19/04/2018 às 15h42min - Atualizada em 19/04/2018 às 15h42min

Campanha de vacinação contra gripe começa na segunda-feira, 23 de abril e vai até 1º de junho

Todas as unidades de saúde do município de Leopoldina, na cidade e nos distritos, estarão aptas a vacinar no horário normal de funcionamento e no horário estendido.

Reunião de enfermeiros e técnicos de enfermagem com o setor de epidemiologia para a campanha do H1N1
Com o tema “Pra enfrentar a gripe, vacine-se”, a Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais lança, nesta segunda-feira, 23 de abril, a campanha de vacinação contra a Influenza que vai até 1º de junho.

O dia da mobilização nacional está previsto para 12 de maio (sábado). O objetivo da campanha é imunizar 90% das mais de 5,5 milhões de pessoas que fazem parte do público alvo, ou seja, cerca de 5.034.284 pessoas.

A Secretária Municipal de Saúde de Leopoldina, Lúcia Helena Fernandes da Gama reuniu toda a sua equipe na tarde desta quinta-feira, 19 de abril, para tratar de todos os detalhes da campanha de vacinação. Falando por telefone ao jornal Leopoldinense ela disse  que “...todas as unidades de saúde do município de Leopoldina, na cidade e nos distritos, estarão aptas a vacinar no horário normal de funcionamento e no horário estendido”.

Para a Diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida, a vacinação é uma das principais estratégias de prevenção da Gripe. “A vacina é muito importante, pois ela tem contribuído, ao longo dos anos, para a redução de complicações, internações e óbitos, especialmente na população de risco, que são as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos maiores de 60 anos, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, entre outros.”, disse.

Segundo ela, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza. Além da vacina, as ações de prevenção da transmissão da influenza incluem a etiqueta respiratória e a lavagem correta e frequente das mãos.

Para reforçar a campanha no Estado, a SES-MG promoverá ações de divulgação que serão realizadas em rádios, redes sociais (Instagram e Facebook) e distribuição de cartazes sobre a gripe, além do hotsite da SES www.saude.mg.gov.br/gripe, com informações sobre a doença, prevenção, dados e notícias. As ações buscam sensibilizar as pessoas sobre a importância da vacinação e prevenção da gripe.


Segurança da Vacina

Janaína Almeida reforça que as vacinas utilizadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde contra o vírus da influenza são seguras e eficazes. Elas são constituídas por vírus inativados, fracionados e purificados, portanto, não contêm vírus vivos e não causam a doença.

Segundo Janaína, quem tomar a vacina não ficará gripado, como muitos pensam. O que pode ocorrer, em alguns casos, são “manifestações, como dor no local da injeção, eritema e enduração, que ocorrem em 15% a 20% dos pacientes, geralmente resolvidas em 48 horas. Pode ocorrer também febre, mal estar e dor no corpo de 6 a 12 horas após a vacinação e persistir por um a dois dias, sendo notificadas em menos de 1% dos vacinados. Estas reações são benignas e autolimitadas”, explicou.
A cobertura vacinal no Estado em 2017 foi de 91,2%. Mesmo tendo alcançado a meta geral, grupos como crianças e gestantes, alcançaram pouco mais de 80%.

Tripla proteção

A vacina trivalente, distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra os três principais tipos do vírus da gripe que mais circulam no Estado e no país, o Influenza A H1N1 e H3N2 e o Influenza B. Segundo Janaína Almeida, os grupos prioritários devem se vacinar todos os anos, já que a imunidade contra o vírus cai progressivamente e o vírus passa por frequentes mutações.

Quem pode receber a vacina pelo SUS

- Crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias);
- Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
- Gestantes;
- Puérperas (mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto);
- Mulheres e homens com 60 anos ou mais;
- Trabalhadores de saúde
- Povos indígenas
- Pessoas privadas de liberdade
- Portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais que comprometam a imunidade
- Professores de escolas públicas ou privadas


Mais informações estão disponíveis em: www.saude.mg.gov.br/gripe

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