16/04/2019 às 09h29min - Atualizada em 16/04/2019 às 09h29min

Presidente do Legislativo esclarece repasse de recursos para o Motorock

Segundo Waldair Costa, membros da comissão organizadora estiveram reunidos com ele para solicitar o apoio da Câmara Municipal.

O cheque foi entregue à Secretária Municipal de Cultura, Jussara Tomaz, no gabinete da presidência do Legislativo.
A Câmara Municipal de Leopoldina antecipou a devolução de R$20 mil reais à Prefeitura Municipal com o propósito de colaborar para a realização do 15º Encontro Nacional de Motociclistas, que acontecerá no período de 19 a 21 de abril. O cheque foi entregue à Secretária Municipal de Cultura, Jussara Tomaz, no gabinete da presidência do Legislativo.
 
Ao completar 15 anos de realização em Leopoldina, neste ano o Motorock envolveu-se numa polêmica que vem dividindo as opiniões. A data de realização da festa coincide com as celebrações da Semana Santa, o que provocou manifestações de indignação dos representantes da Igreja Católica.
 
Na avaliação de Waldair Barbosa Costa, atual Presidente da Câmara Municipal, talvez em virtude da repercussão em torno da data do evento, alguns segmentos da cidade estão tentando se desvincular da organização da festa, aproveitando-se para passar uma falsa imagem para a população.
 
O vereador está se referindo à manifestação da Prefeitura Municipal na qual se isenta de qualquer responsabilidade pela liberação de recursos para o Encontro de Motociclistas, afirmando que a iniciativa foi do Poder Legislativo em atendimento à solicitação de membros da comissão organizadora da festa.
 
Segundo Waldair Costa, membros da comissão organizadora estiveram reunidos com ele para solicitar o apoio da Câmara Municipal. Na oportunidade, foram debatidos aspectos relevantes da festa, como a circulação de recursos no município, na ordem de R$1 milhão de reais aproximadamente, além da geração de empregos e divulgação positiva da cidade, provocando o desenvolvimento do turismo.
 
“Na oportunidade, concordei em antecipar a devolução de R$20 mil reais para que o Chefe do Executivo, se assim desejasse, destinasse os recursos para colaborar na organização da festa. Apesar de afirmar o contrário, está claro que o Sr. Prefeito quis, sim, ajudar financeiramente o Motorock. Ao enviar um projeto para análise dos vereadores, solicitando autorização para abertura de crédito especial no valor de R$20 mil reais para contemplar a festa, houve uma demonstração veemente e inequívoca do interesse e do desejo do Executivo em repassar os recursos”, afirmou Waldair Costa.
 
O presidente da Câmara lembrou que, em outras oportunidades, o Legislativo devolveu recursos ao Executivo solicitando a aplicação em determinados setores e o Sr. Prefeito não atendeu ao pedido dos vereadores. “Dois exemplos ilustram o que eu disse: recursos para compra de barracas da feira de artesanato e para a realização de cirurgias eletivas”.
 
Waldair Barbosa Costa disse entender que o homem público precisa agir com equilíbrio e altivez para assumir as responsabilidades de seus atos. Segundo ele, a Câmara Municipal devolveu os recursos, pois o Executivo estava de acordo em repassar uma contribuição financeira para o Motorock, em conformidade com os entendimentos mantidos com a Secretária de Cultura, Jussara Tomaz.
 
O Presidente da Câmara aproveitou para esclarecer que a Constituição Federal determina que não cabe ao Legislativo, ou seja, aos vereadores, doar ou repassar recursos para qualquer instituição. Ele explica que esta tarefa é exclusiva do Poder Executivo. “A Câmara de Vereadores apenas devolve os recursos financeiros, mas sua aplicação ou destinação é de responsabilidade do Prefeito Municipal. Foi o que aconteceu com o Motorock: a Câmara devolveu recursos e a Prefeitura os destinou ao evento. Algo diferente disso é apenas uma falácia”.
 
Sobre a polêmica em torno da data da festa, Waldair Costa reconheceu como legítima a manifestação dos representantes da igreja católica. Disse que esta questão deveria ter sido discutida com antecedência para se chegar a um acordo. Ele lamentou que não tenha havido diálogo entre as partes. “O diálogo é essencial para superar as diferenças. A maior fronteira entre dois lados é a ausência de compreensão e de diálogo”, concluiu.
 
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