11/08/2014 às 16h43min - Atualizada em 11/08/2014 às 16h43min

Pimentel: Déficit habitacional de Minas pode ser resolvido em quatro anos

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Em visita ao Mercado Central, candidato assume compromisso de ampliar o Minha Casa, Minha Vida

O candidato a governador pela coligação Minas Pra Você, Fernando Pimentel (PT), assegurou nesta segunda-feira, 11/8, em Belo Horizonte, que o déficit habitacional de Minas Gerais, estimado em 510 mil moradias pela Fundação João Pinheiro (FJP), pode ser resolvido por meio de parcerias eficazes envolvendo governo estadual, federal e municípios.

Pimentel lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do governo federal, é o maior projeto habitacional do mundo e já entregou 600 mil moradias no estado – apesar da falta de empenho do atual governo de Minas.

“Nós vamos resolver isso. É só fazer uma bela parceria entre estado, União e municípios, colocar Copasa, Cemig e demais órgãos públicos para ajudar os municípios a fazer seus projetos. Aí, teremos condições de superar este déficit num espaço de quatro anos. Não é promessa, é compromisso”, disse o candidato.

Pimentel lembrou que, ao invés de ajudar, o governo de Minas tem dificultado a implantação do Minha Casa, Minha Vida no estado. “Infelizmente, o governo do estado não ajudou nada nestes últimos 12 anos. Ao contrário, sempre que pôde atrapalhou o desenvolvimento do Minha Casa, Minha Vida. Não obstante, nós temos 600 mil casas entregues em Minas Gerais”, afirmou.

As declarações de Pimentel foram feitas durante caminhada no Mercado Central de Belo Horizonte, ao lado do candidato a vice, Antônio Andrade (PMDB), do deputado federal e presidente do PT Minas Gerais, Odair Cunha, e outras lideranças e militantes da coligação.

Carga tributária

Durante a visita, o candidato conversou com os comerciantes e ouviu reclamações sobre a alta carga tributária do estado. “O que me chama atenção é que vários comerciantes relataram a dificuldade que encontram em relação à legislação tributária do estado. Nós temos um dos ICMS mais altos do Brasil para a maioria dos produtos”, disse.

Segundo Pimentel, o problema da tributação faz com que os produtos típicos de Minas percam espaço para outros, vindos de estados onde a tributação é mais baixa.

“O produto de outro estado chega aqui com a alíquota mais baixa e acaba tomando um pouco o mercado que poderia ser dos nossos produtos típicos. Então, vamos ter de rever a legislação tributária para ajudar o pequeno produtor”, afirmou.

O candidato a governador lembrou também a dificuldade que os produtores artesanais têm para vender suas mercadorias fora do estado. A questão já era motivo de preocupação por parte de Pimentel quando ele era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e seu vice, Antônio Andrade, ocupava o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“A maioria dos produtos vendidos aqui (no Mercado Central) são artesanais ou da pequena propriedade agrícola, que é muito importante em Minas Gerais. Nós já fizemos um trabalho nessa direção quando o Antônio Andrade era ministro da Agricultura. Ele conseguiu rever a legislação federal e liberou a venda do queijo artesanal mineiro para fora do estado", frisou.

O candidato afirmou que, caso eleito, irá rever a legislação tributária para adequá-la às demandas do estado e dar mais apoio ao pequeno produtor, ao produtor artesanal e aos comerciantes.

 

Assessoria de Imprensa do PT-MG


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