17/03/2014 às 13h43min - Atualizada em 17/03/2014 às 13h43min

Cenário político aponta para chapa FHC - Aécio Neves

Lideranças de São Paulo vêm enfrentando escândalos no campo político

Jornal do Brasil
Jornal do Brasil

Jornal do Brasil  publicou em agosto do ano passado o editorial que segue abaixo em que acertávamos na direção que os tucanos marchariam consolidando suas posições em São Paulo e Minas Gerais, respectivamente o primeiro e segundo colégios eleitorais do país. Partindo nas próximas eleições dos dois estados com uma média de votos em torno de 60% em cada um e tendo a grande imprensa do Rio de Janeiro e a força da mídia na região Sul do país apoiando a oposição, com as regiões Norte e Nordeste rachadas entre Eduardo Campos e Dilma Rousseff, o governo não tendo mais 80% de Pernambuco, não encontrando a Bahia unida, Tocantins se manifestando contra a presidenta, o Rio Grande do Sul com a oposição ganhando espaço, o Paraná com a liderança do tucano Beto Richa e em Santa Catarina o PMDB rachando contra o PT, a chapa dos tucanos pode se tornar a grande preocupação do PT em reeleger a presidenta Dilma Rousseff. Leia abaixo o texto publicado em 11 de agosto de 2013:

Lideranças de São Paulo vêm enfrentando escândalos no campo político, indignação da sociedade e até insatisfação na área econômica, com indústria e comércio descontentes. Este poderia ser um campo fértil para que seus inimigos políticos crescessem. Contudo, contrariando a lógica, não é isso o que vem acontecendo.

E enquanto esta balança não se move, outros cenários se constroem, sobretudo quando analisamos possibilidades numa abrangência nacional. O que se desenha é que segmentos brasileiros da intelectualidade, do empresariado e até da classe média passem a apontar suas preferências para alguém que, nos últimos 12 anos, não sofreu qualquer ataque pessoal ou contra sua administração: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) . E o possível futuro vice Aécio Neves (PSDB) seria o parceiro ideal nesta empreitada.

Ela é fundamentalmente uma chapa de homens que se constrói quando a necessidade do fisiologismo, do toma-lá-dá-cá, que divide o país em siglas partidárias, vem de encontro com as manifestações e com as recentes pesquisas que apontam os partidos políticos como a instituição com o pior índice de aprovação entre os brasileiros.

Este contexto se reflete nas recentes pesquisas de intenção de voto e de aprovação dos governos. Se por um lado nomes que enfrentaram escândalos e acusações voltam a surgir, mostrando que o jogo político pode ser muito mais surpreendente do que sensato, por outro tucanos apresentam consistência, comprovando sua força entre eleitores. Há ainda terrenos indefinidos, com nomes de peso e de muitos votos em busca das alianças onde haja o melhor diálogo.

O que dizem as pesquisas

Em Brasília, vemos o crescimento dos ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda (ambos sem partido), que em recente pesquisa aparecem entre os preferidos dos eleitores, com 34% e 24%, respectivamente.

Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) chega a 58% de aprovação, enquanto que no Ceará, o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB) dispara na preferência tanto para o Senado quanto para o governo, chegando a mais de 40% das intenções de voto.

Em Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) alcança 36% de aprovação. Já no Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) conta  com 41%, enquanto que em Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD) soma 30%. Já o Rio Grande do Sul de Tarso Genro (PT), que conta com 25% de aprovação, é um terreno historicamente dividido.

No turbulento Rio de Janeiro, o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) surge com a possibilidade de angariar 15% dos votos, prejudicando palanque para Anthony Garotinho (PR) em apoio à presidenta Dilma Rousseff, por ser o grande opositor a Sérgio Cabral (PMDB). Por sua vez, o governador despenca nas pesquisas, com apenas 12% de aprovação.

Todo este cenário pode sinalizar que Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves venham a ter apoio quase que nacional às suas candidaturas.

 


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