12/10/2019 às 15h12min - Atualizada em 13/10/2019 às 21h43min

Jogos Interclasses do Polivalente: a vitória de uma escola

Matheus Rossi (*)
Não era a Grécia, templo dos jogos olímpicos, não havia deuses, heróis, fotógrafos, TVs, ou medalhas cunhadas em ouro, prata e bronze maciços, mas havia olhares atentos, sorrisos, disposição, garra, confraternização e principalmente o prazer em participar das finais dos (agora já tradicionais) Jogos Internos da Escola Estadual Sebastião Silva Coutinho (Polivalente).

Hoje chegamos as tão esperadas decisões do futsal, vôlei, basquete, peteca e do popular (mas não menos empolgante) jogo de queimada. E foram gritos de guerra vindos de torcedores entusiasmados, jogadas inesperadas, cortadas poderosas, vibração de equipe, “vamos !”, “marca !”, “corre !”, “vai na bola !”... Toques de pura habilidade e magia que só quem já esteve presente, em ao menos uma das edições de nossos jogos, sabe descrever, não com palavras, mas com a alma e o corpo em completa sinergia.  

Não se via glamour. Nossas medalhas foram esculpidas à base de um material puramente reciclável: o papelão, entretanto o espírito de cooperação e esportividade valem mais do que qualquer premiação grandiosa. Saímos de mais uma edição dos jogos com o sentimento de que todos somos vencedores; fazer brotar em solo duro a grandeza de uma equipe, a alegria de um elogio inesperado, um pedido de desculpas, um abraço em quem ainda não se tinha abraçado, são de fato o que levamos dessa vida. Todos, calçados ou descalços, pobres ou ricos, magros ou fortes, ao seu jeito e estilo, fomos guerreiros, por construímos juntos uma manhã de felicidade, em meio ao caos da vida lá fora.

Entre outras coisas, acreditamos que é essa a função social de uma escola: fazer com que os jovens acreditem que é possível, ainda que por um instante, construir uma sociedade interligada, feliz e produtiva, que não considera a individualidade e sim a coletividade; que crê no pouco que cada um pode dar para a concretização dos objetivos coletivos. A nossa escola não tem personagem, a nossa escola tem gente de verdade. Somos medalhistas por tudo isso. Somos um, somos muitos, somos POLI, somos VALENTES, somos todos POLIVALENTE.

(*) Professor de Língua Portuguesa da E. E. Sebastião Silva Coutinho
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