22/08/2018 às 19h15min - Atualizada em 22/08/2018 às 19h15min

Jornal Leopoldinense chega aos 15 anos com circulação ininterrupta

Existe uma grande preocupação da editoria em priorizar e destacar as notícias boas de Leopoldina, sem, contudo, deixar de criticar quando é necessário.

Há 15 anos surgiu na cidade o Jornal Leopoldinense(Foto-João Gabriel Baia Meneghite)
O Jornal Leopoldinense foi fundado em 23 de agosto de 2003 com o nome jurídico de Grupo Leopoldinense de Notícias Ltda, começando a circular imediatamente com a direção do jornalista Luiz Otávio Meneghite e de sua esposa, a contabilista e professora Maria José Baia Meneghite.

Recém-saído da Gazeta de Leopoldina, que dirigiu por exatos 5 anos, Luiz Otávio Meneghite obteve o apoio fundamental do saudoso e laureado jornalista José Barroso Junqueira e do saudoso e brilhante advogado José do Carmo Machado Rodrigues, que ofereceram todo o suporte necessário ao registro do periódico e a sua entrada em circulação ininterrupta, passados 15 anos. A edição nº 362, com data de capa de 1º de setembro de 2018, marcará o início da caminhada no ano XVI.

Como assinalou à época da fundação o colaborador José do Carmo Machado Rodrigues, “o veículo de comunicação surgiu como fruto promissor e instrumento de uma nova postura editorial responsável, que representa uma tomada de posição por pessoas que se pretendiam capazes, construtivas, solidárias, livres e afinadas num mesmo ideal fraterno de serviço à nossa comunidade”. José Barroso Junqueira por sua vez criou o slogan que até os dias atuais sai junto com o título do jornal, “A consciência crítica da cidade”. O editor Luiz Otávio Meneghite definiu que o periódico não teria lado político e seus membros não seriam filiados a nenhum partido político e assim permanece até os dias atuais.

No que diz respeito à organização, o jornal Leopoldinense prima pela qualidade de seus conteúdos e pela pontualidade, um diferencial que o fez se tornar o jornal mais lido e mais vendido nas bancas de Leopoldina. O Leopoldinense é um jornal de circulação local, porém existem assinantes espalhados por todo Brasil. São centenas, tanto em Leopoldina quanto fora da cidade. São leopoldinenses que moram fora e que matam a saudade de sua terra lendo o jornal, que é enviado pelos correios para diversos estados.

A sua periodicidade, no princípio de suas atividades, era mensal; hoje em dia, o jornal se tornou quinzenal. Todos os dias 01 e 16 de cada mês ele está em circulação. Essa pontualidade torna o jornal o mais procurado para a publicação de editais, balancetes e outras publicidades que tenham data certa para sair.

Com a evolução da internet, em abril de 2009, por iniciativa de João Gabriel Baia Meneghite, foi criada a versão online do Jornal Leopoldinense, que vem sendo aprimorado a cada dia com a participação efetiva de seu irmão Luciano Baia Meneghite, sendo o primeiro jornal online de Leopoldina atualizado diariamente.

Existe uma grande preocupação da editoria do Jornal Leopoldinense em priorizar e destacar as notícias boas de Leopoldina, sem, contudo, deixar de criticar quando é necessário. Durante esses 15 anos muitas conquistas foram alcançadas em benefício da sociedade leopoldinense com matérias críticas e reivindicatórias.  Relaciona-las aqui ocuparia um espaço muito grande, mas quem acompanha a trajetória do periódico se recorda de vários episódios.

Também, durante esses 15 anos, a história de Leopoldina tem sido contada pelos pesquisadores e historiadores José Luiz Machado Rodrigues e Nilza Cantoni, que registram principalmente os personagens que ajudaram a construir Leopoldina, a imigração italiana e os jornais que contaram, cada um a seu tempo, a evolução do Município de Leopoldina.

Ao longo desses 15 anos, o Jornal Leopoldinense foi alvo de várias ações judiciais, algumas delas com o nítido propósito de prejudicar sua trajetória e seu objetivo principal de ser “A consciência crítica da cidade”. Tanto é que, certa feita, um político local disse em reunião com seus assessores que “mataria o jornal por inanição”. Traduzindo, ele quis dizer que acionaria judicialmente o jornal tantas vezes que seus editores não teriam condições de pagar advogados para se defenderem e acabariam fechando as portas. Para tentar alcançar seus propósitos eles lançaram mão até de ‘laranjas’ como autores de ações.

Felizmente, ainda não obtiveram êxito e o Jornal Leopoldinense atinge seus 15 anos com o apoio de seus anunciantes, assinantes e leitores que o adquirem nas bancas. Enfrentamos a pior crise dos jornais impressos, com várias empresas finalizando suas atividades, devido à grande revolução das mídias e temos a satisfação de afirmar que em uma cidade interiorana preservamos a tradição da circulação de um jornal impresso.

Para sobreviver a essa crise, buscamos conhecimento em novos modelos de negócios e já estamos trabalhando, de forma experimental, com a produção audiovisual, reinventando e aprimorando a forma de trabalhar.

Obrigado a todos!
 
 
 
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