05/04/2018 às 15h38min - Atualizada em 05/04/2018 às 15h38min

Servidores municipais aprovam proposta de reajuste do Governo Municipal para a categoria.

Perdas salariais acumuladas nos últimos anos, que somam 9,5% serão cobradas judicialmente nos tribunais.

Amaury da Silva Santos/Sinserpu
Reunidos em Assembléia os servidores resolveram aceitar a proposta da Prefeitura
 Na Assembleia Geral Extraordinária realizada dia 22/03 pelo SINSERPU – Sindicato dos Servidores Municipais de Leopoldina, eles rejeitaram a proposta encaminhada pela Administração, por entender que estava muito longe dos índices reivindicados na pauta. Diante disso, o sindicato obedecendo às determinações da categoria, protocolou na tarde do dia 23/03, um ofício encaminhando ao Chefe do Executivo a decisão da categoria que rejeitava a proposta e ainda determinava que o sindicato fosse aos Tribunais cobrar os 12%, haja vista ser um índice de perdas acumuladas nos últimos anos.
 
Ocorre que, na tarde do dia 03/04, por volta das 15h11min, chegou na sede do sindicato o ofício 031/2018, sendo esse o de número 4 desde o inicio das negociações, oriundo do Gabinete do Prefeito Municipal, reencaminhando as propostas de 2,5% de reajuste salarial e um acréscimo de R$10,00 no Auxílio Alimentação, propostas essas anteriormente rejeitadas pela categoria, porém esse ofício trazia uma informação nova, comunicando ao sindicato que desde o dia 28/03 encontrava na Câmara Municipal para apreciação e votação dos vereadores, o Projeto de Lei concedendo reajuste de 2,5% ao salário dos servidores e um Acréscimo de mais R$10,00 no Auxílio Alimentação, isso mesmo tendo a categoria rejeitado.
 
 Para o sindicato uma surpresa, pois já havia cumprido o protocolo comunicando ao executivo a decisão dos trabalhadores e pelo previsto, o próximo encontro de discussões sobre o tema reajuste, seria nos Tribunais.
 
Com o fato novo, a situação nos obrigou a empreender esforços no sentido de tentar através do diálogo conseguir com os vereadores pelo menos abortar temporariamente a votação, pois entendíamos que uma decisão de assembleia só poderia ser modificada por outra assembleia.
 
Neste sentido, graças a compreensão dos Edis foi possível abortar temporariamente a votação do projeto na Câmara e a Presidente do SINSERPU convocou emergência numa Assembleia Geral Extraordinária para dia 04/04, às 17:00 horas no salão social do Clube Cutubas, e nesta, os servidores presentes rediscutiram a proposta do governo aceitando-a, mas mantendo parte da deliberação da categoria na AGE do dia 22/03 no que refere-se a cobrar na Justiça as perdas acumuladas que seria a partir dessa decisão 9,5%.
 
Durante todo período de conversas com administração, o argumento principal utilizado de não está concedendo um índice melhor para categoria, é o fato de a folha de pagamento com gasto de pessoal está próximo ao alcance do limite prudencial, que é 51% e a Lei de Responsabilidade Fiscal não permite ultrapassar. O Sindicato acredita que se tais argumentações tiverem procedências, talvez possam ser tecnicamente comprovadas nos Tribunais, mas, o que não se pode é permitir os servidores municipais acumularem mais perdas.



 
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