10/04/2014 às 16h07min - Atualizada em 10/04/2014 às 16h07min

Operação pente fino na cadeia de Miraí encontra estiletes e outros objetos cortantes

Não houve confrontos nem resistência dos internos

Marcelo Lopes
Site do Marcelo Lopes

A cadeia pública de Miraí foi alvo de uma "operação pente-fino" realizada na manhã desta quarta-feira, 9 de abril, para apurar denúncias da existência de armas como chuços e serras em poder dos presos. Um ofício do juiz Marcelo Alexandre Thomaz  do Valle solicitou a intervenção no local e às 5 horas da manhã o GIR (Grupo de Intervenção Rápida) e o GIT (Grupo de Intervenção Tática) dos presídios de Cataguases e Muriaé, sob o comando do diretor Alan Neves Resende, responsável pela unidade prisional de Cataguases, e apoio das polícias Civil e Militar, além da participação do delegado de polícia de Miraí, Thiago Marty, cumpriram a determinação judicial.

 A ação teve início por volta das 5h e, conforme revelou Alan Neves, as celas foram tomadas em cerca de 3 segundos, quando, a partir daí, "foi estabelecido o controle da segurança tanto dos agentes quanto dos presos", disse o diretor do Presídio de Cataguases. Em seguida todos os trinta e quatro detentos foram levados para o pátio e as celas revistadas. Durante esta vistoria foram encontrados e apreendidos alguns objetos cortantes que não possuíam donos a princípio e, para concluir o serviço todos os buracos existentes nas paredes foram cobertos com massa de cimento e areia, acrescentou Alan Neves. Ele completou dizendo que a operação consistiu também no corte de cabelo dos detentos, limpeza das celas e recolhimento de TV e aparelhos de som que serão periciados por técnicos e devolvidos em seguida.

 Desde o início da operação até o final, não houve confrontos nem resistência dos internos "muito menos mortos ou feridos" garantiu o delegado Thiago Marthy. As ações foram realizadas dentro da legalidade e de acordo com os padrões adequados, acrescentou ele. "O próximo procedimento é tentar transferir os presos para outra unidade, haja vista que essa cadeia está interditada pela justiça há cerca de dois meses", destacou. Para isso, ele disse já ter feito contato com os órgãos competentes e agora aguarda sejam tomadas as providências. A cadeia de Miraí atualmente abriga 34 detentos e sua capacidade é para apenas 10.

 


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