26/04/2019 às 22h05min - Atualizada em 26/04/2019 às 22h05min

A Leopoldina que me acolheu. Por Luiz de Melo Sobrinho

Luiz de Melo Sobrinho
Obrigado, Leopoldina.

As palavras "acolher", "acolhida", "acolhedor" e "acolhimento" são cognatas e provêm do verbo latino "accolligere". E elas carregam, na forma de sua essência, a mensagem significativa de "agasalho", de "abrigo", de "asilo" e de "admissão".
 
As pessoas de coração grande e mente aberta, em nome da solidariedade, atendem, com relativa naturalidade, aos ditamesdas circunstâncias que solicitam atuação neste sentido. Trata-se de uma atitude que enobrece e dignifica o ser humano.
 
Isto não acontece apenas no plano da individualidade. Acontece também no contexto da coletividade. Há cidades que são mais receptivas. E há cidades que o são menos. Ou são indiferentes. Alguém que chega de fora pode ser visto como um concorrente que vem tomar uma vaga de emprego de alguém do lugar. Mas, pode ser visto, também, como alguém que veio para somar algo mais ao interesse da coletividade.
 
Eu, pessoalmente, posso afirmar, com plena convicção, que Leopoldina é um paradigma exemplar de cidade hospitaleira, uma cidade carinhosamente acolhedora. Aqui estou há meio século. Passei por Dom Viçoso, onde nasci, por Campanha, por Três Pontas, por Marília e por quatro capitais europeias. Pessoalmente, senti-me à vontade em todas estas localidades.

Mas coloco Leopoldina num patamar superior em termos de integração. Aqui o forasteiro chega e se ajeita, Sem contestação.Não se questiona  sobre sua origem ou sobre a  finalidade de sua vinda. Na minha longa convivência com setores diversos da coletividade leopoldinense, conheci e conheço muita gente que veio de fora e aqui se radicou. E, sem hesitação, afirmo que jamais ouvi, por parte dessa gente, algum comentário de caráter negativo sobre  nossa Leopoldina. 
 
Comentários negativos, vez ou outra, se ouvem por parte de naturais de Leopoldina. Dizem que gostariam de mudar para outra cidade, porque aqui não tem nada. É ilusão, devaneio, utopia. É uma espécie de concepção romântica de que longe, no tempo e no espaço, é melhor do que aqui e agora. Leopoldina tem, sim. É só questão de perceber, reconhecer e saber desfrutar. Basta ser realista. Leopoldina tem uma localização privilegiada, com vasta malha rodoviária. Tem seus encantos paisagísticos. Oferece recursos e eventos culturais diversificados. Mantém um sistema educacional amplo e de boa qualidade. Abriga um complexo comercial que atende relativamente bem aos anseios da população.
 
De minha parte, cabe-me felicitar Leopoldina pelo seu aniversário e agradecer a acolhida e o carinho que sempre me dispensou. E, aproveitando o ensejo, adoto as palavras de Hermes, o mensageiro dos deuses, na obra Plutos (A Riqueza), de Aristófanes, que viveu quatro séculos antes de Cristo: UBI BENE, IBI PATRIA (onde alguém se sente bem, aí está sua pátria). E Leopoldina, fazendo-me sentir-me bem aqui, é minha terra. Obrigado, Leopoldina. Obrigado, povo de Leopoldina.
 
Luiz de Melo Sobrinho


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