 às 12h36min - Atualizada em 19/01/2018 às 12h36min

Carreta volta a arrebentar cabos de comunicação na Praça do Urubu

Veículos de grande porte, geralmente utilizados no transporte rodoviário de mercadorias, causam problemas com frequência nas vias públicas de Leopoldina.

Edição: Luiz Otávio Meneghite
Uma carreta baú de grande porte, pertencente à Eletrozema voltou a causar danos na rede de cabos de comunicação, no início da tarde desta quinta-feira, 18 de janeiro, na Praça Juiz Gama Cerqueira, popularmente conhecida como Praça do Urubú, deixando grande parte de Leopoldina sem acesso à internet, inclusive a redação do jornal Leopoldinense.

Técnicos de empresas de telecomunicações trabalharam no local até o final da noite e completaram o serviço de reparos e manutenção na manhã desta sexta-feira (19). O serviço foi totalmente restabelecido por volta do meio dia.

Há poucos dias, o médico Dr. Dilfar Monteiro Arruda enviou fotografia à redação do jornal Leopoldinense registrando o momento em que uma carreta-baú da mesma empresa de eletrodomésticos com filial em Leopoldina, arrebentou cabos de telecomunicação aérea no mesmo local. Naquela ocasião, em mensagem enviada via WhatsApp ele comentou que não era a primeira vez que isso acontecia. Infelizmente, o fato tem se repetido com muita frequência.

Outro leitor enviou manifestação ao jornal questionando as autoridades quanto a fiscalização das instalações, orientando os órgãos competentes a verificarem as normas técnicas no que diz respeito a altura dos fios que atravessam as vias. Outro leitor observou que o porte das carretas é peculiar no transporte rodoviário e não em vias públicas de cidades pequenas como Leopoldina.

Nota do Editor

Realmente, é muito comum observar que carretas de grande porte, geralmente utilizadas no transporte rodoviário de mercadorias, causam problemas nas vias públicas de Leopoldina, seja na obstrução do trânsito ao estacionarem em pontos de carga e descarga localizados em ruas estreitas e de grande movimento, seja trafegando de forma lenta à procura de local para estacionar, causando retenção no já caótico trânsito da cidade.

Desde o início da década de 1970 o problema já causava preocupação, ao ponto do então vereador Ely Rodrigues Neto ter apresentado uma proposta na Câmara Municipal de Leopoldina para inibir o tráfego de grandes caminhões pelas ruas de Leopoldina. Sua proposta não foi aceita porque entenderam que ela prejudicaria o comércio local.

Anos mais tarde, no final da década de 1980, quando foi prefeito Antônio Márcio Cunha Freire, o problema causado pelos veículos de grande porte continuava a incomodar e chegou-se a discutir a viabilidade da construção de um “Porto Seco’ às margens da BR-116, de onde as mercadorias seriam distribuídas em veículos de menor porte para o seu destino final na cidade. Infelizmente, a ideia nem chegou a ser colocada no papel.

Na medida em que se sabe que a Câmara Municipal de Leopoldina instituiu recentemente um ‘Banco de Idéias’, este jornal coloca em discussão a busca de uma solução para o grave problema que afeta o cotidiano dos leopoldinenses. Fica aqui a ideia à procura de solução.

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