20/03/2019 às 09h52min - Atualizada em 20/03/2019 às 09h52min

Denúncia sobre abordagens na Praça da Bandeira surte efeito e leitor agradece

“As atitudes tomadas denotaram o elevado grau de cidadania de todos os que residem no entorno de nossa praça, das autoridades e órgãos municipais envolvidos”.

Praça da Bandeira (Foto João Gabriel B. Meneghite)
Prezado Editor do Jornal Leopoldinense

“Manifestamos os nossos mais sinceros agradecimentos a todos que leram, meditaram e tomaram atitudes que ajudaram a resolver - esperamos que de forma definitiva - os problemas apresentados em nosso manifesto de 13 de fevereiro próximo passado: Abordagens causam constrangimento na Praça da Bandeira”.

“As atitudes que foram tomadas denotaram o elevado grau de cidadania de todos os que residem no entorno de nossa praça, das autoridades e órgãos municipais envolvidos. Faz-nos crer que, em parceria e de forma organizada, poderemos amenizar os problemas que nossas comunidades enfrentam, quer devido à carência de recursos públicos, quer na insuficiência de recursos humanos para as demandas que surgem. Parabéns a todos! A nossa praça poderá ser novamente frequentada, de forma tranquila, pelos moradores de seu entorno”.

Alexandre Antonio de Castro Réche

Para refrescar a memória
 
Veja abaixo a matéria publicada no Jornal Leopoldinense:

Abordagens causam constrangimentos na Praça da Bandeira, segundo leitor
 
A Polícia Militar orientou que, apenas após denúncia fundamentada e em flagrante, poderia tomar alguma atitude quanto aos infratores.
 
Edição> Luiz Otávio Meneghite
 
O leitor do Jornal Leopoldinense, Alexandre Antonio de Castro Réche, enviou e-mail à redação, solicitando a publicação de uma mensagem datada de 12 de fevereiro de 2019, na qual ele relata uma situação bastante constrangedora.
 
Dizia a mensagem:
 
“Como cidadão reconheço e acato o princípio constitucional do direito de ir e vir das pessoas. Como cidadão reconheço e acato o princípio moral de que os espaços públicos devem e podem seu usufruídos de maneira igualitária por todos os cidadãos. Porém, o que temos visto ultimamente em Leopoldina é que, os direitos de uma minoria estão prevalecendo sobre os direitos de grande parte da população.
 
Eis o meu exemplo: A nossa querida Praça da Bandeira. Local aprazível para que idosos, crianças e outras pessoas que assim o queiram, possam desfrutar de uma área de laser, meditação, prática de ginástica, caminhada e outras atividades, inclusive desfrutando de um comércio antigo e de boa qualidade.
 
Porém, o que temos visto é uma insatisfação, com um afastamento gradual dos moradores do entorno da praça, devido a presença de cidadãos desocupados que fazem uso de bebidas alcoólicas desde a parte da manhã até o final da noite.
 
Se o incômodo fosse apenas a bebida, ainda assim, com alguma insatisfação, não estaria escrevendo. Porém, o incômodo passa ao constrangimento, pois muitos usuários alcoólatras são persistentes em abordar os frequentadores - que ainda insistem em ter a sua praça como lazer - com pedido de dinheiro, alimentação, acontecendo brigas e discussões entre eles com proferimento de palavras de baixo calão, atitudes de atentado ao pudor (urinando e às vezes até defecando mais ao fim da noite) em um espaço público e à vista de algumas pessoas.
 
Sei que é uma situação difícil, pois a Assistência Social de Leopoldina já constatou que a maioria deles mora em Leopoldina e só voltam para dormir em suas casas.
 
Já procurei informações junto a Polícia Militar que orientou que, apenas após denúncia fundamentada e em flagrante, poderia tomar alguma atitude quanto aos infratores.
 
Aqui fica minha sugestão, unindo todos os setores envolvidos, comunidade, Prefeitura, Câmara de Vereadores, Comércio periférico e Polícia Civil, no sentido de identificar os fatores que contribuem para que essa situação (tipo: quem vende bebida alcoólica na região, que passem a não vendê-la para esse tipo de usuário - que é perfeitamente identificado; que os moradores parem de fazer doações que sustentam esse tipo de vício; que a Assistência Social tenha uma atuação mais efetiva; que a Secretaria de Saúde consiga identificar um cidadão que possivelmente apresenta doença contagiosa - tuberculose, que a Câmara Municipal proponha uma comissão para avaliar, não apenas essa situação pontual, como também a ocupação e invasão da ex-Clínica São José por esse mesmo tipo de usuário e quiçá por outros tipos de usuários - notificação aos proprietários que as devidas providências de isolamento da área); que a Polícia Militar passe a fazer um patrulhamento ostensivo e regular, mesmo sabedor das dificuldades do contingente da corporação). Estou escrevendo no intuito de contribuir para a melhoria das condições de vida de nossa cidade e de nossos cidadãos, porém se isso não for possível, lamento, deixarei de frequentar a praça, como algumas pessoas que conheço, já deixaram.”
 
Um abraço
 
Alexandre Réche
 
 
 
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