03/01/2019 às 16h38min - Atualizada em 05/01/2019 às 10h38min

As obras que a população de Leopoldina quer ver concluídas em 2019 – Capítulo II

Um dos maiores problemas é a dificuldade para encontrar vagas para estacionar na região central da cidade.

Luiz Otávio Meneghite
Ruas do centro de Leopoldina. Retrato da falta de mobilidade (Foto: Luciano Baía Meneghite)
No primeiro Capítulo da série As obras que a população de Leopoldina quer ver concluídas em 2019, o foco foi a construção do Pronto Socorro Municipal que está paralisada há alguns anos. Lembramos naquela oportunidade que haviam sido liberados recursos no valor R$2.500.000,00 quando ainda era Governador do Estado, Antonio Junho Anastasia. As obras foram iniciadas e chegaram a um ponto que chamava a atenção de quem passasse perto da Casa de Caridade Leopoldinense. Quem passa pela Rua Juvenal Carneiro e desvia o olhar para os lados do hospital, terá uma noção melhor do tamanho da construção. Infelizmente, ela segue inativa em exposição permanente a intempéries, causando com isso sua deterioração constante.

Lembramos na abertura do primeiro Capítulo desta série, que a todo momento chegam à redação do Jornal Leopoldinense, mensagens via e-mail’s, facebook, telefonemas e contatos pessoais, contendo reivindicações, sugestões e reclamações dos leitores. A maioria vem de pessoas que desejam ver a sua rua, o seu bairro e, enfim, a sua cidade melhor. Para alguns leitores, Leopoldina não precisa de novas obras públicas, bastando concluir o que já foi iniciado e paralisado por razões diversas, a principal delas, a falta de recursos.

Fizemos questão de ponderar que o governante, melhor que o público, sabe que o momento de dificuldade financeira por que passa o país, o estado e o município vai demorar a ser superado. Observamos ainda que o  estrago feito não vai permitir que a luz no fim do túnel seja avistada tão cedo.
Com sensatez, registramos que não existe passe de mágica e mesmo os mais lindos sonhos, por mais que desejemos vê-los materializados, serão irrealizáveis se medidas drásticas não forem adotadas e os pés não forem mantidos firmes no chão. Mas, alguns passos têm que ser dados.


A dificuldade para estacionar no centro da cidade


A maioria desses carros fica estacionada o dia inteiro.

Durante minhas caminhadas matinais observo que Leopoldina é uma cidade bonita, embora um pouco desorganizada em setores específicos principalmente quanto ao trânsito. Um dos maiores problemas é a dificuldade para encontrar vagas para estacionar na região central da cidade.

Embora tenham surgido alguns estacionamentos rotativos particulares, existe muita resistência das pessoas em pagar para estacionar. Então, a solução inevitável é partir para o estacionamento rotativo público na região central da cidade, onde está localizado o maior fluxo de veículos e a existência de alguns privilégios para repartições públicas, carga e descarga de valores, falta de estacionamento especifico para motocicletas que existem aos milhares circulando em nossas ruas, entre outros fatores que prejudicam o ir e vir dos veículos, criando congestionamentos que chegam a ser irritantes, atrasando até mesmo o percurso das linhas de ônibus urbanos, uma vez que todas elas passam pelo centro da cidade.

Uma situação que agrava o problema é crescente exposição de veículos à venda nas ruas centrais. O vendedor chega cedo para garantir um local que dê visibilidade para o veículo com o anúncio de venda e na maioria das vezes o carro fica ali o dia todo ocupando uma vaga de alguém que precisa ir a um banco, a uma loja ou a um prestador de serviços. Se mexer no bolso resolve o problema, com certeza.

A última notícia a respeito foi a de que o Cefet Leopoldina estaria fazendo um estudo sobre o assunto em parceria com o Município. O Secretário Municipal de Serviços Urbanos, José Geraldo Cevidanes, confirmou durante sessão da Câmara Municipal de Leopoldina, informação divulgada pelo Jornal Leopoldinense, de que está em fase de conclusão um projeto de lei para ser submetido ao Poder Legislativo visando à adoção do sistema rotativo de estacionamento nas ruas centrais de Leopoldina, já contemplando vagas para idosos, pessoas com necessidades especiais, carga e descarga, motos, entre outros. Segundo Geraldo Cevidanes, a cidade já foi totalmente mapeada e registrou aproximadamente 1300 vagas de estacionamento para automóveis e 300 vagas para motocicletas.

Mas, a última vez que o assunto foi ventilado já faz muito tempo. Nenhuma novidade a respeito. Pelo menos oficialmente.


O estacionamento rotativo poderia ser uma solução.

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