11/08/2019 às 11h58min - Atualizada em 11/08/2019 às 11h58min

Público lota jardim da Casa de Leitura em show pelos seus 10 anos de fundação.

Foto: Casa de Leitura/divulgação
O jardim da Casa de Leitura Lya Maria Muller Botelho esteve lotado na noite da última sexta-feira, 09 de agosto durante o show em comemoração ao seu 10º aniversário de fundação.  

Denominado ‘Circuito Sons de Minas’, o show com entrada franca foi um emocionante encontro no palco de duas gerações da música brasileira, reunindo Dudu Lima Trio & Toninho Horta tendo como convidado especial Dudu Viana.

O show faz parte de projeto executado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais com o patrocínio da Energisa e realização da Gravatás Arte & Cultura.



Dudu Lima Trio, um dos mais respeitados grupos instrumentais brasileiros, com sua sonoridade inovadora, leva a música instrumental contemporânea produzida em Minas Gerais a todo o Brasil e ao exterior, como em sua recente tour pela Europa com apresentações na Itália, Bélgica e República Theca.

Liderado pelo virtuose instrumentista, compositor e arranjador mineiro Dudu Lima (contrabaixos), ao lado de   Ricardo Itaborahy (teclados e vocais) e Leandro Scio (bateria),  receberam ao palco da Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho    dentro do “Circuito Sons de Minas” com o patrocínio da Energisa  e Governo de Minas, através da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais , um dos maiores nomes  da música brasileira no Brasil e em todo o mundo,  o consagrado guitarrista, arranjador, cantor e compositor Toninho Horta.

A parceria musical que resultou nesse projeto especial na carreira dos dois artistas, iniciou-se em 2010 com participação especial de Toninho Horta  no álbum:  “Dudu Lima- Cordas Mineiras”(lançado em CD e DVD).

A partir daí, desenvolveram uma intensa química musical apresentada nos shows  ao vivo que tem feito nesse formato como  no  Teatro Carlos Gomes no Rio de Janeiro, em Florianópolis no Projeto Tamar , no  Ibitipoca Jazz Festival em Minas Gerais, entre outros.

No repertório do show em Leopoldina, foram apresentadas canções autorais de Dudu Lima como “Rapadura é doce mas não é mole não” (gravada com a participação especial de Hermeto Pascoal) 2 em 2 e Regina (gravada com a participação especial de Stanley Jordan),  clássicos autorais de Toninho Horta como “Beijo Partido” e “Manuel, o Audaz” além de  canções do lendário Clube da Esquina, como  “O Trem Azul” (Lô Borges e Márcio Borges), em cuja histórica  gravação em 1972, Toninho Horta explodiu num belíssimo solo de guitarra e sua inconfundível harmonia e talento,  atravessou fronteiras e ganhou o mundo.

Na época recebeu elogios de Tom Jobim: ”Ele é o Rei da Harmonia”, e de Pat Metheny Músicos de todos os lugares adoram suas canções de criatividade e forma única, cujas progressões melódicas e harmônicas desafiam a gravidade”.

Na noite, o Dudu Lima Trio recebeu também ao palco um convidado especialíssimo: o  pianista, arranjador e compositor mineiro  Dudu Viana, nascido em  Cataguases e radicado no Rio de Janeiro, onde faz uma brilhante carreira, reconhecido como um grande nome da cena contemporânea instrumental brasileira.

Dudu Lima, engajado na causa ambiental, lançou em 2015   o antológico álbum "Milton Nascimento e Dudu Lima Trio - Tamarear" , com turnê nacional no  Projeto TAMAR de proteção as tartarugas marinhas , que contou também com a participação especial do  guitarrista norte -americano Stanley Jordan, que após vender milhões de discos nos anos 80  com o álbum “Magic Touch”, em suas várias turnês pelo mundo, conheceu no Brasil o virtuose instrumentista mineiro, sobre quem declarou:

 “Ele está entre os melhores contrabaixistas do mundo. Tenho certeza que vai ter admiradores por toda a vida. E não apenas no Brasil, mas pessoas do mundo inteiro vão querer sua música sem sombra de dúvidas.” 

Com reconhecimento de crítica e cada vez mais alcance de público, Dudu Lima  tem recebido críticas arrebatadoras e elogios em declarações a imprensa de grandes nomes da música brasileira como:
Milton Nascimento“Quase caí duro quando o vi tocando contrabaixo”. 

Leonardo Alcântara – Crítico musical / JazzMan

“Dudu Lima é um dos nomes mais importantes da atual cena instrumental brasileira. Minas Gerais, que sempre revelou personalidades ilustres, como Santos Dumont, Carlos Drummond de Andrade e Pelé, que encantaram o mundo exibindo criatividade e genialidade, hoje pode se orgulhar de Dudu Lima, um mineiro de “mão cheia”, que faz da sua arte, sua história. Ou seria o contrário?”

Erasmo de Roterdam – Crítico da MPBJazz
“Dudu Lima, baixista de primeira, quando abraça o baixo acústico percebe-se à distância que se trata de uma relação amorosa. Em todas as vezes que o vi, percebi um instrumentista possuído pela música; melhor dizendo, um músico que mostra, em cena, todo o romance que existe entre ele e a música.
Amor sem pudores e correspondido”.
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