11/06/2019 às 18h32min - Atualizada em 13/06/2019 às 18h09min

Cirurgia Eletiva foi tema de debate em reunião da Câmara Municipal

Direção da Casa de Caridade confirmou que tem interesse em resolver esta situação sem lesar nenhuma das partes.

Wolney Aguilar Silva (Administrador) e Dra. Hellen Bedim Bonin (Diretora Técnica) e Vera Maria Vale Pires(Provedora)
Em conformidade com o Requerimento nº 28/2019, de autoria do vereador José Ferraz Rodrigues, a Câmara Municipal de Leopoldina incluiu o tema cirurgias eletivas na pauta da reunião ordinária, realizada no dia 03 de junho. Estiveram participando da reunião os representantes da Casa de Caridade Leopoldinense: Vera Maria do Vale Pires (Provedora), Wolney Aguilar Silva (Administrador) e Dra. Hellen Bedim Bonin (Diretora Técnica), que prestaram esclarecimentos solicitados pelos parlamentares.

Inicialmente, Dra. Hellen explicou como se dá o déficit do Hospital proveniente de AIH e cirurgias excedentes que não são custeadas nem pelo Município e nem pelo SUS, para justificar o pedido de repasse de R$100.000,00 da verba destinada para as cirurgias eletivas. Diante da argumentação de que a transferência de recursos para o hospital custear despesas já realizadas seria inconstitucional, a Diretora Técnica sugeriu que fosse implementado algum investimento, podendo ser na recepção, na farmácia ou no laboratório, como forma de uma contrapartida do município.

Dra. Hellen esclareceu que, em relação ao mutirão das cirurgias eletivas, a realização das operações não traz qualquer benefício para a Casa de Caridade, pois o valor que recebe não cobre os custos, incidindo em prejuízo. Questionada sobre o contrato no valor de R$50.000,00 para realização de cirurgias de hérnia e vesícula, a diretora explicou que, ao chegar na 7ª cirurgia, o aparelho de vídeo quebrou, impossibilitando a realização de outras operações. Segundo ela, para estas sete cirurgias, foram realizadas 15 consultas que não foram incluídas no valor do contrato.

Ainda sobre as cirurgias eletivas, Dra. Hellen informou que nenhum médico se recusou a realizar as operações e defendeu ser necessária uma contrapartida, pois a Casa de Caridade não recebe pelas cirurgias, pelas internações e também pelos mutirões. Com a palavra, Sra. Vera Pires comentou sobre as operações de emergência extrapolarem as cirurgias eletivas.

O Administrador Wolney Aguilar Silva esclareceu sobre o convênio entre a Prefeitura e a Casa de Caridade Leopoldinense em relação ao pronto socorro. Segundo ele, o Município transfere R$340.000,00, porém o custo total da rede de urgência e emergência, além das consultas, é de R$600.000,00, havendo ainda o repasse do Estado com R$100.000,00 e ajuda de alguns médicos. Wolney acrescentou que o Hospital acaba tendo um déficit, mesmo sendo apenas um prestador de serviços, pois a responsabilidade do pronto socorro é do município. Dra. Hellen acrescentou que os pagamentos referentes ao pronto socorro são feitos quando dá e não no dia necessário, que seria dia 30, porém o hospital tem mais de 300 funcionários que precisam receber.

Questionada pelos vereadores, a diretora técnica comentou que os R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) estão parados na prefeitura e se o problema é a proposta, os representantes do hospital estão abertos a modificações, afirmando que não é a Casa que está inviabilizando a realização destas cirurgias. Disse, inclusive, que, independente dos R$ 100.000,00 (cem mil reais), as operações de cataratas poderiam ter sido feitas pela Casa de Caridade em virtude do baixo custo, porém mandaram para outros locais.

Ainda em sua fala, Dra Hellen ressaltou que não houve negativa de médicos para realizar as cirurgias, afirmando ainda que as de cataratas a Casa de Caridade poderia fazer, mas as de hérnia e vesícula, o prefeito e a secretária precisam sentar e conversar para saber o que é possível ser feito. Wolney acrescentou que a Casa está à disposição para realizar as de Catarata e, após uma conversa e um consenso, as demais operações, desde que dentro das limitações do Hospital.

O Administrador informou que esteve conversando com a Secretária de Saúde, Lúcia Gama, e a mesma informou que iria verificar a possibilidade do que poderia ser feito, pois, segundo ela, realmente  não é possível transferir nenhum valor se não for aprovado pelo jurídico, sendo sugerida, então, uma reforma no pronto socorro.

Durante a presença dos representantes do Hospital na reunião, os vereadores Rogério Campos Machado, Kélvia Raquel, Ivan Martins Nogueira, José Ferraz Rodrigues, Antônio Carlos Martins Pimentel, Jacques Villela e Hélio Batista Braga de Castro se revezaram em questionamentos e externaram opiniões de que é necessário encontrar uma solução em atendimento à população que está precisando dessas cirurgias.

Vereador José Ferraz (DEM)          

Em suas considerações finais, a Dra. Hellen agradeceu o empenho por emendas parlamentares através de pedidos dos vereadores, salientando que ela, na qualidade de diretora técnica, precisa defender o hospital, ressaltando ainda o interesse de tentar resolver e até ceder alguma coisa para chegar ao acordo. Wolney Aguilar colocou a Casa de Caridade à disposição dos vereadores e da população, salientando que tem interesse em resolver esta situação sem lesar nenhuma das partes.

Diante da sugestão de marcar uma reunião com a Secretária de Saúde, o Presidente da Câmara explicou que este tema já havia sido bastante discutido pelo Legislativo, mas disponibilizou o espaço para que o encontro aconteça.

Fonte> Câmara Municipal de Leopoldina

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