09/06/2018 às 22h47min - Atualizada em 09/06/2018 às 22h47min

Bairro da Onça festeja Santo Antônio de 13 a 16 de junho

Leia ao final texto de José Luiz Machado Rodrigues explicando porque a Festa e a Igrejinha da Onça não podem ficar esquecidas.

Edição> Luiz Otávio Meneghite
Capela de Santo Antonio de Pádua no bairro Onça
Missas, procissão, barraquinhas, quadrilha e casamento de jeca fazem parte da programação elaborada para festejar Santo Antônio, o Padroeiro da Comunidade da Onça, localizada na altura do KM 770, da BR116, pouco antes da entrada para a Comunidade Rural da Boa Sorte.
 
De acordo com a programação que está sendo divulgada, na quarta-feira, 13 de junho, às 19:00 horas, haverá Missa presidida pelo Padre Valtenir de Lima e Silva, seguida de barraca de salgados, refrigerantes, chocolate quente e bolo. Na quinta-feira, 14 de junho, às 19:00 horas haverá o Terço dos Homens e na sequência o funcionamento de barraquinhas. Na sexta-feira, 15 de junho, às 19:00 horas, a Santa Missa será celebrada pelo Monsenhor Antônio Chamel e logo após as barraquinhas estarão funcionando.
 
No sábado, 16 de junho, a programação começa a ser desenvolvida mais cedo, a partir das 17:00 horas, quando será iniciada uma Procissão seguida de Missa celebrada pelo Padre Valtenir de Lima e Silva.
 
Após a Missa acontece a Festa de Santo Antônio, com barracas de caldos, canjica doce, arroz doce, salgados, refrigerantes, chocolate quente e bolo e a tradicional barraca de pescaria e, para animar ainda mais a festa, haverá quadrilha, casamento de jeca um grande show de prêmios com o sorteio de uma televisão, uma cafeteira elétrica e um jogo de lençol.
 
Porque a Festa e a Igrejinha da Onça não podem ficar esquecidas


 Festa na Onça entre 1915 e 1914 com a capela ainda em contrução.
 
(Autor desconhecido/Acervo de Nilza Cantoni)

José Luiz Machado Rodrigues
 
Porque a Capela foi construída por imigrantes italianos em sua maioria, como italiano se considerava o português Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, nascido em Lisboa e que se tornou Santo Antonio de Pádua (Padova-Itália), o padroeiro escolhido para encimar o altar principal da pequena Igrejinha fincada nas terras da Colônia Agrícola da Constança.
 
Porque a Capela se tornou símbolo de um projeto que deu certo – a Colônia Agrícola da Constança. Tornou-se marco de uma época que mudou a face desta parte da Mata Mineira e a concretização do sonho de pessoas simples, mas dotadas de muita força de vontade e de sentimento comunitário digno de respeito e admiração de todos.
 
A Festa, porque marcou época e sempre atraiu grande número de participantes. A Igreja, fincada numa quarta de terras, aproximadamente 12.000 metros quadrados, tem sua história iniciada com os preparativos para a compra do terreno, patrimônio da Igreja. Este terreno foi adquirido de Jesus Salvador Lomba e sua mulher Maria Magdalena Lomba, conforme escritura pública lavrada pelo 2º Ofício de Notas de Leopoldina, datada de 21.08.1912, por uma comissão formada por Luciano Borella, Octavio de Ângelo, José Farinazzo, Fernando Zaminello, Augusto Meniguette, Fausto Lorenzetto, pelo preço de quatrocentos mil réis, para que nele fosse edificada uma Capela consagrada a Santo Antonio de Pádua. Capela concluída em 1915, conforme gravado em sua parede frontal.
 
Estas terras confrontavam com lote da Colônia Agrícola da Constança, com Lino Gonçalves e sua mulher Maria das Dores Netto e, obviamente, com a via pública que se pretende seja denominada “Caminho do Imigrante”. Este terreno, em maior porção, fazia parte do atual Sítio Pirineus que havia sido comprado pelo casal Lomba dos antigos proprietários, o Tenente Francisco Pimenta de Oliveira e sua mulher. Tal Sítio, que segundo consta fazia parte da antiga Fazenda Purys, pertenceu ao casal Lino Gonçalves e Maria das Dores Netto. Em 24.03.24 foi vendido a José Gorrado e Fortunata Dinari. Com o falecimento de Fortunata, em 07.01.39, estas terras foram compradas por Ranulpho Matola de Miranda e, ainda hoje pertence a descendentes seus ligados à família Lingordo.
 
Fontes> Comissão organizadora e Arquivo do Jornal Leopoldinense

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