06/05/2018 às 10h17min - Atualizada em 06/05/2018 às 10h17min

Rio-Bahia entre as 05 rodovias federais de MG que concentram 80% dos acidentes com óbitos

A malha federal de Minas tem 5,5 mil quilômetros. Mesmo com a queda no número de acidentes, as mortes nas estradas cresceram 5%, na comparação entre 2016 e 2017.

A cidade de Leopoldina é cortada pelas BR's 116, 267 e 120
Quase 80% das mortes registradas nas rodovias mineiras em 2017 ficaram concentradas em apenas cinco estradas, diz matéria publicada no sábado, 5 de abril, no jornal Hoje em Dia, assinada pelo jornalista Raul Mariano.

Segundo a matéria, juntas, as BRs-365, 262, 040, 116 e 381 deixaram um saldo de 692 vidas perdidas após acidentes. Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam ainda que todas as vias registraram aumento dos óbitos na comparação com o ano anterior.

A malha federal de Minas tem 5,5 mil quilômetros. Mesmo com a queda no número de acidentes, as mortes nas estradas cresceram 5%, na comparação entre 2016 e 2017.

Velocidade

Para o engenheiro e consultor em transporte e trânsito Osias Baptista Neto, muitos fatores podem contribuir para o crescimento. Um dos principais é o excesso de velocidade.

“Há muitos radares nas rodovias, mas nos trechos entre esses equipamentos, muitos motoristas aceleram com a intenção de ‘tirar o atraso’ e acabam se envolvendo em acidentes”.

Não por acaso, as multas por transitar acima da velocidade máxima permitida estão no topo do ranking de infrações registradas pela PRF, com mais de 245 mil flagrantes em todo o Estado em 2017.

“Além disso, acidentes envolvendo ônibus, inclusive clandestinos, também têm acontecido com frequência, e fazem um número de vítimas maior”, diz Osias. 

Imprudência

Mais de 13 mil pessoas ficaram feridas após acidentes nas rodovias federais do Estado no ano passado. Desse total, pelo menos 2,7 mil vítimas tiveram ferimentos graves. 

A imprudência dos motoristas contribuiu para um cenário preocupante. Quase 140 mil condutores foram flagrados trafegando com os faróis apagados, o que é proibido por lei. Como se não bastasse, cerca de 31 mil motoristas foram pegos fazendo ultrapassagens pela contramão, manobra arriscada que pode colocar em risco a vida deles e de outras pessoas.

Até mesmo a medida protetiva mais básica na direção, que é o uso do cinto de segurança, continua sendo motivo para multas. Em 2017, nada menos que 28,4 mil condutores foram autuados por trafegar sem o dispositivo.

A PRF não forneceu fonte para falar sobre o assunto. Questionada, a corporação informou, por meio de nota, que “essas são as rodovias mais importantes do Estado por onde trafegam um maior número de veículos, por isso têm maior concentração de acidentes”.
 
 
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