04/02/2018 às 20h59min - Atualizada em 04/02/2018 às 20h59min

ACIL realiza em Leopoldina a Festa do Imigrante Italiano logo após o Carnaval

Entre 21 e 25 de fevereiro a cidade estará em festa, em comemoração à chegada dos colonos italianos.

Edição> Luiz Otávio Meneghite
Festa do Imigrante Italiano será encerrada na Capela Santo Antônio de Pádua
Com o patrocínio da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Leopoldina – ACIL – e apoio da Prefeitura Municipal de Leopoldina via Secretaria de Cultura, acontece em Leopoldina no período de 21 a 25 de fevereiro, a Festa do Imigrante Italiano com uma programação que terá início na quarta-feira, 21 de fevereiro, às 08:00 horas, com um ato cívico no Paço Municipal com hasteamento das bandeiras de Leopoldina, Brasil e Itália.
 
À noite, a partir das 20:00 horas, terá início um roteiro gastronômico em restaurantes da cidade que serão credenciados pela ACIL, e estarão colocando no cardápio, de forma promocional, pratos e sobremesas da culinária típica italiana. O roteiro será repetido todos os dias, no mesmo horário, até domingo, 25 de fevereiro.
 
Na sexta-feira, 23 de fevereiro, às 19:00 horas,no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, haverá palestra com o historiador e genealogista José Luiz Machado Rodrigues, membro da ALLA-Academia Leopoldinense de Letras e Artes e colunista do jornal Leopoldinense, com o tema "Imigração Italiana em Leopoldina". Logo em seguida, no mesmo local, será feita a abertura de exposição sobre a Colonização Italiana em Leopoldina. Apenas nesta data, o roteiro gastronômico terá início às 21:00 horas.
 
No sábado, 24 de fevereiro, a partir das 19:00 horas serão feitas apresentações musicais e danças típicas da Itália, na praça Félix Martins.
 
A Festa do Imigrante Italiano será encerrada no domingo, 25 de fevereiro, com Missa na Capela Santo Antônio de Pádua, Bairro da Onça, às 08:00 horas. Na sequência, a partir das 09:00 horas, acontece a Caminhada dos Imigrantes, com saída da Capela Santo Antônio de Pádua seguindo até a Praça Félix Martins onde serão realizadas apresentações culturais.
 
Porque a Festa e a Igrejinha da Onça não podem ficar esquecidas.
 
José Luiz Machado Rodrigues
 
Porque a Capela foi construída por imigrantes italianos em sua maioria, como italiano se considerava o português Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, nascido em Lisboa e que se tornou Santo Antonio de Pádua (Padova - Itália), o padroeiro escolhido para encimar o altar principal da pequena Igrejinha fincada nas terras da Colônia Agrícola da Constança.  Porque a Capela se tornou símbolo de um projeto que deu certo – a Colônia Agrícola da Constança. Tornou-se marco de uma época que mudou a face desta parte da Mata Mineira e a concretização do sonho de pessoas simples, mas dotadas de muita força de vontade e de sentimento comunitário digno de respeito e admiração de todos.

A Festa, porque marcou época e sempre atraiu grande número de participantes. A Igreja, fincada numa quarta de terras, aproximadamente 12.000 metros quadrados, tem sua história iniciada com os preparativos para a compra do terreno, patrimônio da Igreja. Este terreno foi adquirido de Jesus Salvador Lomba e sua mulher Maria Magdalena Lomba, conforme escritura pública lavrada pelo 2º Ofício de Notas de Leopoldina, datada de 21.08.1912, por uma comissão formada por Luciano Borella, Octavio de Ângelo, José Farinazzo, Fernando Zaminello, Augusto Meniguette, Fausto Lorenzetto, pelo preço de quatrocentos mil réis, para que nele fosse edificada uma Capela consagrada a Santo Antonio de Pádua. Capela concluída em 1915, conforme gravado em sua parede frontal.

Estas terras confrontavam com lote da Colônia Agrícola da Constança, com Lino Gonçalves e sua mulher Maria das Dores Netto e, obviamente, com a via pública denominada “Caminho do Imigrante”. Este terreno, em maior porção, fazia parte do atual Sítio Pirineus que havia sido comprado pelo casal Lomba dos antigos proprietários, o Tenente Francisco Pimenta de Oliveira e sua mulher. Tal Sítio, que segundo consta fazia parte da antiga Fazenda Purys, pertenceu ao casal Lino Gonçalves e Maria das Dores Netto. Em 24.03.24 foi vendido a José Gorrado e Fortunata Dinari. Com o falecimento de Fortunata, em 07.01.39, estas terras foram compradas por Ranulpho Matola de Miranda e, ainda hoje pertence a descendentes seus ligados à família Lingordo.

Veja matéria relacionada no link abaixo:


https://pt.scribd.com/document/354620676/Imigracao-em-Leopoldina-Historia-da-Colonia-Agricola-da-Constanca-pdf

Fontes> Cristiano Fófano/ACIL/Arquivo do Jornal Leopoldinense
 
 
 
 
 
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